Felicidade nas organizações: isso é possível?

Compartilhei aqui recentemente um texto contando sobre quando eu deixei um cargo de liderança para atuar em atendimento ao cliente, dentro da mesma instituição. Acontece que a minha decisão não foi baseada em plano de carreira ou na busca por um salário superior, eu procurava mais felicidade no trabalho. Precisava de desafios, e fui em busca deles.

Felicidade nas empresas
Felicidade nas empresas

Talvez por isso a minha decisão tenha espantado meus colegas, porquê achamos normal abdicarmos nossa felicidade e bem-estar em nome de um cargo maior. Mas, assim como eu, muitas pessoas estão se movimentando em busca dessa felicidade corporativa.

A pandemia trouxe essa sentimento, de urgência em ser feliz, fez as pessoas perceberem o quanto seu trabalho estava ligado a sua felicidade. É também por isso que esse tema começou a ser levantado nas empresas, existe até um cargo voltado para isso agora, o Chief Happiness Officer (CHO).

Isso mostra que estamos no caminho mas, por outro lado, os altos indicadores em doenças mentais como burnout, ansiedade e depressão revelam que temos uma jornada longa pela frente. Ainda banalizamos a ansiedade, o estresse e a falta de segurança psicológica, normalizando ambientes tóxicos e infelizes.

Uma pesquisa do McKinsey Insights de setembro de 2020, mostrou que 70% das pessoas encontram seu propósito por meio do trabalho. E é isso que as empresas e os líderes precisam entender, enxergar o trabalho como algo muito maior do que só o ganha pão, ou com o único objetivo de maximizar o lucro e retorno aos acionistas.

O que é a felicidade no trabalho, afinal? Ela vai muito além dos ambientes coloridos, das festas, dos benefícios e das mesas de sinuca. É sair do que é tangível para fazer os colaboradores sentirem, podendo serem quem são.

Com certeza, é uma desafio, pois cada indivíduo é único e se sentirá feliz de maneiras diferentes. Por isso, é preciso começar focando no trabalho de cada um e também em suas relações. Descubra quais são os valores do seu colaborador.

De uma maneira geral, existem fundamentos que trazem mais felicidade para o trabalho, como: salários justos; oportunidade de desenvolvimento; segurança psicológica; senso de pertencimento; afeto e gratidão por parte dos líderes.

Uma pesquisa da Harvard Business Review mostrou que funcionários infelizes têm 18% menos produtividade, geram 16% menos lucro, provocam um aumento de 49% nos acidentes no trabalho e aumentam em 37% os índices de absenteísmo. Investir em felicidade corporativa não é só o certo a se fazer, mas o que vai gerar a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

E lembra da história que contei no início do texto? Depois de mim, muitas pessoas da instituição que eu trabalhei também trocaram seus cargos em busca de novos desafios, é porquê a felicidade é contagiante.

#felicidadenotrabalho#empresahumanizada

Cadê o S do ESG?

Eu já quero começar esse artigo com uma pergunta: você se sente bem e feliz no seu trabalho hoje? 
Acho importante a gente começar pensando sobre isso, no bem-estar das pessoas, que muitas vezes acaba ficando de lado nas organizações.  O ESG, neste caso vem como uma estratégia para trazer o social para dentro das organização e trazendo felicidade para o mundo coorporativo.

Cadê o S do ESG?
Cadê o S do ESG?

Eu trago aqui mais um vídeo sobre ESG, que é um aspecto muito importante para as empresas se tornam mais sustentáveis e assumirem seu papel de responsabilidade social. 

Como expliquei nos vídeos anteriores, ESG é a sigla para 1. Envoirnmental, ou Meio Ambiente, Social e Governance, ou Governança.  Ou seja, empresas ESG englobam esses três pilares em sua política para serem mais sustentáveis em todos os sentidos. 

Mas se fizermos uma pesquisa rápida no Google, vemos que ESG tem evidenciado muito mais as questões ambientais. Muitas iniciativas privadas e públicas estão voltadas para a sustentabilidade ambiental, como o controle de emissão de carbono e emissão de CO2 e o desmatamento, por exemplo.

Isso é ótimo e extremamente importante, mas tem aí um desequilíbrio quando não vemos tal esforço voltado para iniciativas sociais.

E por que será que isso acontece?

Eu exergo dois motivos. 

>> O é a nossa falta de conhecimento sobre o aspecto humano. Ainda falamos pouco sobre saúde mental e bem-estar no trabalho. Nos últimos anos a pandemia fomentou essas discussões, o que tem aos poucos mudado essa realidade. 

Por exemplo, agora a OMS já reconhece oficialmente a existência da “Síndrome de Burnout” como um extresse crônico de trabalho, sendo enquadrado como doença ocupacional mesmo. 

São essas mudanças e o avanço dessas discussões no senso comum que impulsionam as transformações dentro das orgnizações também. Mas isso ainda precisa evoluir.

>> O motivo que vejo para ainda ter esse descuido com o aspecto social do ESG é a dificuldade de colocar em métricas o componente social.

  • Como medir num relatório a saúde mental dos colaboradores?
  • Como metrificar a diversidade e inclusão dentro da empresa? 

Se você assistiu meus vídeos anteriores já sabe que ESG tem ganhado cada vez mais peso na balança dos investidores e dos consumidores. A  própria Bolsa de Valores Brasileira, a B3, tem um índie específico para classificar as empresas no ESG, é o ISE-Índice de Sustentabilidade

A maneira de mostrar o desenvolvimento da empresa no ESG é por meio dos relatórios, só que é difícil resumir o aspecto humano em números, mas não é impossível. 

Falta dentro do ambiente corporativo essa evolução em termos de métricas voltadas para esse fim. 

Projetos como o L I P H (Long-term Investors in People’s Health) estão trabalhando nessa direção. São especialistas que produzem métricas e otimizam dados com novos objetivos-chave, ou KPI’s

Algumas empresas já aplicam em sua rotina pesquisas internas para acompanhar o bem-estar e a satisfação de seus colaboradores. Mas eles precisam se sentir confortáveis para responder com sinceridade, sem medo de ter sua posição dentro da empresa seja prejudicada quando se sentem sobrecarregados ou insatisfeitos com o trabalho. 

É por isso, gente, que o ESG precisa fazer parte da cultura mesmo. Não são ações isoladas, mas sim todo um sistema de que integra valores – iniciativas – postura ética- humanização – acompanhamento – direitos humanos – valorização do trabalhador com salários justos. 

Mas não podemos esquecer que Social não é só saúde, é inclusão, diversidade, contribuições para a comunidade, investimento em educação, enfim, é tudo que torna a vida das pessoas mais feliz e sustentável, dentro e fora da organização. 

Isso pode trazer mais eficiência e lucro para a empresa, com certeza, quando bem aplicado. Mas além disso gente, isso é importante porque é o certo a fazer.

Precisamos deixar um pouco de lado esse pensamento tão centralizado no eu e voltarmos para o nós. Somos seres sociáveis, não é da nossa natureza o individualismo, então vamos trazer isso para nosso trabalho e nossas empresas também, está bem?

Assim encerro essa reflexão e eu espero que ela tenha te ajudado de alguma forma. Vou deixar na descrição algumas referências sobre isso pra você se aprofundar se quiser. 

Liderar é uma arte

Liderar é uma arte e exige muito mais do que conhecimentos técnicos. É preciso cada vez mais humanizar as empresas e estar em sinergia com um propósito em comum.

