O que é Nova Economia?

Neste novo post eu falou sobre o que é e quais são os atributos da Nova Economia que tem como um dos principais pilares a criação de negócios com propósito. Saiba mais no meu blog

O que é Nova Economia?
O que é Nova Economia?

No mundo contemporâneo ocorreram diversas transformações no meio digital, tecnológico, comportamental e principalmente econômico. A forma como as pessoas vivenciam a economia atual traz novos modelos, novas características e tipos de negócios cada vez mais inovadores.

Seria este movimento um reflexo das novas gerações, que prezam pela experiência do usuário, pela sustentabilidade, causas sociais e diversos outros fatores que fazem parte da demanda da atualidade?

A nova economia é baseada em modelos de negócios mais flexíveis, aliados à tecnologia e centrado em solucionar problemas dos indivíduos, muito mais do que vender produtos. Com isso, o consumidor passa, cada vez mais, a fazer parte da atenção central das empresas.

Diferente da “velha economia” onde os modelos de negócios eram rígidos, com foco centralizado no produto e perspectivas de venda tradicionais, a nova economia acompanha as mudanças da sociedade, as transformações digitais e tudo o que essas relações implicam.

Para entender melhor de que forma todos esses elementos funcionam é preciso se aprofundar na história da nova economia e como ela foi elaborada ao longo do tempo.

Neste post você irá compreender como tudo isso se deu e de que forma a nova economia influencia nas empresas, promovendo tipos de negócios inovadores e observando o novo perfil de consumidor.

História da Nova Economia

O termo “The New Economy” traduzido para o português como “Nova Economia” foi citado pela primeira vez em 1983, pelo jornalista Charles P. Alexander. Em 1996, Michael J. Mandel, importante economista americano, passou a debater sobre o conceito inserido no contexto do mercado.

Dessa forma, pode-se dizer que esse novo modelo está presente desde o final dos anos 90, em contextos e proporções diferentes. Na época, o termo era citado em referência a organizações que estavam inovando na forma de realizar negócios e ultrapassando as empresas tradicionais.

Desde então, a tecnologia e a globalização passaram a protagonizar o mercado de forma expressiva, fortalecendo o conceito da nova economia e contribuindo para a elaboração de uma nova era no mundo do empreendedorismo.

Os princípios da Nova Economia

A nova economia veio para romper com modelos antigos e valores ultrapassados da velha economia, onde era o consumidor que se moldava e adaptada ao mundo e ao mercado.

Com o crescimento da internet, empresas menores adentrando o mercado e concorrendo diretamente com grandes empresas por meio das inovações tecnológicas, mídias e uma nova perspectiva do cliente, empresas tradicionais tiveram que se adaptar à nova realidade.

Dessa forma, os princípios da nova economia passaram a ser elaborados à luz do próprio consumidor, que se torna o elemento principal nesse novo modelo econômico. 

Há pelo menos 7 princípios que norteiam a nova economia. Conheça quais são eles a seguir.

Propósito

Na velha economia, o capital era super valorizado, ou seja, o lucro era o grande propósito das grandes empresas. Quando adentramos à nova economia, esses ideais passam a ser limitantes e ultrapassados, pois o conceito de sucesso passa por uma transformação e é atrelado ao propósito da organização.

Sendo assim, é necessário um propósito maior do que a lucratividade, algo que motive a criação de negócios que causem impactos positivos na sociedade atual e esteja alinhado aos propósitos do novo consumidor, que é cada vez mais consciente.

Foco no consumidor

Conhecer o cliente e investir em sua experiência é também um dos fatores essenciais na nova economia, pois muito além de vender bons produtos e oferecer serviços satisfatórios, é preciso que tudo isso solucione os reais problemas dos clientes.

Ou seja, investir na experiência do cliente é essencial para fortalecer o relacionamento da empresa com seu público e se aprimorar no mercado, visto que a nova economia possui o cliente como foco central de todo o negócio.

Criação de novas demandas

A nova economia está aberta a novas possibilidades, sem se limitar a solucionar apenas um problema.

Ou seja, por meio do desenvolvimento de um produto ou serviço, podem surgir novos desejos e demandas dos consumidores, as quais podem ser analisadas e solucionadas na nova economia.

Erros e flexibilidade

Os erros são elementos que podem ocorrer com frequência na nova economia, a qual está imersa em ferramentas digitais, em processos de criação e inovação que podem falhar em algum momento.

A flexibilidade é um dos princípios mais presentes nesse novo cenário, pois é preciso estar em constante adaptação e aberto a novas possibilidades, elaborando até mesmo novas oportunidades diante dos imprevistos.

Incertezas

A nova economia é flexível também para as transformações constantes às quais a sociedade está sujeita, principalmente no mundo contemporâneo onde as mudanças acontecem com frequência e há sempre novas formas de se aprimorar.

As empresas atuais procuram lidar com essas incertezas buscando sempre um acompanhamento do seu consumidor e analisando seus valores e preferências, alinhando sempre esses fatores a melhorias na empresa.

Criação de novas oportunidades

É em meio a conflitos e crises que surgem as maiores oportunidades no mercado, pois induz as empresas a transformar possibilidades e criar novas alternativas que podem surpreender positivamente.

Inovação para continuar

No mundo atual, as transformações ocorrem em uma velocidade máxima, o que cobra das empresas uma constante inovação para permanecer no mercado.

Ou seja, é preciso estar sempre atento às tendências e inovações no mercado e movimentar os negócios em busca de adaptação.

Novo perfil de consumidor

A nova economia fortalece ambientes corporativos horizontais, que são dinâmicos e flexíveis. Tudo isso está alinhado ao novo perfil de consumidor, que busca por experiências e não coisas, possui propósitos mais amplos e preza pelo consumo consciente.

Negócios criativos e pautados nas demandas sociais se destacam nesse novo cenário, alcançando públicos cada vez mais atuais e ativos no mercado.

A tecnologia alinhada ao conhecimento fortaleceu não só o consumidor no seu processo de decisão, mas a nova economia como um todo.

Conclusão

Investir no bem-estar, na experiência do cliente e nas inovações tecnológicas são os primeiros passos de empresas de sucesso na nova economia.

Empresas como AirBnB e Nubank são exemplos práticos das transformações na nova economia, pois são empresas escaláveis e eficientes com potencial de crescimento expressivo.

Nesta nova realidade os negócios disruptivos, sejam eles escaláveis, sociais, inovadores ou criativos ocupam o lugar central no mercado atual.

Contudo, é preciso se aprofundar nas transformações da sociedade, nas novas demandas dos indivíduos e as questões que permeiam as tomadas de decisões e a jornada do cliente. A nova economia está alinhada a todos esses elementos e busca contemplar essa nova realidade de forma flexível e inovadora.


A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes

Quer entender mais sobre como criar negócios mais conscientes, pautadas nas boas práticas do mercado e em uma boa mentoria? Junto a isso, a Mentoria é hoje uma das técnicas mais utilizadas por grandes empresários, stakeholders e demais profissionais que buscam uma orientação mais completa e efetiva nos negócios. O processo de mudança para uma empresa consciente demanda tempo e persistência, pois além de uma boa Mentoria é necessário que a equipe e os líderes estejam em sinergia com os propósitos conscientes.

