Por que o diálogo é importante nas organizações?

Os diálogos dentro das organizações são como a corrente sanguínea que mantém o corpo empresarial vivo e funcionando de maneira saudável. Eles transcendem simples trocas de palavras; são a essência da comunicação eficaz, promovendo a colaboração, o entendimento mútuo e o desenvolvimento coletivo.

Em um ambiente organizacional, onde indivíduos de diferentes origens, habilidades e perspectivas se unem para alcançar objetivos comuns, os diálogos desempenham um papel fundamental. Eles fornecem uma plataforma para a expressão de ideias, preocupações e soluções, permitindo que os membros da equipe se sintam ouvidos e valorizados.

Além disso, os diálogos dentro das organizações têm o poder de promover a inovação e a criatividade. Ao abrir espaço para discussões abertas e construtivas, as empresas podem cultivar um ambiente onde novas ideias são incentivadas e os problemas são abordados de maneira colaborativa. Essa atmosfera de troca livre de ideias muitas vezes resulta em soluções originais e estratégias inovadoras, impulsionando o progresso e o crescimento da organização como um todo.

Os diálogos também desempenham um papel crucial na construção de relacionamentos sólidos e saudáveis entre os membros da equipe. Quando as pessoas se sentem encorajadas a se comunicar abertamente, os laços são fortalecidos e a confiança é cultivada. Isso cria um ambiente de trabalho positivo, onde os funcionários se sentem mais engajados, motivados e dedicados ao sucesso coletivo.

Além disso, os diálogos eficazes dentro das organizações são essenciais para resolver conflitos e evitar mal-entendidos. Ao fornecer um canal para a discussão franca e construtiva de questões, os problemas podem ser abordados de maneira rápida e eficiente, antes que se transformem em fontes de tensão e descontentamento.

Em resumo, os diálogos são o tecido conectivo que une os membros de uma organização em busca de objetivos comuns. Eles facilitam a colaboração, promovem a inovação, fortalecem os relacionamentos e resolvem conflitos. Portanto, investir na promoção de uma cultura de diálogo aberto e eficaz é fundamental para o sucesso e o bem-estar de qualquer organização.

Vou deixar para vcs alguns autores que trazer abordagens interessantes sobre a temática do Diálogo

  1. Peter Senge: Autor de “A Quinta Disciplina” e defensor da aprendizagem organizacional, Senge destaca a importância da comunicação aberta e da aprendizagem em equipe para o sucesso organizacional.
  2. Edgar H. Schein: Renomado por seu trabalho em cultura organizacional, Schein explora como os processos de comunicação e diálogo influenciam a cultura e o funcionamento das organizações.
  3. Chris Argyris: Conhecido por suas contribuições para a teoria da organização e aprendizagem organizacional, Argyris enfatiza a importância da comunicação eficaz, da reflexão e do diálogo para a melhoria contínua nas organizações.
  4. William Isaacs: Autor de “Dialogue: The Art of Thinking Together”, Isaacs aborda a importância do diálogo autêntico e da conversa significativa para promover a compreensão mútua e a colaboração dentro das organizações.
  5. Mary Parker Follett: Embora seja mais conhecida por suas contribuições para a teoria da administração, Follett também escreveu sobre a importância do diálogo e da resolução de conflitos construtiva dentro das organizações.
  6. Marshall Rosenberg: Criador da Comunicação Não Violenta (CNV), Rosenberg oferece perspectivas valiosas sobre como os diálogos baseados na empatia e na compreensão podem transformar as interações dentro das organizações.

Dra Eliane Davila

Transformando Olhares, Transformando Lideranças: um eco de inspiração

Inspiring a new generation

Ao longo dos meus 22 anos de jornada profissional, de assistente a empreendedora, de gerente a professora, de liderada a líder, vivenciei a incrível transformação que ocorre quando as lideranças dedicam tempo para olhar verdadeiramente para outras lideranças.

Liderar é uma arte

Cada líder carrega consigo a capacidade de moldar o ambiente ao seu redor, influenciando não apenas resultados, mas também pessoas. Contudo, a verdadeira mudança acontece quando esses líderes recebem o apoio e a orientação necessários para alcançarem seu potencial máximo.

Por que isso é tão crucial?

  1. Criação de um Eco de Inspiração: Ao investir tempo e recursos no desenvolvimento das lideranças, criamos um eco de inspiração. Uma liderança inspirada inspira, por sua vez, as equipes a alcançarem níveis mais elevados de desempenho e inovação.
  2. Fortalecimento da Cultura Organizacional: Líderes bem apoiados são fundamentais para a construção de uma cultura organizacional sólida. Seus valores, ética e visão permeiam toda a equipe, criando uma base estável para o crescimento.
  3. Impacto Duradouro na Sociedade: Lideranças fortalecidas têm o poder de transcender as fronteiras organizacionais, impactando positivamente a sociedade. Elas se tornam agentes de mudança, promovendo não apenas o sucesso corporativo, mas também a responsabilidade social.

Como podemos fazer a diferença?

Mentoria e Desenvolvimento Pessoal: Engajemo-nos ativamente na mentoria e desenvolvimento pessoal de líderes emergentes. A partilha de experiências e aprendizados pode acelerar o crescimento de maneiras inimagináveis.

Investimento em Educação Continuada: Incentivemos e apoiamos programas de educação continuada. A aprendizagem constante é a chave para líderes que desejam se manter relevantes e eficazes.

Promoção de uma Cultura de Colaboração: Criemos uma cultura que valorize a colaboração sobre a competição. O apoio entre lideranças fortalece o tecido organizacional, tornando-o mais resiliente.