Em tempos de capitalismo consciente, saber liderar é uma arte e vai muito além do que seguir conceitos clássicos de gestão de empresas. A liderança atual exerce um papel mais centrado na humanização, deixando um pouco de lado os processos de negócios e direcionando os esforços para o ser humano. Sendo assim, neste artigo eu trago algumas reflexões e apontamentos sobre o assunto e a importância dos líderes no desenvolvimentos de equipes mais sinérgicas e com propósitos maiores do que meramente o lucro.



Liderar é uma arte
Liderar é uma arte

Muito mais do que um papel de destaque e um lugar de prestígio dentro das empresas, o líder exerce um papel de mediador, influenciador e principalmente um papel humano, que demanda alteridade e características que vão além da boa gestão.

Um dos grandes erros das gerações passadas é a idealização dos líderes como pessoas rígidas, que são isentas ao erro e inflexíveis. 

A liderança humanizada e consciente vem para ultrapassar todos esses antigos moldes e estabelecer uma nova perspectiva dentro das empresas de sucesso: o impacto de uma liderança integrada à equipe, com propósito e inspiração para os colaboradores.

O sucesso econômico é importante, porém deve ser pensado como um fator complementar e não como o grande objetivo da empresa, pois só assim é possível estabelecer uma liderança consciente e desenvolver o humano cada vez mais.

Com a pandemia da Covid-19, muitos anseios e muitos ideais mudaram na sociedade contemporânea, pois as pessoas reformularam suas prioridades e a demanda corporativa também se transformou. 

Pensar em uma liderança que aborda uma esperança de futuro, que contemple as necessidades da equipe e que as valorize é quase um pré-requisito para empresas que buscam seu lugar no mercado promissor atual.

Pensando nisso, neste post iremos falar sobre o conceito de liderança, quais suas implicações no capitalismo consciente e quais são os seus impactos positivos para o desenvolvimento e sucesso humano.

O que é Liderança?

A liderança pode ser definida como um conjunto de habilidades que incluem motivar, inspirar, conduzir e influenciar pessoas, com intuito de alcançar os objetivos da empresa e também da equipe. 

Porém, o que vemos na maioria das vezes são gestões autocráticas, onde as decisões são tomadas à luz de propósitos individuais e que não valorizam as expectativas da equipe como um todo.

Pensar no conceito de liderança como algo integrativo, que valoriza as habilidades de cada colaborador na equipe e que respeita a subjetividade de cada um é imprescindível para um mundo com lideranças mais humanizadas. 

Liderar deve ser visto como algo que ultrapassa a gestão, mas envolve uma conjuntura de fatores comportamentais e um propósito maior.

Uma liderança humanizada envolve motivação e inspiração para os funcionários, além de ocupar um papel de facilitadora no processo corporativo. 

Conhecer verdadeiramente a equipe, estimular as habilidades de cada um e integrar os propósitos da equipe e da organização como metas são algumas das características que se espera de uma liderança humanizada e consciente.

Liderar é algo que atravessa várias gerações e carrega junto a sua história vários modelos diferentes, como algo que vai se transformando ao longo dos tempos.  Você já deve ter se deparado com histórias de chefes rígidos, que governavam por meio da imposição do medo e que na maioria das vezes representava uma figura aversiva para os funcionários. Pois saiba que essa representação de liderança é algo que ficou no passado e apesar de ainda ser muito recorrente, não tem mais espaço para o mercado do futuro. 

A liderança humanizada é uma nova perspectiva que acompanha as novas gerações, que já estão inseridas no mercado de trabalho e buscam por um mundo mais consciente em todos os sentidos.

Liderança e o Capitalismo Consciente

O capitalismo consciente é um tema que ganha cada vez mais espaço na sociedade e está presente nos debates corporativos com frequência. O capitalismo consciente vai questionar e reformular a grande máxima do capitalismo: o lucro.

A ideia central do capitalismo consciente não é se contrapor ao capitalismo, mas sim reformular e transformar a forma como ele opera na sociedade, integrando o bem-estar das pessoas, do mundo e a sociedade como um todo, pensando nos impactos positivos que uma organização pode causar.

A liderança consciente faz parte dos 4 pilares centrais do capitalismo consciente, que além da liderança, inclui uma cultura consciente, um propósito maior e a integração de stakeholders.

Ou seja, para que o capitalismo consciente seja possível é necessário que exista lideranças conscientes, principalmente em um momento onde há uma quebra nos padrões da economia e uma crescente tendência ESG no mercado. Todas essas temáticas estão interligadas e compõem o mercado do futuro. 

As empresas são compostas por pessoas, logo, a engrenagem principal das organizações são humanos. Empresas conscientes são reflexos de pessoas e lideranças conscientes, pois um elemento sustenta o outro e se complemeta.

A importância da liderança consciente

John Mackey e Raj Sisodia, uns dos grandes autores sobre o capitalismo consciente, apontam que para ser um bom líder é preciso primeiramente se tornar um bom servidor, trazendo a ideia de integração dos líderes a todo o restante da equipe, em uma posição de igualdade.

Além disso, a liderança consciente reflete uma equipe muito mais inspirada, engajada com os propósitos da organização e até mesmo uma cultura organizacional muito mais forte, que a diferenciam de todas as outras empresas.

Desenvolver uma liderança consciente é investir no sucesso humano, pois o êxito das empresas não está somente no poder de mercado e na lucratividade, ao contrário do que muitos imaginam.

Sendo assim, é importante ressaltar o novo líder não como alguém disponível somente à demanda da empresa, mas sim disponível às demandas pessoais e profissionais de todos os colaboradores, pois o líder deve estar em sinergia com um propósito comum e não individual.

Todas essas ideias de unicidade, coletivo e bem comum fazem parte da filosofia do capitalismo consciente e que se estendem para a liderança consciente. 

Em épocas como essas, de estresse incessante e uma sobrecarga na sociedade, a liderança consciente ocupa um papel ainda mais vital no mundo contemporâneo.

Conclusão

Liderar é acima de tudo inspirar e estimular o melhor de cada um dentro das organizações.

Contudo, é preciso romper com antigos ideais de hierarquia e com a visão limitante de liderança, que por muito tempo permeia o mercado corporativo. 

Dessa forma, se faz necessário buscar por lideranças mais humanizadas, que valorizem todos os colaboradores e suas potencialidades e ofereça oportunidades para seu desenvolvimento pessoal.

A liderança baseada na confiança e no cuidado faz parte das novas demandas para uma sociedade livre em todos os seus aspectos. Transformar o “eu” por “nós” dentro das organizações é o pilar principal para toda e qualquer transformação no mundo.


O que é liderar?

A liderança de hoje tem o conceito de servir, de inspirar e estimular os colaboradores a serem suas melhores versões.

O que é Capitalismo Consciente?

É um novo jeito de fazer investimentos e negócios no mundo

O que é gestão humanizada?

Liderar inspirando os colaboradores a serem melhores e e garantir o seu bem estar e performance.

Que competências os novos líderes devem buscar?

Além dos conhecimentos técnicos, os líderes devem buscar a empatia, a gestão flexível e o amor nas relações corporativas.

O que é Nova Economia?

Neste novo post eu falou sobre o que é e quais são os atributos da Nova Economia que tem como um dos principais pilares a criação de negócios com propósito. Saiba mais no meu blog

O que é Nova Economia?
O que é Nova Economia?