A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes
A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes

O mundo corporativo e dos negócios passam por uma transformação cada vez mais evidente, rumo a negócios mais conscientes, ligados à sustentabilidade, inclusão social e governança.

A nova geração de empreendedores e consumidores traz uma perspectiva desafiadora para os velhos negócios, os quais devem se adaptar o quanto antes às práticas que envolvem o capitalismo consciente para se manter no mercado.

A Mentoria, no entanto, não se trata apenas de aplicação de técnicas e conhecimento teórico, pois é um processo onde o âmbito pessoal do mentor, que envolve as suas experiências e a prática desenvolvida ao decorrer de sua vida, são ferramentas ainda mais profundas de aprendizagem pois envolve uma identificação entre o mentor e o mentorado.

Achou interessante o assunto? Neste post você irá conhecer quais são as vantagens deste novo modelo de negócios, aprofundar-se no capitalismo consciente e entender como a mentoria pode ser uma importante facilitadora desse processo.

O que é Mentoria?

Você já se perguntou como colocar toda a teoria e o conhecimento adquirido em prática? Ou já imaginou qual caminho determinado indivíduo percorreu para alcançar os seus resultados?

Saiba que para a maioria dos empreendedores, essas questões são habituais e até mesmo fundamentais durante o processo. A Mentoria é um recurso de aprendizado onde há uma troca de experiências e uma orientação com objetivo de desenvolvimento profissional.

Quando há uma troca de experiências e de informações reais, pautadas na prática, há uma identificação entre as pessoas que permite com que o mentorado visualize maiores possibilidades, novas ideias e alternativas.

Desde a infância, estamos acostumados a buscar conhecimento com pessoas mais experientes, aprender com quem já percorreu o mesmo caminho que nós percorremos e aprendemos a valorizar esse aprendizado.

Com isso, podemos ver que a mentoria está presente hoje dentro das grandes e pequenas empresas, nos espaços corporativos e não corporativos, auxiliando não só empreendedores como também pessoas que buscam um plano de carreira para seu aprimoramento no trabalho ou para traçar novos caminhos.

Capitalismo consciente e uma nova perspectiva de negócios

O modelo  capitalista  tradicional, hierárquico, desigual e guerrilheiro, não faz mais parte dos planos futuros e das tendências de mercado do mundo de hoje. 

Valorizar o capital humano, dialogar com as questões socioambientais e investir em gestões que vão de encontro ao bem estar social e as demandas da atualidade é quase um pré-requisito para negócios atuais.

Ou seja, questões como a qualidade de vida dos colaboradores, impactos ambientais e pautas sociais passam a fazer parte do novo modelo de negócios ligado ao capitalismo consciente.

Para compreender de que forma tudo isso funciona e como acontece na prática, é preciso entender quais são os quatro pilares do capitalismo consciente. Vamos conferir então?

Propósito maior

Enxergar para além do lucronas empresas é o primeiro passo para um propósito maior.

No primeiro pilar do capitalismo consciente, o propósito maior busca elaborar e entender de que forma a empresa poderá somar para a sociedade, por meio de ações que impactam de forma positiva o contexto social.

Esse tópico irá nortear a empresa em sua totalidade e será a engrenagem principal para que o capitalismo consciente aconteça e esteja integrado entre a equipe.

Orientação para stakeholder

Os stakeholders são basicamente a parte interessada na empresa, pessoas que, de forma direta ou indireta, são impactadas pelas ações da empresa.

Neste pilar do capitalismo consciente, é importante pensar na parte interessada da empresa como um todo, desde os acionistas até os colaboradores e desenvolver valores e benefícios para cada parte relacionada à empresa.

Ou seja, é importante desenvolver práticas de ESG e buscar difundir essas ideias na empresa, a fim de alinhar os propósitos dos stakeholders com o propósito maior da organização.

Liderança consciente

A liderança da empresa deve refletir o propósito maior da empresa, propagando a cultura organizacional e vivenciando de fato os valores propostos.

Muito além da teoria do capitalismo consciente, é necessário que os líderes e gestores atuem em sintonia com esses valores no dia a dia.

Cultura e gestão consciente

Por fim, é muito importante que tudo isso esteja inserido na realidade interna da organização e faça parte da realidade da empresa.

Todas as práticas, ações e atitudes habituais da organização serão os agentes principais de mudança e o que irá determinar a credibilidade da empresa com os stakeholders e demais públicos.

Afinal, a relação de confiança e o engajamento das empresas são elaboradas em situações reais e autênticas.

Embora tudo isso pareça um grande desafio, o processo de mudança para negócios mais conscientes é completamente possível e acessível por meio de uma boa mentoria, que aborda temas ligados ao ESG e todos os pilares do capitalismo consciente.

Quais são as vantagens dos negócios conscientes?

Além de estar em sintonia com o mercado do futuro e um passo à frente em relação às demais empresas, os negócios conscientes trazem benefícios para a equipe colaborativa e também na relação com o ecossistema que faz parte.

Maior alcance de consumidores

Os consumidores atuais não buscam somente adquirir um produto ou um serviço específico, e sim fazer parte de um propósito maior, vinculado a mensagens que vão de encontro às demandas sociais e sustentáveis.

Ou seja, o conceito da marca e o seu impacto na sociedade refletem diretamente no engajamento e alcance com o público.

Funcionários mais satisfeitos e produtivos

Estudos já comprovam a relação entre a satisfação e a produtividade dos colaboradores.

De acordo com pesquisa realizada na Universidade da Califórnia (EUA) e publicada no portal Estadão, os colaboradores felizes são 12% mais produtivos, enquanto a insatisfação por parte dos empregados pode prejudicar diretamente a produtividade e até mesmo a criatividade.

Negócios mais conscientes possuem um propósito maior dentro da empresa, ligados a práticas sustentáveis e que valorizam a qualidade de vida dos funcionários.

Invista na Mentoria para negócios mais conscientes

A Mentoria pode ser uma ferramenta muito importante na geração de negócios conscientes, pois irá auxiliar o indivíduo e a empresa nas dificuldades e desafios durante esse processo.

Transformar modelos tradicionais de negócios e conseguir trazer novas perspectivas de gestão envolve muitas tomadas de decisões e requer um suporte sólido, pautado em conhecimento e experiência.

Dessa forma, a Mentoria serve como uma aliada na elaboração de novas ideias para a empresa, criação de soluções e principalmente para agregar com uma nova visão do mercado, ligada à temática do consumo consciente, humanização e saudáveis com todos os stakeholders.

Caso queira se candidatar a uma mentoria comigo, acesse seu contato aqui.

A importância do ESG dentro das organizações

O ESG veio para impactar o mercado de forma positiva em um momento que, tanto a sociedade quanto as empresas, já começam a perceber que se um negócio não for saudável para o mercado e para a sociedade, ele dificilmente vai conseguir se manter de pé. 

A importância do ESG dentro das organizações
A importância do ESG dentro das organizações

A sustentabilidade desempenha um papel importante nas empresas. Se um negócio não consegue se manter sustentável ao longo do tempo, as chances são maiores dele não conseguir se manter dentro do mercado.

Mas a sustentabilidade vai muito além do plano de negócios, pois entra em uma esfera maior com um contexto ambiental, social e de governança. E é aí que entra o ESG.