No mundo contemporâneo ocorreram diversas transformações no meio digital, tecnológico, comportamental e principalmente econômico. A forma como as pessoas vivenciam a economia atual traz novos modelos, novas características e tipos de negócios cada vez mais inovadores.

Seria este movimento um reflexo das novas gerações, que prezam pela experiência do usuário, pela sustentabilidade, causas sociais e diversos outros fatores que fazem parte da demanda da atualidade?

A nova economia é baseada em modelos de negócios mais flexíveis, aliados à tecnologia e centrado em solucionar problemas dos indivíduos, muito mais do que vender produtos. Com isso, o consumidor passa, cada vez mais, a fazer parte da atenção central das empresas.

Diferente da “velha economia” onde os modelos de negócios eram rígidos, com foco centralizado no produto e perspectivas de venda tradicionais, a nova economia acompanha as mudanças da sociedade, as transformações digitais e tudo o que essas relações implicam.

Para entender melhor de que forma todos esses elementos funcionam é preciso se aprofundar na história da nova economia e como ela foi elaborada ao longo do tempo.

Neste post você irá compreender como tudo isso se deu e de que forma a nova economia influencia nas empresas, promovendo tipos de negócios inovadores e observando o novo perfil de consumidor.

História da Nova Economia

O termo “The New Economy” traduzido para o português como “Nova Economia” foi citado pela primeira vez em 1983, pelo jornalista Charles P. Alexander. Em 1996, Michael J. Mandel, importante economista americano, passou a debater sobre o conceito inserido no contexto do mercado.

Dessa forma, pode-se dizer que esse novo modelo está presente desde o final dos anos 90, em contextos e proporções diferentes. Na época, o termo era citado em referência a organizações que estavam inovando na forma de realizar negócios e ultrapassando as empresas tradicionais.

Desde então, a tecnologia e a globalização passaram a protagonizar o mercado de forma expressiva, fortalecendo o conceito da nova economia e contribuindo para a elaboração de uma nova era no mundo do empreendedorismo.

Os princípios da Nova Economia

A nova economia veio para romper com modelos antigos e valores ultrapassados da velha economia, onde era o consumidor que se moldava e adaptada ao mundo e ao mercado.

Com o crescimento da internet, empresas menores adentrando o mercado e concorrendo diretamente com grandes empresas por meio das inovações tecnológicas, mídias e uma nova perspectiva do cliente, empresas tradicionais tiveram que se adaptar à nova realidade.

Dessa forma, os princípios da nova economia passaram a ser elaborados à luz do próprio consumidor, que se torna o elemento principal nesse novo modelo econômico. 

Há pelo menos 7 princípios que norteiam a nova economia. Conheça quais são eles a seguir.

Propósito

Na velha economia, o capital era super valorizado, ou seja, o lucro era o grande propósito das grandes empresas. Quando adentramos à nova economia, esses ideais passam a ser limitantes e ultrapassados, pois o conceito de sucesso passa por uma transformação e é atrelado ao propósito da organização.

Sendo assim, é necessário um propósito maior do que a lucratividade, algo que motive a criação de negócios que causem impactos positivos na sociedade atual e esteja alinhado aos propósitos do novo consumidor, que é cada vez mais consciente.

Foco no consumidor

Conhecer o cliente e investir em sua experiência é também um dos fatores essenciais na nova economia, pois muito além de vender bons produtos e oferecer serviços satisfatórios, é preciso que tudo isso solucione os reais problemas dos clientes.

Ou seja, investir na experiência do cliente é essencial para fortalecer o relacionamento da empresa com seu público e se aprimorar no mercado, visto que a nova economia possui o cliente como foco central de todo o negócio.

Criação de novas demandas

A nova economia está aberta a novas possibilidades, sem se limitar a solucionar apenas um problema.

Ou seja, por meio do desenvolvimento de um produto ou serviço, podem surgir novos desejos e demandas dos consumidores, as quais podem ser analisadas e solucionadas na nova economia.

Erros e flexibilidade

Os erros são elementos que podem ocorrer com frequência na nova economia, a qual está imersa em ferramentas digitais, em processos de criação e inovação que podem falhar em algum momento.

A flexibilidade é um dos princípios mais presentes nesse novo cenário, pois é preciso estar em constante adaptação e aberto a novas possibilidades, elaborando até mesmo novas oportunidades diante dos imprevistos.

Incertezas

A nova economia é flexível também para as transformações constantes às quais a sociedade está sujeita, principalmente no mundo contemporâneo onde as mudanças acontecem com frequência e há sempre novas formas de se aprimorar.

As empresas atuais procuram lidar com essas incertezas buscando sempre um acompanhamento do seu consumidor e analisando seus valores e preferências, alinhando sempre esses fatores a melhorias na empresa.

Criação de novas oportunidades

É em meio a conflitos e crises que surgem as maiores oportunidades no mercado, pois induz as empresas a transformar possibilidades e criar novas alternativas que podem surpreender positivamente.

Inovação para continuar

No mundo atual, as transformações ocorrem em uma velocidade máxima, o que cobra das empresas uma constante inovação para permanecer no mercado.

Ou seja, é preciso estar sempre atento às tendências e inovações no mercado e movimentar os negócios em busca de adaptação.

Novo perfil de consumidor

A nova economia fortalece ambientes corporativos horizontais, que são dinâmicos e flexíveis. Tudo isso está alinhado ao novo perfil de consumidor, que busca por experiências e não coisas, possui propósitos mais amplos e preza pelo consumo consciente.

Negócios criativos e pautados nas demandas sociais se destacam nesse novo cenário, alcançando públicos cada vez mais atuais e ativos no mercado.

A tecnologia alinhada ao conhecimento fortaleceu não só o consumidor no seu processo de decisão, mas a nova economia como um todo.

Conclusão

Investir no bem-estar, na experiência do cliente e nas inovações tecnológicas são os primeiros passos de empresas de sucesso na nova economia.

Empresas como AirBnB e Nubank são exemplos práticos das transformações na nova economia, pois são empresas escaláveis e eficientes com potencial de crescimento expressivo.

Nesta nova realidade os negócios disruptivos, sejam eles escaláveis, sociais, inovadores ou criativos ocupam o lugar central no mercado atual.

Contudo, é preciso se aprofundar nas transformações da sociedade, nas novas demandas dos indivíduos e as questões que permeiam as tomadas de decisões e a jornada do cliente. A nova economia está alinhada a todos esses elementos e busca contemplar essa nova realidade de forma flexível e inovadora.


A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes

Quer entender mais sobre como criar negócios mais conscientes, pautadas nas boas práticas do mercado e em uma boa mentoria? Junto a isso, a Mentoria é hoje uma das técnicas mais utilizadas por grandes empresários, stakeholders e demais profissionais que buscam uma orientação mais completa e efetiva nos negócios. O processo de mudança para uma empresa consciente demanda tempo e persistência, pois além de uma boa Mentoria é necessário que a equipe e os líderes estejam em sinergia com os propósitos conscientes.

A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes
A Mentoria para a Geração de Negócios Conscientes

O mundo corporativo e dos negócios passam por uma transformação cada vez mais evidente, rumo a negócios mais conscientes, ligados à sustentabilidade, inclusão social e governança.

A nova geração de empreendedores e consumidores traz uma perspectiva desafiadora para os velhos negócios, os quais devem se adaptar o quanto antes às práticas que envolvem o capitalismo consciente para se manter no mercado.

A Mentoria, no entanto, não se trata apenas de aplicação de técnicas e conhecimento teórico, pois é um processo onde o âmbito pessoal do mentor, que envolve as suas experiências e a prática desenvolvida ao decorrer de sua vida, são ferramentas ainda mais profundas de aprendizagem pois envolve uma identificação entre o mentor e o mentorado.

Achou interessante o assunto? Neste post você irá conhecer quais são as vantagens deste novo modelo de negócios, aprofundar-se no capitalismo consciente e entender como a mentoria pode ser uma importante facilitadora desse processo.

O que é Mentoria?

Você já se perguntou como colocar toda a teoria e o conhecimento adquirido em prática? Ou já imaginou qual caminho determinado indivíduo percorreu para alcançar os seus resultados?

Saiba que para a maioria dos empreendedores, essas questões são habituais e até mesmo fundamentais durante o processo. A Mentoria é um recurso de aprendizado onde há uma troca de experiências e uma orientação com objetivo de desenvolvimento profissional.

Quando há uma troca de experiências e de informações reais, pautadas na prática, há uma identificação entre as pessoas que permite com que o mentorado visualize maiores possibilidades, novas ideias e alternativas.

Desde a infância, estamos acostumados a buscar conhecimento com pessoas mais experientes, aprender com quem já percorreu o mesmo caminho que nós percorremos e aprendemos a valorizar esse aprendizado.

Com isso, podemos ver que a mentoria está presente hoje dentro das grandes e pequenas empresas, nos espaços corporativos e não corporativos, auxiliando não só empreendedores como também pessoas que buscam um plano de carreira para seu aprimoramento no trabalho ou para traçar novos caminhos.

Capitalismo consciente e uma nova perspectiva de negócios

O modelo  capitalista  tradicional, hierárquico, desigual e guerrilheiro, não faz mais parte dos planos futuros e das tendências de mercado do mundo de hoje. 

Valorizar o capital humano, dialogar com as questões socioambientais e investir em gestões que vão de encontro ao bem estar social e as demandas da atualidade é quase um pré-requisito para negócios atuais.

Ou seja, questões como a qualidade de vida dos colaboradores, impactos ambientais e pautas sociais passam a fazer parte do novo modelo de negócios ligado ao capitalismo consciente.

Para compreender de que forma tudo isso funciona e como acontece na prática, é preciso entender quais são os quatro pilares do capitalismo consciente. Vamos conferir então?

Propósito maior

Enxergar para além do lucronas empresas é o primeiro passo para um propósito maior.

No primeiro pilar do capitalismo consciente, o propósito maior busca elaborar e entender de que forma a empresa poderá somar para a sociedade, por meio de ações que impactam de forma positiva o contexto social.

Esse tópico irá nortear a empresa em sua totalidade e será a engrenagem principal para que o capitalismo consciente aconteça e esteja integrado entre a equipe.

Orientação para stakeholder

Os stakeholders são basicamente a parte interessada na empresa, pessoas que, de forma direta ou indireta, são impactadas pelas ações da empresa.

Neste pilar do capitalismo consciente, é importante pensar na parte interessada da empresa como um todo, desde os acionistas até os colaboradores e desenvolver valores e benefícios para cada parte relacionada à empresa.

Ou seja, é importante desenvolver práticas de ESG e buscar difundir essas ideias na empresa, a fim de alinhar os propósitos dos stakeholders com o propósito maior da organização.

Liderança consciente

A liderança da empresa deve refletir o propósito maior da empresa, propagando a cultura organizacional e vivenciando de fato os valores propostos.

Muito além da teoria do capitalismo consciente, é necessário que os líderes e gestores atuem em sintonia com esses valores no dia a dia.

Cultura e gestão consciente

Por fim, é muito importante que tudo isso esteja inserido na realidade interna da organização e faça parte da realidade da empresa.

Todas as práticas, ações e atitudes habituais da organização serão os agentes principais de mudança e o que irá determinar a credibilidade da empresa com os stakeholders e demais públicos.

Afinal, a relação de confiança e o engajamento das empresas são elaboradas em situações reais e autênticas.

Embora tudo isso pareça um grande desafio, o processo de mudança para negócios mais conscientes é completamente possível e acessível por meio de uma boa mentoria, que aborda temas ligados ao ESG e todos os pilares do capitalismo consciente.

Quais são as vantagens dos negócios conscientes?

Além de estar em sintonia com o mercado do futuro e um passo à frente em relação às demais empresas, os negócios conscientes trazem benefícios para a equipe colaborativa e também na relação com o ecossistema que faz parte.

Maior alcance de consumidores

Os consumidores atuais não buscam somente adquirir um produto ou um serviço específico, e sim fazer parte de um propósito maior, vinculado a mensagens que vão de encontro às demandas sociais e sustentáveis.

Ou seja, o conceito da marca e o seu impacto na sociedade refletem diretamente no engajamento e alcance com o público.

Funcionários mais satisfeitos e produtivos

Estudos já comprovam a relação entre a satisfação e a produtividade dos colaboradores.

De acordo com pesquisa realizada na Universidade da Califórnia (EUA) e publicada no portal Estadão, os colaboradores felizes são 12% mais produtivos, enquanto a insatisfação por parte dos empregados pode prejudicar diretamente a produtividade e até mesmo a criatividade.

Negócios mais conscientes possuem um propósito maior dentro da empresa, ligados a práticas sustentáveis e que valorizam a qualidade de vida dos funcionários.

Invista na Mentoria para negócios mais conscientes

A Mentoria pode ser uma ferramenta muito importante na geração de negócios conscientes, pois irá auxiliar o indivíduo e a empresa nas dificuldades e desafios durante esse processo.

Transformar modelos tradicionais de negócios e conseguir trazer novas perspectivas de gestão envolve muitas tomadas de decisões e requer um suporte sólido, pautado em conhecimento e experiência.

Dessa forma, a Mentoria serve como uma aliada na elaboração de novas ideias para a empresa, criação de soluções e principalmente para agregar com uma nova visão do mercado, ligada à temática do consumo consciente, humanização e saudáveis com todos os stakeholders.

Caso queira se candidatar a uma mentoria comigo, acesse seu contato aqui.

A importância do ESG dentro das organizações

O ESG veio para impactar o mercado de forma positiva em um momento que, tanto a sociedade quanto as empresas, já começam a perceber que se um negócio não for saudável para o mercado e para a sociedade, ele dificilmente vai conseguir se manter de pé. 

A importância do ESG dentro das organizações
A importância do ESG dentro das organizações

A sustentabilidade desempenha um papel importante nas empresas. Se um negócio não consegue se manter sustentável ao longo do tempo, as chances são maiores dele não conseguir se manter dentro do mercado.

Mas a sustentabilidade vai muito além do plano de negócios, pois entra em uma esfera maior com um contexto ambiental, social e de governança. E é aí que entra o ESG.

Mas qual realmente é a importância da ESG? Qual o impacto que isso gera nas empresas? Abaixo nós vamos discutir todos os detalhes para que você conheça mais sobre este assunto.

O que é ESG?

O ESG é um tripé de sustentabilidade adotado pelas empresas em que cada letra da sigla representa uma categoria. Este conceito representa uma forma das empresas encararem a sustentabilidade

com maior eficiência, fazendo mudanças e promovendo ações no mundo dos negócios capazes de ter um impacto na sociedade.