Mas qual realmente é a importância da ESG? Qual o impacto que isso gera nas empresas? Abaixo nós vamos discutir todos os detalhes para que você conheça mais sobre este assunto.

O que é ESG?

O ESG é um tripé de sustentabilidade adotado pelas empresas em que cada letra da sigla representa uma categoria. Este conceito representa uma forma das empresas encararem a sustentabilidade

com maior eficiência, fazendo mudanças e promovendo ações no mundo dos negócios capazes de ter um impacto na sociedade.

A sigla ESG representa três pilares que compõem a sustentabilidade empresarial, capaz de promover transformações e levando a perspectiva de análise do negócio além dos resultados financeiros:

E de Environmental (ambiental) – este pilar avalia o impacto ambiental da empresa e as práticas que a mesma utiliza para conservar o meio ambiente. Aqui são analisadas as emissões de carbono, poluição do ar e água, desmatamento e até mesmo as ações que a empresa faz em busca de conscientização da conservação.

S de Social – O social diz muito sobre como a empresa trata seus colaboradores, como ela se preocupa com os problemas sociais e que ações ela pratica para diminuir este impacto. Aqui são analisadas questões de diversidade no quadro de funcionários, promoção de conhecimento social, criação de projetos que visam melhorar o entorno, entre outros aspectos.

G de governança – A governança diz respeito à forma como a empresa é administrada, as condutas corporativas, o bom relacionamento no mercado, compliance e a transparência do negócio.

A junção desses três pilares é o que faz uma empresa sustentável além dos seus bons resultados. Por isso, é importante que eles estejam na estratégia da organização para que ela cumpra com a missão de ser uma empresa melhor para o mundo e não a empresa melhor do mundo.

Qual a importância do ESG nas empresas?

Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que o ESG é importante porque é uma questão urgente e necessária para a manutenção do nosso planeta, para a melhoria das sociedades, de forma social e econônica. Estamos lidando com uma geração que tem cada vez mais consciência social e ambiental. Por isso, é importante questionar e desenvolver formas de governança mais transparentes e eficientes do que as praticadas anos atrás. 

Partindo deste princípio, toda organização deve entender que a geração de consumidores está mudando, trazendo um pensamento mais crítico no que se refere ao ato político de consumir. Por isso, é muito importante que a empresa tenha consciência das prioridades do seu público para que continue tendo relevância no mercado. 

A geração que em chegando ao mercado é muito mais preocupada com as questões ambientais e sociais e algumas das suas prioridades para eles são:

  • Conservação do meio ambiente
  • Diminuição do aquecimento global
  • Diminuição das desigualdades sociais
  • Desenvolvimento de talentos
  • Aumento da qualidade de vida no trabalho
  • Otimização da performance e resultados 

Portanto, é importante entender que o ESG não é mais um “luxo” das grandes empresas para “saírem bonitas na foto”, mas sim que é questão de sobrevivência no mercado. Sugiro aqui também um texto onde falo sobre mentoria, e talvez, possa ser interessante conversar com esses profissionais para ampliar sua visão sobre os grandes impactos do ESG nas organizações.

Os benefícios do ESG para as empresas

O ESG também gera bons lucros. Pode ser que a implementação seja um pouco mais complicada, por conta da fase de adaptação, mas no longo prazo estes pilares de sustentabilidade tendem a gerar bons retornos, seja nos números de faturamento ou no crescimento das oportunidades de negócio.

Sendo assim, veja alguns benefícios:

  • Aumento da eficiência da gestão de risco das organizações;
  • Maior engajamento de consumidores, colaboradores, investidores e a sociedade em geral;
  • Aumento do padrão de qualidade e sustentabilidade do mercado, trazendo benefícios para clientes e colaboradores;
  • Maior desempenho financeiro no longo prazo com a redução de gastos e criação de um entorno mais promissor;
  • Maior espaço, permanência e relevância no mercado;
  • Aumento da oferta de mão de obra qualificada.

Imagine uma empresa de software que cria um projeto social com a finalidade de ensinar crianças a programar desde cedo. Este pode ser um projeto que eleva o pilar social e que pode dar retorno no futuro, quando talentos são descobertos na sociedade.

Essa criança vai ganhar a oportunidade de qualificação, um futuro mais promissor e devolver à empresa, além do impacto social positivo, mão de obra qualificada.

Percebe como todas as ações podem ser elaboradas para que a empresa tenha mais benefícios além do lucro? Veja a seguir algumas outras ações exemplos que podem ser desenvolvidas no ESG.

Ambiental

  • Diminuição da emissão de carbono;
  • Utilização de embalagens recicláveis;
  • Utilização de energias limpas e renováveis (solar, eólica);
  • Economia de água;
  • Destinação correta aos resíduos.

Social

  • Realização de projetos sociais para a comunidade local;
  • Patrocínio e promoção de eventos culturais, sociais e esportivos;
  • Promoção de conhecimento social a colaboradores;
  • Quadro de talentos mais diverso e com oportunidades para minorias;
  • Posição social bem definida.

Governança 

  • Transparência nos processos;
  • Contratação de parceiros íntegros (fornecedores e colaboradores terceirizados);
  • Cultura da empresa bem definida;
  • Hierarquia bem definida;
  • Equipe de compliance e auditorias rotineiras.

Muito se pode fazer em uma organização para que ela tenha seu ESG bem definido e seja considerada uma empresa sustentável. Para isso, pode ser interessante que cada empresas busca encontrar qual é o seu propósito como negócio e identificar em que área pode contribuir mais, gerando impactos internos e externos, ou seja, melhorando a vida de quem trabalha na empresa e a todos os stakeholders que se relacionam com seu negócio. Sugiro a leitura do meu texto no meu blog onde falo sobre Capitalismo Consciente e de como podemos pensar em estruturar uma governança corporativa mais consciente.

Conclusão 

O ESG é a estratégia da sustentabilidade em ação no mundo corporativo. Além disso, é sempre importante ressaltar que, no cenário atual, todo este conceito passa a ser obrigação para as empresas que desejam se manter vivas no mercado. Você já tinha visto este conceito em algum lugar? O que achou dessa nova ideia de sustentabilidade nas organizações? Deixe seu comentário e compartilhe este post nas suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso a este conhecimento.

Convido conhecerem também meu projeto DROPS da Eli, no meu canal do Youtube, onde falo sobre o ESG na prática.

Palavras chave: ESG. Sustentabilidade.Ambiental. Econômico.Governança

Elevação da Consciência Empresarial: orientação para stakeholders

Vivemos, todos nós, em uma época diferente. Vivemos em um momento histórico onde se faz um esforço para pensar em reflexão, em ressignificação e em construir um nosso sistema econômico mundial.

A ideia deste pensar nos leva a crer que a jornada do capitalismo até aqui nos trouxe mais problemas do que soluções. Houve um certo descuidado com o ser humano, com a sustentabilidade e com planeta.

É fato que precisamos redesenhar nossas relações empresariais com nossos funcionários, clientes, fornecedores, comunidade e todos aqueles que se relacionam com o nosso negócio.

Outro dia me perguntaram, mas Eliane, como é possível, em meio a uma crise pandêmica, pensar ou ajustar essas relações? Como posso pensar em elevar a consciência empresarial neste momento em que muitas empresas estão apenas sobrevivendo?

Gostaria de comentar que são, nos momentos de crise, que as oportunidades de mudanças surgem. Sabemos que nem todas as pessoas e empresas estão em um nível de consciência semelhante e com isso, posso dizer que mudanças são processuais e exigem um certo tempo de maturação e respeito às pessoas e às organizações. A mudança e a elevação de consciência vão acontecer no tempo de cada ser humano e no momento do despertar empresarial. O meu papel e e todos que queiram elevar a consciência das corporações, é de fornecer subsídios para a redefinição do propósito maior que valorize a ética, o amor e que proporcione maior resiliência às organizações.

O pensamento do acionista deve ir ao encontro de estratégias mais sustentáveis e da longevidade empresarial, com um cunho de responsabilidade social.

As empresas são pessoas e as relações com nossos funcionários devem ser revisitadas diariamente. O nosso cliente é o que proporciona o existir empresarial, gerando receita e mantendo a empresa viva. Assim, um olhar mais atento aos funcionários, automaticamente reflete no melhor atendimento do nosso cliente.

É o momento de pensar em sustentabilidade nos nossos negócios e quando em falo em sustentabilidade, o conceito vai muito além do meio ambiente. As nossas relações no mundo corporativo devem favorecer o desenvolvimento humano, ou seja, o desenvolvimento e a manutenção da vida humana no planeta. Penso que nossas atitudes devem seguir os preceitos de satisfazer as necessidades de hoje e não impactar a geração futura, para que haja realmente a manutenção da vida.

Assim, acredito que reflexões sobre um novo modelo econômico saudável deve permear as dimensões econômicas, sociais e ambientais, culturais territoriais e políticas. Milton Friedman, a mais de meio século, dizia que as empresas deveriam fornecer lucro ao acionista. O conceito por si só não está errado, porém esse conceito não se mostrou muito eficaz, pois não contemplou o olhar sistêmico e sustentável da vida humana. Funcionários, fornecedores, comunidade e o planeta ficam, na maioria dos casos, em segundo plano, o que causou injustiças e escassez de recursos na natureza.

A orientação ao stakeholders como uma possível estratégia de gestão empresarial, requer ações que impactem o meio ambiente, a sociedade e que sejam legitimadas por uma governança corporativa. Estamos vivendo uma “crise de uma humanidade que não consegue se tornar humana, diz Edgar Morin.

Na verdade, este movimento todo que está surgindo, com maior intensidade, neste ano de 2020, sugere um pensar distinto sobre todos nós, como atores responsáveis pela transformação interna de nós mesmo e das empresas às quais pertencemos. É preciso reconectar o humano nesta nova maneira de gerir nossas empresas. É preciso, de fato, elevar a consciência empresarial para a construção de um modelo de capitalismo que desenvolva as pessoas e transforme nossas empresas em espaços de (re)conexão com a vida e com todas as dimensões do ser humano.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

A Liderança do “Nós” – Capitalismo Consciente

Quando fiz uma pós graduação sobre gestão de serviços, em 2001, meu professor, Kleber Nóbrega, dizia que o novo líder é uma pessoa que servia ao propósito da empresa e às pessoas que liderava. Eu me desenvolvi nessa escola da cultura do “Nós” à cultura do “Eu”.

Vivi muitas experiências profissionais. Reconheci muitos líderes que tinham essa filosofia na sua liderança. Ao mesmo tempo, durante este período de quase 20 anos, percebi que a maioria das empresas não tomou consciência da diferença que faz um líder ou uma líder com estes posicionamentos voltados ao “servir”.

O movimento do Capitalismo Consciente também valoriza as pessoas e sugere a evolução da cultura do “Eu” para a Cultura do “Nós”. Parece fácil falar, mas, na verdade, colocar em prática esse pensamento requer um nível de consciência da liderança organizacional que vai além da performance da empresa.

O propósito maior da empresa é incorporado pela cultura da organização, mas quem coloca este processo dinâmico em sinergia? As pessoas!! Tudo inicia na dimensão relacional nas organizações, afinal, como já havia comentado em outra reflexão: empresas são pessoas.

Assim, muitas lideranças organizacionais se deparam com diversas maneiras de liderar. Estamos em um momento de transição conceitual e estamos reinventando o que seja a verdadeira missão de uma liderança organizacional consciente.

O que deve ficar claro é que a definição de liderança não é mais aquela hierárquica onde encontramos alguém que manda e outro que obedece. A liderança é muito mais ampla e não pressupõe essas relações estruturais dentro das organizações. Liderar é a missão de todos dentro das empresas. Liderar é colocar o nosso protagonismo em ação em prol de um propósito comum.

Encontrei nas minhas visitas às empresas, muitas vezes, um certo êxtase, sobre as questões da tecnologia, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, etc. Acredito que a tecnologia é apenas mais um meio para que a sobrevivência da organização. A liderança organizacional deve sim dominar as ferramentas tecnológicas, mas é preciso que novas janelas se abram e novas formas de relacionamentos se concretizem para que a mudança de paradigma aconteça.

A visão de uma liderança consciente perpassa pelo conceito de servir! Sim! Servir às pessoas que se relacionam com nossas empresas, com nossos colaboradores e com a sociedade em que estamos inseridos. O que precisamos saber é que o reflexo de empresas mais conscientes é de lideranças mais conscientes. Dessa forma, penso que você esteja me perguntando sobre quais as competências que necessito ter para construir uma liderança mais consciente na minha empresa?

Não gosto muito de nomear padrões ou arquétipos preestabelecidos, mas algumas sugestões eu posso citar aqui para você no intuito de vivenciar uma liderança mais integral e consciente. Sabe-se que “Liderar envolve criar contextos para que as pessoas ampliem a sua compreensão sobre a realidade, permitindo que elas possam construir um futuro melhor. Liderar é criar novas realidades”. ( JOSEPH JAWORSKI)

Uma das competências que o capitalismo consciente sugere é a autoconsciência. Trata-se de compreender os valores, respeitar os limites com as pessoas, no intuito de cuidar da sua vida e da vida dos outros de forma criativa e não reativa. Outro ponto é a integridade, isto é, lideranças conscientes são atentas às palavras que proferem. Cuidam para que o seu discurso não seja incoerente com sua prática.

A competência da flexibilidade cognitiva pode contribuir para o domínio das próprias emoções e permite lidar com os conflitos com mais resiliência. Além disso, pode-se dizer que é importante que se tenha uma comunicação empática, construindo equipes que se comunicam com clareza em seus posicionamentos verbais e escritos, mantendo relações amistosas e equilibradas.

Uma competência valiosa é a inteligência relacional que traduz a possibilidade de navegar com respeito e compaixão pelos sentimentos pessoais de cada um. Construir relacionamentos de qualidade e de gerar espaços de presença genuína é fundamental para todos os que se aventuram pela liderança consciente.

A criatividade também é indispensável para a resolução de problemas complexos, acolhendo as pessoas e situações de forma empática.Além disso, a influência inspiradora é outra competência fundamental neste momento em que vivemos. A capacidade de liderar pelo exemplo gera profundo engajamento e que conectam as pessoas incentivando-as a serem suas melhores versões.