A sigla ESG representa três pilares que compõem a sustentabilidade empresarial, capaz de promover transformações e levando a perspectiva de análise do negócio além dos resultados financeiros:

E de Environmental (ambiental) – este pilar avalia o impacto ambiental da empresa e as práticas que a mesma utiliza para conservar o meio ambiente. Aqui são analisadas as emissões de carbono, poluição do ar e água, desmatamento e até mesmo as ações que a empresa faz em busca de conscientização da conservação.

S de Social – O social diz muito sobre como a empresa trata seus colaboradores, como ela se preocupa com os problemas sociais e que ações ela pratica para diminuir este impacto. Aqui são analisadas questões de diversidade no quadro de funcionários, promoção de conhecimento social, criação de projetos que visam melhorar o entorno, entre outros aspectos.

G de governança – A governança diz respeito à forma como a empresa é administrada, as condutas corporativas, o bom relacionamento no mercado, compliance e a transparência do negócio.

A junção desses três pilares é o que faz uma empresa sustentável além dos seus bons resultados. Por isso, é importante que eles estejam na estratégia da organização para que ela cumpra com a missão de ser uma empresa melhor para o mundo e não a empresa melhor do mundo.

Qual a importância do ESG nas empresas?

Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que o ESG é importante porque é uma questão urgente e necessária para a manutenção do nosso planeta, para a melhoria das sociedades, de forma social e econônica. Estamos lidando com uma geração que tem cada vez mais consciência social e ambiental. Por isso, é importante questionar e desenvolver formas de governança mais transparentes e eficientes do que as praticadas anos atrás. 

Partindo deste princípio, toda organização deve entender que a geração de consumidores está mudando, trazendo um pensamento mais crítico no que se refere ao ato político de consumir. Por isso, é muito importante que a empresa tenha consciência das prioridades do seu público para que continue tendo relevância no mercado. 

A geração que em chegando ao mercado é muito mais preocupada com as questões ambientais e sociais e algumas das suas prioridades para eles são:

  • Conservação do meio ambiente
  • Diminuição do aquecimento global
  • Diminuição das desigualdades sociais
  • Desenvolvimento de talentos
  • Aumento da qualidade de vida no trabalho
  • Otimização da performance e resultados 

Portanto, é importante entender que o ESG não é mais um “luxo” das grandes empresas para “saírem bonitas na foto”, mas sim que é questão de sobrevivência no mercado. Sugiro aqui também um texto onde falo sobre mentoria, e talvez, possa ser interessante conversar com esses profissionais para ampliar sua visão sobre os grandes impactos do ESG nas organizações.

Os benefícios do ESG para as empresas

O ESG também gera bons lucros. Pode ser que a implementação seja um pouco mais complicada, por conta da fase de adaptação, mas no longo prazo estes pilares de sustentabilidade tendem a gerar bons retornos, seja nos números de faturamento ou no crescimento das oportunidades de negócio.

Sendo assim, veja alguns benefícios:

  • Aumento da eficiência da gestão de risco das organizações;
  • Maior engajamento de consumidores, colaboradores, investidores e a sociedade em geral;
  • Aumento do padrão de qualidade e sustentabilidade do mercado, trazendo benefícios para clientes e colaboradores;
  • Maior desempenho financeiro no longo prazo com a redução de gastos e criação de um entorno mais promissor;
  • Maior espaço, permanência e relevância no mercado;
  • Aumento da oferta de mão de obra qualificada.

Imagine uma empresa de software que cria um projeto social com a finalidade de ensinar crianças a programar desde cedo. Este pode ser um projeto que eleva o pilar social e que pode dar retorno no futuro, quando talentos são descobertos na sociedade.

Essa criança vai ganhar a oportunidade de qualificação, um futuro mais promissor e devolver à empresa, além do impacto social positivo, mão de obra qualificada.

Percebe como todas as ações podem ser elaboradas para que a empresa tenha mais benefícios além do lucro? Veja a seguir algumas outras ações exemplos que podem ser desenvolvidas no ESG.

Ambiental

  • Diminuição da emissão de carbono;
  • Utilização de embalagens recicláveis;
  • Utilização de energias limpas e renováveis (solar, eólica);
  • Economia de água;
  • Destinação correta aos resíduos.

Social

  • Realização de projetos sociais para a comunidade local;
  • Patrocínio e promoção de eventos culturais, sociais e esportivos;
  • Promoção de conhecimento social a colaboradores;
  • Quadro de talentos mais diverso e com oportunidades para minorias;
  • Posição social bem definida.

Governança 

  • Transparência nos processos;
  • Contratação de parceiros íntegros (fornecedores e colaboradores terceirizados);
  • Cultura da empresa bem definida;
  • Hierarquia bem definida;
  • Equipe de compliance e auditorias rotineiras.

Muito se pode fazer em uma organização para que ela tenha seu ESG bem definido e seja considerada uma empresa sustentável. Para isso, pode ser interessante que cada empresas busca encontrar qual é o seu propósito como negócio e identificar em que área pode contribuir mais, gerando impactos internos e externos, ou seja, melhorando a vida de quem trabalha na empresa e a todos os stakeholders que se relacionam com seu negócio. Sugiro a leitura do meu texto no meu blog onde falo sobre Capitalismo Consciente e de como podemos pensar em estruturar uma governança corporativa mais consciente.

Conclusão 

O ESG é a estratégia da sustentabilidade em ação no mundo corporativo. Além disso, é sempre importante ressaltar que, no cenário atual, todo este conceito passa a ser obrigação para as empresas que desejam se manter vivas no mercado. Você já tinha visto este conceito em algum lugar? O que achou dessa nova ideia de sustentabilidade nas organizações? Deixe seu comentário e compartilhe este post nas suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso a este conhecimento.

Convido conhecerem também meu projeto DROPS da Eli, no meu canal do Youtube, onde falo sobre o ESG na prática.

Palavras chave: ESG. Sustentabilidade.Ambiental. Econômico.Governança

Elevação da Consciência Empresarial: orientação para stakeholders

Vivemos, todos nós, em uma época diferente. Vivemos em um momento histórico onde se faz um esforço para pensar em reflexão, em ressignificação e em construir um nosso sistema econômico mundial.

A ideia deste pensar nos leva a crer que a jornada do capitalismo até aqui nos trouxe mais problemas do que soluções. Houve um certo descuidado com o ser humano, com a sustentabilidade e com planeta.

É fato que precisamos redesenhar nossas relações empresariais com nossos funcionários, clientes, fornecedores, comunidade e todos aqueles que se relacionam com o nosso negócio.

Outro dia me perguntaram, mas Eliane, como é possível, em meio a uma crise pandêmica, pensar ou ajustar essas relações? Como posso pensar em elevar a consciência empresarial neste momento em que muitas empresas estão apenas sobrevivendo?

Gostaria de comentar que são, nos momentos de crise, que as oportunidades de mudanças surgem. Sabemos que nem todas as pessoas e empresas estão em um nível de consciência semelhante e com isso, posso dizer que mudanças são processuais e exigem um certo tempo de maturação e respeito às pessoas e às organizações. A mudança e a elevação de consciência vão acontecer no tempo de cada ser humano e no momento do despertar empresarial. O meu papel e e todos que queiram elevar a consciência das corporações, é de fornecer subsídios para a redefinição do propósito maior que valorize a ética, o amor e que proporcione maior resiliência às organizações.

O pensamento do acionista deve ir ao encontro de estratégias mais sustentáveis e da longevidade empresarial, com um cunho de responsabilidade social.