Saber compartilhar o propósito maior da organização, engajando o time com clareza e assertividade é outra competência fundamental, na minha opinião. Portanto, retomando o início desta reflexão, estamos na era do Servir, de reconhecer limites, de desenvolver as pessoas, congregando o negócio e todos os stakeholders em uma visão ampla e comum.

Liderar é uma arte! Eu sou apaixonada por essa temática e com essa inspiração, eu convido a todos e a todas para refletirem sobre como está o nível de consciência das lideranças em suas organizações. Acredito que estamos a caminho de vivenciar um novo modelo de liderança mais humanizada e que possa, efetivamente, colaborar para um mundo melhor e para a construção de empresas em meio a um novo modelo de capitalismo.

#capitalismoconsciente #liderançaconsciente #propositomaior #culturaconsciente #stakeholders #

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEM

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Transformar a cultura organizacional em uma potência da empresa. Isso é possível?

Primeiramente, gostaria de comentar que nossas empresas estão em plena transformação. O mundo está mudando e quando se fala em cultura organizacional o jeito de conectar nossos funcionários e shateholders também necessita novos olhares.

Essa “liga” que une as pessoas em um mesmo propósito chama-se Cultura Organizacional. Esse processo que acontece em cada interação com o outro, torna a cultura viva dentro dos espaços organizacionais. Como a autora, Marlene Marchiori, eu acredito muito na existências de várias culturas circulando dentro das organizações, unindo os objetivos pessoas de cada pessoa e o propósito maior neste processo de busca da essência da empresa. A cultura pode gerar longevidade, credibilidade e é o meio de incorporar o propósito maior “nos batimentos cardíacos das organizações”.

Qual empresa não pensa em ter seus funcionários engajados? Qual empresa não quer saber que sua marca é uma das preferidas no mercado? Pois é!! Isso é possível!

A compreensão e incorporação da cultura organizacional, de forma mais profunda, pode influenciar o comportamento dos colaboradores e moldar a imagem corporativa que apresentamos ao público, o que impacta na aceitação e consumo dos nossos produtos e serviços entre outros aspectos.

Além disso, uma cultura do bem, a valorização das pessoas e práticas e estratégias coerente podem elevar o nível de satisfação e bem estar dos funcionários e dos stakeholders. Sabe-se que um ambiente que oportuniza a cura, o amor e o respeito pode elevar o nível de produtividade das organizações.

Outro ponto importante é a questão do engajamento de todas as pessoas em prol do propósito da empresa. Qual empresa não busca ter seus funcionários e parceiros juntos na construção de um objetivo comum? A cultura organizacional é esse elo que pode unir a todos em um bem comum.

Além disso, quando se pensa em construir uma cultura organizacional sólida e do bem, automaticamente teremos maior retenção de profissionais capacitados trabalhando em nossas empresas.

Outro ponto, é a seleção de talentos que também deve estar conectado com a cultura. Existem soluções de mercado,bem interessantes, como por exemplo, a empresa Solucione RH, que criou uma forma de selecionar os talentos das empresas levando em consideração o DNA, a essência da empresas. “Não podemos mais contratar pessoas apenas pelo currículo e uma entrevista padronizada. Afinal, são essas pessoas que vão fazer o seu negócio crescer e prosperar. Com o Solucione RH é possível recrutar e selecionar pessoas através do propósito e da cultura da sua empresa, além de poder criar desafios práticos” ( SOLUCIONE RH, 2020).

A cultura é a base para nossa empresa e agregar mais pessoas e talentos em nossas organizações, isto é, pessoas que se identifiquem com o nosso propósito é fundamental. O mundo mudou e é fundamental que possamos evoluir nas formas de selecionar as pessoas e minimizar o turnover de talentos, aumentando a assertividade na contratação, por meio de comportamentos , valores e atitudes do candidato.

Além dos aspectos que já levantamos nesta reflexão, como todos os benefícios trazidos por uma cultura organizacional positiva e a construção de uma imagem sólida, a cultura é fator essencial para o crescimento estruturado da empresa.

Quando conseguimos incorporar o propósito maior da organização na cultura, criamos grupos mais coesos e que compartilham seus objetivos individuais e constroem juntos o objetivo coletivo da empresa.

Eu percebo um mundo mais humanizado a partir dessa cultura do bem, do cuidado e do respeito às pessoas. Espero que esta reflexão tenha sido positiva para você repensar suas atitudes, seus processos e estratégias empresariais para a construção de um novo modelo organizacional baseado na colaboração, no bem estar e que realizem impactos positivos no mundo.

Eliane Davila

PhD. em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente no Brasil

O equilíbrio das forças femininas e masculinas no ser humano

Guia de conteúdo:

  1. Introdução
  2. Elementos da liderança Shakti
  3. Elementos práticos na tese de doutorado
  4. Conclusão
  1. Introdução

Iniciar este texto me deixa tão inspirada porque o que vou contar aqui possui relação profunda com minha narrativa de vida a partir dos meus valores e crenças pensando no que seja a potência das formas femininas nos negócios.

Quando defendi minha tese de doutorado, eu não tinha conhecimento sobre a Liderança Shakti, dos autores Nilima Bhat & Raj Sisodia. Meus achados na pesquisa me conduziram para a tese de que as mulheres empreendedoras, sócias de empresas, localizadas dentro do ecossistema empreendedor de Parques Científicos e Tecnológicos, eram propulsoras de transformações socioprofissionais. Elas elevavam a representatividade feminina dentro desses ambientes, por meio das práticas discursivas, a dimensão subjetiva e singular do fazer laboral. Elas eram protagonistas, realçando os preceitos de equidade, na construção de sociedades mais sustentáveis.

Foi uma tese maravilhosa onde pude entrevistar mulheres do Brasil e da Espanha e compreender que estamos em um período de renascimento das empresas e que as forças femininas podem alterar a forma de lidar com o empreendedorismo e de como tornar-se um líder mais consciente nas empresas.

O que eu não sabia era que o modelo apresentado pela Nilima e o Raj poderiam ter sido utilizados para meu embasamento teórico também. A proposta do modelo apresenta a necessidade de um equilíbrio entre as forças femininas e as masculinas. Um mundo começava a fazer sentido.

2. Elementos da Liderança Shakti

A proposta da Liderança Shakti parte da importância de uma maior consciência do ser humano, ou seja, um equilíbrio entre as forças femininas e masculinas dentro si. Parece um tanto complexo pensar em forças femininas e masculinas atuando dentro do ser humano, mas é isso que a liderança Shakti quer mostrar aos líderes, empreendedores , a toda a sociedade e às organizações.

Existem muitos livros que falam sobre a importância de se pensar em liderança nas organizações, mas este modelo Shakti propõe regenerar as organizações e com um jeito mais humanizado de se relacionar consigo, com a sociedade, com o planeta.

Vivemos em um mundo que ainda possui empresas onde as lideranças ainda são muito hierarquizadas e repletas de pessoas que não encontraram seus propósitos de vida e nem possuem orgulho em pertencer aos ambientes que trabalham. O que está faltando? Que tipo de liderança poderia provocar mudanças profundas na maneira de inspirar pessoas a darem o seu melhor nas empresas?

A proposta é entender que o paradigma da escassez deve ficar para traz, isto é, devemos estabelecer pontes que nos aproximam e promovem a revolução na forma de liderar criando sentido nas nossas ações e promovendo o autoconhecimento, o amor e cura nas empresas. Parece muito estranho trazer o autoconhecimento, o amor e cura para dentro das organizações, mas se quisermos desenvolver o ser humano de forma integral e oferecer um ambiente que seja nutrido de aprendizagem, engajamento e bem estar, necessitamos alinhar o que está em desequilíbrio.

A liderança Shakti parte do princípio de Carl G. Jung do feminino (yin) e do masculino (yang). O que significa isso? Significa dizer que cada um de nós possui forças femininas e forças masculinas como potência interior e que o equilíbrio dessas forças pode trazer a tona nossa forma mais humanizada de liderar. A energia feminina, neste caso, independe do gênero da pessoa.

Quando não há integração das forças, pode resultar em uma anima negativa (que poderá reprimir as suas ações, sentimentos e a sexualidade); assim como ao ignorar a sabedoria da sua intuição, bem como um animus negativo poderá tornar o ser humano moralizador, cheio de dogmas e inflexível às opiniões alheias, às vezes, podendo ser agressivo e prisioneiro das suas próprias crenças e julgamentos. Dessa forma, o modelo Shakti revela-se significativo para o exercício da liderança equilibrada, onde a nossa energia é colocada em ação, não em uma proposta que vivencia as forças como polaridades distintas, mas em uma proposta de poder “com” e não um poder “sobre” o outro.

Trabalhar com esta perspectiva holística e de autoconhecimento, faz com que tenhamos que acessar nossas profundezas interiores. Acessar a integralidade e todas as suas dimensões humanas. Com essa perspectiva, observa-se que algumas coisas devem morrer dentro de nós e outras vão renascer. A jornada da liderança Shakti prevê estarmos por inteiro em tudo que realizamos, pois a ação é no aqui e no agora. Prevê reconhecer que a força feminina e a força masculina dentro de nós, quando equilibradas, podem potencializar nossas missão de agentes transformadores no mundo. Acreditar que não exista polaridades entre o feminino e o masculino, nos leva a entender o quão importante é encontrar nosso propósito pessoal e o quão importante é estarmos conectados ao ambiente, às pessoas e ao planeta.

Portanto, a liderança Shakti possibilita a mudança de consciência humana. Perceber que o seu trabalho gerou impacto positivo é muito engrandecedor, além disso, ao tomar consciência de que a pessoa que você é o líder que você se torna é fundamental para as transformações que você deseja ver no mundo.

Não é a toa que ouvimos falar que este século é feminino. Dizer isso pressupõe acreditar que as forças femininas devem aparecer mais nos negócios. Eu sou de um tempo que falar em vida familiar e amor dentro das organizações era considerado errado. Lembro do meu primeiro emprego, onde meu líder me disse que ali dentro da empresa eu deveria “apenas vestir a camiseta” e que meu problemas familiares deveriam ficar distantes do meu trabalho. É estranho ouvir isso, mas é a pura verdade.

Principalmente para nós mulheres, a vida tende a ser mais tensa porque as forças masculinas sempre regeram o mundo corporativo. A força, a coragem, a assertividade, o foco, a direção, a ordem, estrutura e discernimento são consideradas forças masculinas. Elas não são ruins, pois nos movem à ação, mas quando não estão em equilíbrio, podem se tornar o mundo muito agressivo, arrogante, insensível, sem espiritualidade e violento.

As forças femininas como o cuidado a empatia, gentileza, inclusão, abertura, compaixão, confiança e vulnerabilidade ficaram a parte do mundo corporativo. Sabemos também que o excesso das formas femininas podem também tornar o ser humano mais sentimental, carente, sem foco. O que se sabe é que as forças femininas que, principalmente, as mulheres possuem em abundância, ficaram esquecidas por muito tempo no mundo corporativo.

Esse desequilíbrio gerou empresas que se preocupam muito com o lucro, em uma lógica de comando e controle, deixando de lado todo o potencial inspirador de transformação da união das formas femininas e masculinas.

Acredito que neste momento em que vivemos, essas reflexões começam a fazer sentido e algumas empresas estão tomando consciência que um nível maior de autoconhecimento e equilíbrio entre o nosso lado yin e yang, pode fazer toda a diferença nos negócios. Lideres mais conscientes libertam as pessoas de uma mentalidade predadora e competitiva nos negócios, sendo um papel de transcendência mercantil para um visão de geração de impacto positivos aos negócios e a todo o ecossistema do qual fazem parte.

Acredito que as empresas transformam o país e os líderes são essenciais para realizar esta transformação e curar as empresas de uma visão limitada e mercantilista. Saindo da teoria e indo para a prática, no próximo item apresentarei algumas experiências que tive entrevistando mulheres empreendedoras, dentro de parques tecnológicos do Brasil e da Espanha que corroboram para uma visão prática do modelo Shakti.

3. Elementos práticos na tese de doutorado

Defendi a tese em 2019 e entrevistei mulheres no Brasil e na Espanha. O recorte da pesquisa abarcou, mulheres empreendedoras, de quatro parques científicos do Brasil e da Espanha. A ideia era entender um pouco mais quem eram essas mulheres que decidiam criar suas empresas em ambientes de inovação e empreendedorismo.

O embasamento teórico da tese não foi o modelo Shakti, mas tomando contato com a teoria de Nilima e Raj eu consegui criar conexões importantes com relação aos meus achados de pesquisa.

As entrevistas que realizei com as mulheres demonstraram que, nas pequenas empresas, as mulheres líderes já começaram a revolução de consciência interior. O que pude notar que as mulheres, pelas narrativas discursivas, relataram que querem construir algo maior em suas empresas. Muitas delas, têm o propósito de ajudar também a sociedade, os stakeholders e seus colaboradores. Elas percebem que um sistema de liderança de controle opressivo pode levar as pessoas às doenças e ao stress elevado. Além disso, todas elas querem seguir seus propósitos de vida e impactar a vida de outras pessoas.

Estas pequenas empresas, pela adaptabilidade, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão podem contribuir para a mudança do paradigma de entender o mundo dos negócios para além das forças masculinas, tão cristalizadas em nossa sociedade.

A partir da perspectiva de um equilíbrio ente o feminino e o masculino na liderança organizacional, a mulher também pode estar representada nos espaços de gestão, embora saiba-se que essa representação ainda é muito baixa, principalmente quando se fala em ambientes de inovação. O fato é que, as mulheres do Brasil, quanto da Espanha, elegeram compreender a si mesmas, por meio do equilíbrio das energias internas para que pudessem realizar suas atividades mesmo em ambientes de estruturas e paradigmas masculinos.

O desequilíbrio das forças internas favorece a desordem e o caos. Mesmo em um mundo onde acontecem revoluções tecnológicas e econômicas, esse desequilíbrio gera impactos sociais severos e pode impactar negativamente a sustentabilidade do planeta. Estes olhares nos permitem reflexionar sobre nossa liderança organizacional.

A consciência que o modelo Shakti traz às lideranças organizacionais foi validado na minha pesquisa. As mulheres ao se lançarem ao empreendedorismo e à constituição de suas empresas, adquirem essa consciência no fazer laboral, isto é, realizando as atividades com maior amorosidade e generosidade, interagindo com os stakeholders e ressignificando suas próprias histórias além de gerar significado para elas e para suas empresas e sociedade.