As empresas são pessoas e as relações com nossos funcionários devem ser revisitadas diariamente. O nosso cliente é o que proporciona o existir empresarial, gerando receita e mantendo a empresa viva. Assim, um olhar mais atento aos funcionários, automaticamente reflete no melhor atendimento do nosso cliente.

É o momento de pensar em sustentabilidade nos nossos negócios e quando em falo em sustentabilidade, o conceito vai muito além do meio ambiente. As nossas relações no mundo corporativo devem favorecer o desenvolvimento humano, ou seja, o desenvolvimento e a manutenção da vida humana no planeta. Penso que nossas atitudes devem seguir os preceitos de satisfazer as necessidades de hoje e não impactar a geração futura, para que haja realmente a manutenção da vida.

Assim, acredito que reflexões sobre um novo modelo econômico saudável deve permear as dimensões econômicas, sociais e ambientais, culturais territoriais e políticas. Milton Friedman, a mais de meio século, dizia que as empresas deveriam fornecer lucro ao acionista. O conceito por si só não está errado, porém esse conceito não se mostrou muito eficaz, pois não contemplou o olhar sistêmico e sustentável da vida humana. Funcionários, fornecedores, comunidade e o planeta ficam, na maioria dos casos, em segundo plano, o que causou injustiças e escassez de recursos na natureza.

A orientação ao stakeholders como uma possível estratégia de gestão empresarial, requer ações que impactem o meio ambiente, a sociedade e que sejam legitimadas por uma governança corporativa. Estamos vivendo uma “crise de uma humanidade que não consegue se tornar humana, diz Edgar Morin.

Na verdade, este movimento todo que está surgindo, com maior intensidade, neste ano de 2020, sugere um pensar distinto sobre todos nós, como atores responsáveis pela transformação interna de nós mesmo e das empresas às quais pertencemos. É preciso reconectar o humano nesta nova maneira de gerir nossas empresas. É preciso, de fato, elevar a consciência empresarial para a construção de um modelo de capitalismo que desenvolva as pessoas e transforme nossas empresas em espaços de (re)conexão com a vida e com todas as dimensões do ser humano.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

A Liderança do “Nós” – Capitalismo Consciente

Quando fiz uma pós graduação sobre gestão de serviços, em 2001, meu professor, Kleber Nóbrega, dizia que o novo líder é uma pessoa que servia ao propósito da empresa e às pessoas que liderava. Eu me desenvolvi nessa escola da cultura do “Nós” à cultura do “Eu”.

Vivi muitas experiências profissionais. Reconheci muitos líderes que tinham essa filosofia na sua liderança. Ao mesmo tempo, durante este período de quase 20 anos, percebi que a maioria das empresas não tomou consciência da diferença que faz um líder ou uma líder com estes posicionamentos voltados ao “servir”.

O movimento do Capitalismo Consciente também valoriza as pessoas e sugere a evolução da cultura do “Eu” para a Cultura do “Nós”. Parece fácil falar, mas, na verdade, colocar em prática esse pensamento requer um nível de consciência da liderança organizacional que vai além da performance da empresa.

O propósito maior da empresa é incorporado pela cultura da organização, mas quem coloca este processo dinâmico em sinergia? As pessoas!! Tudo inicia na dimensão relacional nas organizações, afinal, como já havia comentado em outra reflexão: empresas são pessoas.

Assim, muitas lideranças organizacionais se deparam com diversas maneiras de liderar. Estamos em um momento de transição conceitual e estamos reinventando o que seja a verdadeira missão de uma liderança organizacional consciente.

O que deve ficar claro é que a definição de liderança não é mais aquela hierárquica onde encontramos alguém que manda e outro que obedece. A liderança é muito mais ampla e não pressupõe essas relações estruturais dentro das organizações. Liderar é a missão de todos dentro das empresas. Liderar é colocar o nosso protagonismo em ação em prol de um propósito comum.

Encontrei nas minhas visitas às empresas, muitas vezes, um certo êxtase, sobre as questões da tecnologia, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, etc. Acredito que a tecnologia é apenas mais um meio para que a sobrevivência da organização. A liderança organizacional deve sim dominar as ferramentas tecnológicas, mas é preciso que novas janelas se abram e novas formas de relacionamentos se concretizem para que a mudança de paradigma aconteça.

A visão de uma liderança consciente perpassa pelo conceito de servir! Sim! Servir às pessoas que se relacionam com nossas empresas, com nossos colaboradores e com a sociedade em que estamos inseridos. O que precisamos saber é que o reflexo de empresas mais conscientes é de lideranças mais conscientes. Dessa forma, penso que você esteja me perguntando sobre quais as competências que necessito ter para construir uma liderança mais consciente na minha empresa?

Não gosto muito de nomear padrões ou arquétipos preestabelecidos, mas algumas sugestões eu posso citar aqui para você no intuito de vivenciar uma liderança mais integral e consciente. Sabe-se que “Liderar envolve criar contextos para que as pessoas ampliem a sua compreensão sobre a realidade, permitindo que elas possam construir um futuro melhor. Liderar é criar novas realidades”. ( JOSEPH JAWORSKI)

Uma das competências que o capitalismo consciente sugere é a autoconsciência. Trata-se de compreender os valores, respeitar os limites com as pessoas, no intuito de cuidar da sua vida e da vida dos outros de forma criativa e não reativa. Outro ponto é a integridade, isto é, lideranças conscientes são atentas às palavras que proferem. Cuidam para que o seu discurso não seja incoerente com sua prática.

A competência da flexibilidade cognitiva pode contribuir para o domínio das próprias emoções e permite lidar com os conflitos com mais resiliência. Além disso, pode-se dizer que é importante que se tenha uma comunicação empática, construindo equipes que se comunicam com clareza em seus posicionamentos verbais e escritos, mantendo relações amistosas e equilibradas.

Uma competência valiosa é a inteligência relacional que traduz a possibilidade de navegar com respeito e compaixão pelos sentimentos pessoais de cada um. Construir relacionamentos de qualidade e de gerar espaços de presença genuína é fundamental para todos os que se aventuram pela liderança consciente.

A criatividade também é indispensável para a resolução de problemas complexos, acolhendo as pessoas e situações de forma empática.Além disso, a influência inspiradora é outra competência fundamental neste momento em que vivemos. A capacidade de liderar pelo exemplo gera profundo engajamento e que conectam as pessoas incentivando-as a serem suas melhores versões.

Saber compartilhar o propósito maior da organização, engajando o time com clareza e assertividade é outra competência fundamental, na minha opinião. Portanto, retomando o início desta reflexão, estamos na era do Servir, de reconhecer limites, de desenvolver as pessoas, congregando o negócio e todos os stakeholders em uma visão ampla e comum.

Liderar é uma arte! Eu sou apaixonada por essa temática e com essa inspiração, eu convido a todos e a todas para refletirem sobre como está o nível de consciência das lideranças em suas organizações. Acredito que estamos a caminho de vivenciar um novo modelo de liderança mais humanizada e que possa, efetivamente, colaborar para um mundo melhor e para a construção de empresas em meio a um novo modelo de capitalismo.

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Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEM

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Transformar a cultura organizacional em uma potência da empresa. Isso é possível?

Primeiramente, gostaria de comentar que nossas empresas estão em plena transformação. O mundo está mudando e quando se fala em cultura organizacional o jeito de conectar nossos funcionários e shateholders também necessita novos olhares.