4. Conclusão

O realinhamento e o equilíbrio das forças do humano, enquanto processo, tem como meta o desenvolvimento profundo de cada líder, proporcionando o acolhimento de aspectos fundamentais da essência humana. A liderança Shakti trata de um movimento de transformação ao longo da vida, tornando-se melhor e mais próximo da sua natureza e da sua alma. Shakti, neste caso, consiste nesta liberdade que nos torna mais vulneráveis e autênticos em prol da ética individual e coletiva.

Precisamos encontrar no feminino o cuidado com a vida, com as outras pessoas e com o planeta. Shakti é impulsionar cada pessoa a encontrar o seu autoconhecimento, proporcionando seu desenvolvimento e evolução. Os líderes precisam entender que é preciso tocar outras áreas do nosso ser, romper com racional que nos torna tão incompletos. O jardim organizacional está a nossa espera. Quando somente nosso racional fala perdemos o encanto pela vida e por nós mesmos. Cultivemos Shakti em nossos corações e nossas empresas germinarão por meio do Capitalismo Consciente.

Dra Eliane Davila

Embaixadora do Capitalismo Consciente no Brasil

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Fonte: Liderança Shakti. O Equilíbrio do Poder Feminino e Masculino nos Negócios. Starlin Alta Editora Consultores Eireli. 2019

O que é Capitalismo Consciente?

Neste texto você vai encontrar informações sintetizadas do Movimento do Capitalismo Consciente. Falarei sobre a origem, os pilares principais, sobre informações sobre o manifesto, sobre minhas percepções sobre o movimento e como você pode se associar no Brasil.

“Imagine todas as pessoas
  Vivendo a vida em paz
  Você pode dizer
  Que sou um sonhador
  Mas não sou o único Tenho a esperança de que um dia
  Você se juntará a nós
  E o mundo será como um só” (Imagine, John Lennon)

Capitalismo Consciente Brasil
Capitalismo Consciente Brasil – Fonte: https://www.ccbrasil.cc

Introdução

Iniciar um texto com um trecho da letra da música Imagine parece um tanto incomum quando se fala em organizações.

Vivemos em um mundo de transformação onde novas formas de relações humanas parecem trazem emoção e sensibilidade aos ambientes corporativos.

Imaginar uma forma mais humana de vivenciar o capitalismo criando ambientes mais solidários e inclusivos, além de buscar o bem-estar de todos e contribuir, de forma sustentável, para sociedade e o planeta já é uma realidade.

 Depois de mais de 20 anos no mundo corporativo, minha passagem pelo mundo acadêmico e minhas pesquisas no doutorado, contribuíram para que eu  buscasse alternativas para a construção de ambientes organizacionais mais humanizados. Isso para mim sempre muito importante em toda a minha trajetória profissional.

Percebi, ao longo da jornada da vida que estamos sempre em movimento e que estar aberto ao novo pensar pode ser transformador e ao mesmo tempo, libertador.  

Rotulada, muitas vezes, por ser sonhadora e acreditar em valores que iam além do lucro, segui em frente, mesmo sabendo que as rotas eram repletas de obstáculos. Toda a jornada me fez mais forte, não tenha dúvida!

Assim, como um fluxo de um rio, vamos deixando fluir nossa essência e nos aproximando de pessoas, criando comunidades unidas por valores e crenças comuns. Dento da riqueza da diversidade humana encontramos elos que nos aproximam uns dos outros, o que chamo aqui de amor pela vida.

Assim, eu inicio a contextualização sobre o que é o Capitalismo Consciente!   

1. O que é Capitalismo Consciente?

O Capitalismo Consciente é uma forma de praticar uma condução prática às organizações que gera, simultaneamente, diferentes valores para os  stakeholders, tais como o financeiro, ecológico, social, cultural, emocional, ético e espiritual. É uma visão mais ampla da responsabilidade das organizações para transformar o mundo. Estamos vivendo um mundo de desigualdades e precisamos assumir, como líderes conscientes, o protagonismo dessas transformações necessárias para diminuir as lacunas sociais que o capitalismo tradicional gerou, até então, no mundo.

2.   Qual a origem do Capitalismo Consciente?

O movimento global do Capitalismo Consciente surgiu nos Estados Unidos, a partir de estudos acadêmicos de Raj Sisodia, Jaf Shereth e David Wolf. A ideia inicial das pesquisas foi investigar como algumas empresas conseguiam manter a alta reputação e a fidelidade dos clientes sem grandes investimentos em marketing. Em 2007 com a contribuição de Mackey, o estudo evoluiu para o livro “Firms of Endearment”, traduzido no Brasil com o título de “Empresas Humanizadas”, onde a proposta central era mostras como as empresas lucram a partir de paixão e propósito.

Assim, iniciava-se o movimento como organização formal em 2010. No Brasil, em 2013, o Capitalismo Consciente tomou-se mais conhecido, pois alguns empresários perceberam a importância da transformação da cultura de seus negócios, aderindo às práticas relacionadas à sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Vivemos em um mundo tão acelerado que, às vezes não paramos para pensar em outras forma de imaginar a vida, retomando a letra da música de John Lenon, mas em vários locais do mundo, existem pessoas comprometidas com a transformação de pessoas e das organizações.  O capitalismo Consciente é uma filosofia de gestão de negócio pautado em 4 pilares:

3. Pilares do Capitalismo Consciente

Vou descrever um pouquinho cada um dos pilares para você entender melhor:

  • Propósito Maior: muito mais que gerar lucro, o propósito abarca questionamentos sobre a existência da empresa no mundo. Qual o legado que queremos construir em nossas organizações?

O propósito maior é a aglutinar que mantém a empresa unida, o líquido amniótico que nutre a vida de vida a força organizacional. O propósito também pode ser um ímã que atrai as pessoas para o negócio, mantenho-as alinhadas. A busca do propósito geralmente inicia desde a empresa nasce. O que acontece é que, muitas vezes, é difícil de tornar explícito, mas normalmente as empresas já possuem uma finalidade tácita a motivar a motivar a criação do empreendimento. Aos poucos, na jornada empreendedora, os fundadores vão tomando consciência da sua razão de ser.

Para que empresas e pessoas possam desfrutar de um maior senso de realização, a expressão de um propósito necessita constar não somente na mente, mas também no coração e, principalmente, nas decisões e ações implementadas dia a dia.

Um dado importante é percebermos que agir de acordo com um propósito exige responsabilidade , ousadia e mudança de hábitos. A jornada nos impulsiona a nos questionarmos sobre o que estamos fazendo e construindo.

  • Cultura Consciente: é a incorporação de valores e práticas abarcadas pelas empresas e que conectam os stakeholders ao seu propósito, às pessoas e aos processos.

Acredita-se que a cultura representa o espaço onde reside a riqueza e a complexidade das pessoas e onde o aspecto humano tem infinita relevância. Dessa forma, pode-se dizer que a cultura é poderosa dentro de cada organização e, além disso, pode-se afirmar que não existe uma única cultura, mas uma mescla de culturas que se entrelaçam dentro da organização.

As culturas fortes dentro da organização apresentam senso de confiança, de responsabilidade, de cuidado, transparência, integridade, lealdade, igualdade.

As culturas organizacionais favorecem a descentralização, modificam o papel dos gestores, elevam a inteligência do grupo, gerando maior autonomia e inovação.

  • Liderança Consciente: lideranças que gostam de servir ao propósito da organização e criando uma cultura de confiança e cuidado entre os stakeholders, clientes e colaboradores.

A organização é um coletivo de pessoas que busca um objetivo comum para fazerem as transformações em si mesmos e contribuir para que o propósito comum permaneça vivo durante a jornada.

As lideranças são fundamentais neste sentido, entendendo, de forma mais abrangente que liderança é toda a pessoa que, independente do cargo que possui, influencia pessoas .

A liderança é muito mais que gestão, pois além da eficiência e implementação de ações, os líderes assumem um papel de agentes transformadores e com uma visão sistêmica ampliada do todo. O nível de uma liderança consciente tem estreita relação com a consciência individual de cada líder dentro da empresa.

Comenta-se também que para este líder mais consciente temos uma abordagem mais abrangente para o desenvolvimento das inteligências pessoais, tais como a inteligência emocional, espiritual, sistêmica e servidora. Sugere-se desenvolver uma capacidade de amar e cuidar, coisa que parecia muito distante do mundo trabalho.

  • Orientação para Stakeholders: negócios que geram valor para todas as partes interessadas (Stakeholders).

Trata-se de entender este novo modelo de relacionamento com os parceiros, clientes, investidores, fornecedores e todos os que se relacionam com seu negócio. Acredita-se que olhar as relações de negócio com o espírito de “ganha ganha” torna nossa empresa mais rentáveis e colaborativas.

A elevação do nível de consciência de cada empresa, leva à construção de ações voltadas ao social, ambiental e à comunidade local. A visão mais ampliada de desenvolvimento coletivo e de cuidado com as pessoas e com o planete m prol da redução das desigualdades.

4. Manifesto

Vou deixar aqui uma imagem que sintetiza, em um pequeno parágrafo, o manifesto desta filosofia apoiado nos pilares que vimos anteriormente. O manifesto está no site do Capitalismo Consciente Brasil.

capitalismo consciente: manifesto
capitalismo consciente: manifesto

5. Por que eu sou embaixadora do Capitalismo Consciente?

Pertencer ao movimento do capitalismo consciente é um orgulho para mim porque encontro nele uma perspectiva de desenvolvimento humano nas organizações.  Não é uma seita, uma religião, apenas uma comunidade que por meio de valores que primam por uma gestão mais humana, ética e sustentável para reduzir as desigualdades. É um movimento que evidencia uma nova forma de investir e fazer negócios no Brasil, gerando valor à empresa, à sociedade e ao planeta.

Diversos estudos e pesquisas vem demonstrando, com dados quantitativos que não estamos falando em utopia, mas uma realidade possível que traz prosperidade, engajamento e rentabilidade às empresas.

Junte-se a este movimento que conecta pessoas e organizações que buscam transformar nosso país em um lugar mais harmonioso e receptivo que valoriza o ser humano, as empresas, a sociedade e todo o planeta.

Finalizando este texto, convido a todos a compartilharem suas jornadas individuais e coletivas, ressignificando o modelo do capitalismo tradicional, onde impera apenas o lucro, em busca de um capitalismo mais humanizado. Junte-se a este movimento.

6. Como eu faço para ser associado do Capitalismo Consciente? Quais as vantagens de ser um associado(a)?

Associar-se é um movimento que você faz rumo à evolução da consciência humana. Você pode associar-se como pessoa física e também como pessoa jurídica. Existem diversas formas de estar em contato com o Instituto, visto que o trabalho principal do Movimento Capitalismo Consciente vem ao encontro de sensibilizar para a necessidade da nossa elevação de consciência humana para a geração do bem.

As organizações associadas ao Instituto se identificam, de forma voluntária ,com os pilares do Capitalismo Consciente e somam esforços em nossa comunidade para transformar o jeito de fazer investimentos e negócios no Brasil, para diminuir as desigualdades.

O Capitalismo Consciente não certifica empresas, mas busca sensibilizar e instrumentalizar as lideranças que tomam as decisões e efetivamente contribuem para uma prática de negócios mais consciente.

Dentre as prinicipais vantagens em associar-se estão:

Benefícios

  • Acesso ao selo para uso em assinaturas de e-mail e cartões de visita.
  • Conteúdo online quinzenal.
  • Descontos em livros livro.
  • Acesso ao drive do ICCB com apresentação institucional ( Emb. 3)
  • Acesso aos eventos mensais presenciais gratuitamente. ( Emb. 3)
  • Aplicação de logo em nosso quadro de associados. ( Empresas)
  • Acesso ao Fundo de incentivo e aceleração do ICCB. ( Empresas )

Associe-se!

7. Onde eu encontro os livros do Capitalismo Consciente?

Os livros do capitalismo consciente são opções para você entender um pouco mais sobre o movimento do capitalismo consciente de forma prazerosa por meio da leitura de uma abordagem inspirada nos pilares do movimento CC. Brasil. Para comprar os livros, você pode acessar este Link.

Minha biblioteca do Capitalismo Consciente
Minha biblioteca do Capitalismo Consciente

Caso você tenha interesse em saber mais sobre o CC Brasil, é só fazer contato comigo ou com o Instituto CC Brasil.

Conclusão

O movimento Consciente é, ao meu ver, uma forma de pensar e agir com espírito do bem. Estou aqui, escrevendo sobre esta comunidade que não acredita mais neste capitalismo selvagem que traz desigualdades. Estamos em comunidade justamente para fazer essa revolução acontecer. Acreditar em um mundo melhor, principalmente no Brasil, é o que precisamos para avançar em uma cultura mais humanizada e em ações econômicas que nos tragam resultados, mas acima de tudo, cultivem o amor e o propósito deste legado de ser agentes de transformação de nosso tempo. Nossas empresas são fundamentais para que possamos acelerar essa transformação e evolução de nossa sociedade.

Dra. Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consnciente Brasil.

Mentora de Negócios e Carreiras

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Fonte: https://www.ccbrasil.cc

A transformação que queremos no mundo

O futuro é feminino! Vejo muitas pautas falarem sobre isso. A mulher ficou por muito tempo à margem da vida pública. A ela era oferecido o ambiente privado, o lar e o cuidado dos filhos e familiares. Mas pensando mais profundamente, fiquei pensando a razão pela qual o futuro é feminino.

O futuro é feminino é uma frase muito mais ampla e vai além da questão de gênero! O futuro é feminino nos permite aceitar que todas as forças femininas no ser humano podem fazer emergir um mundo mais colaborativo e harmonioso. As forças femininas são essências para essa transformação de mundo.

Ao trocarmos o paradigma do “eu ou você” por “eu e você” a nossa força feminina emerge em cada ser. É interessante que durante nossa jornada pela vida percebemos que nossas lutas diárias pessoais são lutas diárias de todos. Estamos em uma conexão profunda em nosso Planeta Terra.

O convite ao equilíbrio, ao FLOW e ao propósito de vida são fundamentais para entender a importância das forças femininas. Fico emocionada em poder ser protagonista desse novo tempo. Um tempo que chama e clama por mudanças, respeito, solidariedade e, acima de tudo, pela igualdade de direitos e responsabilidades para todos os seres humanos.