Essa “liga” que une as pessoas em um mesmo propósito chama-se Cultura Organizacional. Esse processo que acontece em cada interação com o outro, torna a cultura viva dentro dos espaços organizacionais. Como a autora, Marlene Marchiori, eu acredito muito na existências de várias culturas circulando dentro das organizações, unindo os objetivos pessoas de cada pessoa e o propósito maior neste processo de busca da essência da empresa. A cultura pode gerar longevidade, credibilidade e é o meio de incorporar o propósito maior “nos batimentos cardíacos das organizações”.

Qual empresa não pensa em ter seus funcionários engajados? Qual empresa não quer saber que sua marca é uma das preferidas no mercado? Pois é!! Isso é possível!

A compreensão e incorporação da cultura organizacional, de forma mais profunda, pode influenciar o comportamento dos colaboradores e moldar a imagem corporativa que apresentamos ao público, o que impacta na aceitação e consumo dos nossos produtos e serviços entre outros aspectos.

Além disso, uma cultura do bem, a valorização das pessoas e práticas e estratégias coerente podem elevar o nível de satisfação e bem estar dos funcionários e dos stakeholders. Sabe-se que um ambiente que oportuniza a cura, o amor e o respeito pode elevar o nível de produtividade das organizações.

Outro ponto importante é a questão do engajamento de todas as pessoas em prol do propósito da empresa. Qual empresa não busca ter seus funcionários e parceiros juntos na construção de um objetivo comum? A cultura organizacional é esse elo que pode unir a todos em um bem comum.

Além disso, quando se pensa em construir uma cultura organizacional sólida e do bem, automaticamente teremos maior retenção de profissionais capacitados trabalhando em nossas empresas.

Outro ponto, é a seleção de talentos que também deve estar conectado com a cultura. Existem soluções de mercado,bem interessantes, como por exemplo, a empresa Solucione RH, que criou uma forma de selecionar os talentos das empresas levando em consideração o DNA, a essência da empresas. “Não podemos mais contratar pessoas apenas pelo currículo e uma entrevista padronizada. Afinal, são essas pessoas que vão fazer o seu negócio crescer e prosperar. Com o Solucione RH é possível recrutar e selecionar pessoas através do propósito e da cultura da sua empresa, além de poder criar desafios práticos” ( SOLUCIONE RH, 2020).

A cultura é a base para nossa empresa e agregar mais pessoas e talentos em nossas organizações, isto é, pessoas que se identifiquem com o nosso propósito é fundamental. O mundo mudou e é fundamental que possamos evoluir nas formas de selecionar as pessoas e minimizar o turnover de talentos, aumentando a assertividade na contratação, por meio de comportamentos , valores e atitudes do candidato.

Além dos aspectos que já levantamos nesta reflexão, como todos os benefícios trazidos por uma cultura organizacional positiva e a construção de uma imagem sólida, a cultura é fator essencial para o crescimento estruturado da empresa.

Quando conseguimos incorporar o propósito maior da organização na cultura, criamos grupos mais coesos e que compartilham seus objetivos individuais e constroem juntos o objetivo coletivo da empresa.

Eu percebo um mundo mais humanizado a partir dessa cultura do bem, do cuidado e do respeito às pessoas. Espero que esta reflexão tenha sido positiva para você repensar suas atitudes, seus processos e estratégias empresariais para a construção de um novo modelo organizacional baseado na colaboração, no bem estar e que realizem impactos positivos no mundo.

Eliane Davila

PhD. em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente no Brasil

O equilíbrio das forças femininas e masculinas no ser humano

Guia de conteúdo:

  1. Introdução
  2. Elementos da liderança Shakti
  3. Elementos práticos na tese de doutorado
  4. Conclusão
  1. Introdução

Iniciar este texto me deixa tão inspirada porque o que vou contar aqui possui relação profunda com minha narrativa de vida a partir dos meus valores e crenças pensando no que seja a potência das formas femininas nos negócios.

Quando defendi minha tese de doutorado, eu não tinha conhecimento sobre a Liderança Shakti, dos autores Nilima Bhat & Raj Sisodia. Meus achados na pesquisa me conduziram para a tese de que as mulheres empreendedoras, sócias de empresas, localizadas dentro do ecossistema empreendedor de Parques Científicos e Tecnológicos, eram propulsoras de transformações socioprofissionais. Elas elevavam a representatividade feminina dentro desses ambientes, por meio das práticas discursivas, a dimensão subjetiva e singular do fazer laboral. Elas eram protagonistas, realçando os preceitos de equidade, na construção de sociedades mais sustentáveis.

Foi uma tese maravilhosa onde pude entrevistar mulheres do Brasil e da Espanha e compreender que estamos em um período de renascimento das empresas e que as forças femininas podem alterar a forma de lidar com o empreendedorismo e de como tornar-se um líder mais consciente nas empresas.

O que eu não sabia era que o modelo apresentado pela Nilima e o Raj poderiam ter sido utilizados para meu embasamento teórico também. A proposta do modelo apresenta a necessidade de um equilíbrio entre as forças femininas e as masculinas. Um mundo começava a fazer sentido.

2. Elementos da Liderança Shakti

A proposta da Liderança Shakti parte da importância de uma maior consciência do ser humano, ou seja, um equilíbrio entre as forças femininas e masculinas dentro si. Parece um tanto complexo pensar em forças femininas e masculinas atuando dentro do ser humano, mas é isso que a liderança Shakti quer mostrar aos líderes, empreendedores , a toda a sociedade e às organizações.

Existem muitos livros que falam sobre a importância de se pensar em liderança nas organizações, mas este modelo Shakti propõe regenerar as organizações e com um jeito mais humanizado de se relacionar consigo, com a sociedade, com o planeta.

Vivemos em um mundo que ainda possui empresas onde as lideranças ainda são muito hierarquizadas e repletas de pessoas que não encontraram seus propósitos de vida e nem possuem orgulho em pertencer aos ambientes que trabalham. O que está faltando? Que tipo de liderança poderia provocar mudanças profundas na maneira de inspirar pessoas a darem o seu melhor nas empresas?

A proposta é entender que o paradigma da escassez deve ficar para traz, isto é, devemos estabelecer pontes que nos aproximam e promovem a revolução na forma de liderar criando sentido nas nossas ações e promovendo o autoconhecimento, o amor e cura nas empresas. Parece muito estranho trazer o autoconhecimento, o amor e cura para dentro das organizações, mas se quisermos desenvolver o ser humano de forma integral e oferecer um ambiente que seja nutrido de aprendizagem, engajamento e bem estar, necessitamos alinhar o que está em desequilíbrio.

A liderança Shakti parte do princípio de Carl G. Jung do feminino (yin) e do masculino (yang). O que significa isso? Significa dizer que cada um de nós possui forças femininas e forças masculinas como potência interior e que o equilíbrio dessas forças pode trazer a tona nossa forma mais humanizada de liderar. A energia feminina, neste caso, independe do gênero da pessoa.

Quando não há integração das forças, pode resultar em uma anima negativa (que poderá reprimir as suas ações, sentimentos e a sexualidade); assim como ao ignorar a sabedoria da sua intuição, bem como um animus negativo poderá tornar o ser humano moralizador, cheio de dogmas e inflexível às opiniões alheias, às vezes, podendo ser agressivo e prisioneiro das suas próprias crenças e julgamentos. Dessa forma, o modelo Shakti revela-se significativo para o exercício da liderança equilibrada, onde a nossa energia é colocada em ação, não em uma proposta que vivencia as forças como polaridades distintas, mas em uma proposta de poder “com” e não um poder “sobre” o outro.

Trabalhar com esta perspectiva holística e de autoconhecimento, faz com que tenhamos que acessar nossas profundezas interiores. Acessar a integralidade e todas as suas dimensões humanas. Com essa perspectiva, observa-se que algumas coisas devem morrer dentro de nós e outras vão renascer. A jornada da liderança Shakti prevê estarmos por inteiro em tudo que realizamos, pois a ação é no aqui e no agora. Prevê reconhecer que a força feminina e a força masculina dentro de nós, quando equilibradas, podem potencializar nossas missão de agentes transformadores no mundo. Acreditar que não exista polaridades entre o feminino e o masculino, nos leva a entender o quão importante é encontrar nosso propósito pessoal e o quão importante é estarmos conectados ao ambiente, às pessoas e ao planeta.

Portanto, a liderança Shakti possibilita a mudança de consciência humana. Perceber que o seu trabalho gerou impacto positivo é muito engrandecedor, além disso, ao tomar consciência de que a pessoa que você é o líder que você se torna é fundamental para as transformações que você deseja ver no mundo.

Não é a toa que ouvimos falar que este século é feminino. Dizer isso pressupõe acreditar que as forças femininas devem aparecer mais nos negócios. Eu sou de um tempo que falar em vida familiar e amor dentro das organizações era considerado errado. Lembro do meu primeiro emprego, onde meu líder me disse que ali dentro da empresa eu deveria “apenas vestir a camiseta” e que meu problemas familiares deveriam ficar distantes do meu trabalho. É estranho ouvir isso, mas é a pura verdade.

Principalmente para nós mulheres, a vida tende a ser mais tensa porque as forças masculinas sempre regeram o mundo corporativo. A força, a coragem, a assertividade, o foco, a direção, a ordem, estrutura e discernimento são consideradas forças masculinas. Elas não são ruins, pois nos movem à ação, mas quando não estão em equilíbrio, podem se tornar o mundo muito agressivo, arrogante, insensível, sem espiritualidade e violento.

As forças femininas como o cuidado a empatia, gentileza, inclusão, abertura, compaixão, confiança e vulnerabilidade ficaram a parte do mundo corporativo. Sabemos também que o excesso das formas femininas podem também tornar o ser humano mais sentimental, carente, sem foco. O que se sabe é que as forças femininas que, principalmente, as mulheres possuem em abundância, ficaram esquecidas por muito tempo no mundo corporativo.

Esse desequilíbrio gerou empresas que se preocupam muito com o lucro, em uma lógica de comando e controle, deixando de lado todo o potencial inspirador de transformação da união das formas femininas e masculinas.

Acredito que neste momento em que vivemos, essas reflexões começam a fazer sentido e algumas empresas estão tomando consciência que um nível maior de autoconhecimento e equilíbrio entre o nosso lado yin e yang, pode fazer toda a diferença nos negócios. Lideres mais conscientes libertam as pessoas de uma mentalidade predadora e competitiva nos negócios, sendo um papel de transcendência mercantil para um visão de geração de impacto positivos aos negócios e a todo o ecossistema do qual fazem parte.

Acredito que as empresas transformam o país e os líderes são essenciais para realizar esta transformação e curar as empresas de uma visão limitada e mercantilista. Saindo da teoria e indo para a prática, no próximo item apresentarei algumas experiências que tive entrevistando mulheres empreendedoras, dentro de parques tecnológicos do Brasil e da Espanha que corroboram para uma visão prática do modelo Shakti.

3. Elementos práticos na tese de doutorado

Defendi a tese em 2019 e entrevistei mulheres no Brasil e na Espanha. O recorte da pesquisa abarcou, mulheres empreendedoras, de quatro parques científicos do Brasil e da Espanha. A ideia era entender um pouco mais quem eram essas mulheres que decidiam criar suas empresas em ambientes de inovação e empreendedorismo.

O embasamento teórico da tese não foi o modelo Shakti, mas tomando contato com a teoria de Nilima e Raj eu consegui criar conexões importantes com relação aos meus achados de pesquisa.

As entrevistas que realizei com as mulheres demonstraram que, nas pequenas empresas, as mulheres líderes já começaram a revolução de consciência interior. O que pude notar que as mulheres, pelas narrativas discursivas, relataram que querem construir algo maior em suas empresas. Muitas delas, têm o propósito de ajudar também a sociedade, os stakeholders e seus colaboradores. Elas percebem que um sistema de liderança de controle opressivo pode levar as pessoas às doenças e ao stress elevado. Além disso, todas elas querem seguir seus propósitos de vida e impactar a vida de outras pessoas.

Estas pequenas empresas, pela adaptabilidade, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão podem contribuir para a mudança do paradigma de entender o mundo dos negócios para além das forças masculinas, tão cristalizadas em nossa sociedade.

A partir da perspectiva de um equilíbrio ente o feminino e o masculino na liderança organizacional, a mulher também pode estar representada nos espaços de gestão, embora saiba-se que essa representação ainda é muito baixa, principalmente quando se fala em ambientes de inovação. O fato é que, as mulheres do Brasil, quanto da Espanha, elegeram compreender a si mesmas, por meio do equilíbrio das energias internas para que pudessem realizar suas atividades mesmo em ambientes de estruturas e paradigmas masculinos.

O desequilíbrio das forças internas favorece a desordem e o caos. Mesmo em um mundo onde acontecem revoluções tecnológicas e econômicas, esse desequilíbrio gera impactos sociais severos e pode impactar negativamente a sustentabilidade do planeta. Estes olhares nos permitem reflexionar sobre nossa liderança organizacional.

A consciência que o modelo Shakti traz às lideranças organizacionais foi validado na minha pesquisa. As mulheres ao se lançarem ao empreendedorismo e à constituição de suas empresas, adquirem essa consciência no fazer laboral, isto é, realizando as atividades com maior amorosidade e generosidade, interagindo com os stakeholders e ressignificando suas próprias histórias além de gerar significado para elas e para suas empresas e sociedade.

4. Conclusão

O realinhamento e o equilíbrio das forças do humano, enquanto processo, tem como meta o desenvolvimento profundo de cada líder, proporcionando o acolhimento de aspectos fundamentais da essência humana. A liderança Shakti trata de um movimento de transformação ao longo da vida, tornando-se melhor e mais próximo da sua natureza e da sua alma. Shakti, neste caso, consiste nesta liberdade que nos torna mais vulneráveis e autênticos em prol da ética individual e coletiva.

Precisamos encontrar no feminino o cuidado com a vida, com as outras pessoas e com o planeta. Shakti é impulsionar cada pessoa a encontrar o seu autoconhecimento, proporcionando seu desenvolvimento e evolução. Os líderes precisam entender que é preciso tocar outras áreas do nosso ser, romper com racional que nos torna tão incompletos. O jardim organizacional está a nossa espera. Quando somente nosso racional fala perdemos o encanto pela vida e por nós mesmos. Cultivemos Shakti em nossos corações e nossas empresas germinarão por meio do Capitalismo Consciente.

Dra Eliane Davila

Embaixadora do Capitalismo Consciente no Brasil

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Fonte: Liderança Shakti. O Equilíbrio do Poder Feminino e Masculino nos Negócios. Starlin Alta Editora Consultores Eireli. 2019