Ao olharmos verdadeiramente para as lideranças, estamos investindo não apenas em indivíduos, mas no futuro das organizações e da sociedade como um todo. Vamos juntos construir um ambiente onde a liderança floresça e inspire o melhor em todos nós.

#LiderançaConsciente #DesenvolvimentoLiderança #TransformaçãoOrganizacional

Eliane Davila PhD em Cultura/ Colíder do Instituto Capitalismo Consciente no RS/Mentora de Carrreiras e Negócios Conscientes

Liderança no Século XXI

Liderança do Século XXI

Um Novo Caminho para construir um futuro melhor

Nos últimos anos, o mundo vem passando por mudanças significativas, impulsionadas pela rápida evolução da tecnologia, a globalização dos mercados e, mais recentemente, pela pandemia de COVID-19. Nesse cenário em constante transformação, a liderança também necessita evoluir para se adaptar ao mundo contemporâneo.

A liderança contemporânea não se limita a comandar equipes, mas se estende a uma abordagem mais empática e colaborativa. Ela é caracterizada pela capacidade de compreender e se conectar com as necessidades dos colaboradores, reconhecendo que, em um mundo complexo e interconectado, o sucesso de uma organização está intrinsecamente ligado ao bem-estar e ao desenvolvimento de seus membros.

1. Empatia como alicerce:

A empatia é o pilar fundamental da liderança contemporânea. Em um mundo repleto de desafios pessoais e profissionais, líderes empáticos entendem as preocupações e aspirações de suas equipes. Eles se colocam no lugar dos outros, criando um ambiente de trabalho mais inclusivo e acolhedor.

Referência: A autora Brené Brown argumenta em seu livro “A Coragem de Ser Imperfeito” sobre a importância da empatia na construção de relacionamentos autênticos.

2. Comunicação aberta:

A comunicação eficaz é outra pedra angular da liderança contemporânea. Os líderes modernos não apenas falam, mas também ouvem atentamente. Eles encorajam o diálogo aberto, criando espaços onde os membros da equipe se sintam à vontade para compartilhar ideias, preocupações e feedback.

Referência: O renomado autor Simon Sinek argumenta em seu livro “Líderes Comem Último” sobre a importância da confiança e da comunicação nas organizações.

3. Flexibilidade e adaptação:

A liderança contemporânea é dinâmica e flexível. Os líderes reconhecem que o mundo está em constante mudança e estão dispostos a se adaptar. Eles encorajam a aprendizagem contínua e a experimentação, promovendo a inovação e a resolução ágil de problemas.

Referência: A teoria da agilidade organizacional, desenvolvida por autores como Steve Denning, destaca a importância da adaptação constante no ambiente de negócios contemporâneo.

4. Desenvolvimento pessoal e profissional:

Líderes contemporâneos estão comprometidos com o crescimento de suas equipes. Eles investem no desenvolvimento pessoal e profissional de seus colaboradores, proporcionando oportunidades de aprendizado e mentorias. Isso não apenas beneficia os indivíduos, mas também fortalece a organização como um todo.

Referência: Carol Dweck, autora de “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, discute a importância de promover uma mentalidade de crescimento para atingir o potencial máximo.

Em resumo, a liderança no mundo contemporâneo está se transformando para se tornar mais empática, aberta à comunicação, flexível e comprometida com o desenvolvimento humano. Os líderes que adotam essa abordagem estão preparados para enfrentar os desafios do século XXI e liderar suas equipes rumo ao sucesso em um ambiente em constante evolução. Seja um líder que inspira, conecta e capacita, e você estará trilhando um caminho conectado ao futuro que o mundo precisa.

PhD Eliane Davila

GSG Global Impact Summit 2023

Málaga recebe Líderes para discutir o futuro dos investimentos de Impacto

Por Dra. Eliane Davila

Muito feliz em ter participado do  GSG Global Impact, em Málaga, uma cidade sensacional que já morei em 2018 e 2019, em função do meu doutorado. 

Buscando nutrir-me, como pesquisadora, empreendedora e mentora de negócios conscientes, além de Colíder da Filial do Capitalismo Consciente no RS, vou deixar para vcs aqui algumas percepções minhas sobre o que foi discutido no evento.  Enjoy this!!

GSG Global Impact Summit 2023/Málaga ES

 Principais Insights

Mais de mil investidores de impacto de 64 países se reuniram em Málaga para o GSG Global Impact Summit, um evento internacional que se concentra em arrecadar fundos para empresas com o propósito de melhorar a vida das pessoas e combater as mudanças climáticas com rentabilidade. 

O evento destacou a necessidade de reparar os problemas criados pelo capitalismo, com discussões sobre como o impacto pode desempenhar um papel nessa reparação. Líderes influentes, como Martin Wolf, do Financial Times, falaram sobre as mudanças na classe média e a importância de agir além da medição de impacto. O diretor geral da SpainNAB destacou o crescimento notável do investimento de impacto na Espanha, enquanto enfatizava a necessidade de continuar a aprender com outros países e compartilhar experiências no setor.

Destacou-se  a necessidade de mobilizar capital para áreas onde é mais necessário, promover a transparência na medição de impacto e acelerar as economias sociais. A colaboração público-privada foi enfatizada como essencial para alcançar verdadeiro impacto. O evento também anunciou o lançamento do Fundo de Impacto Social (FIS) e do primeiro Título de Impacto Social. A harmonização e o apoio de organizações filantrópicas foram apontados como elementos-chave para a evolução do investimento de impacto. A conferência destacou a urgência de mobilizar capital de forma mais rápida e eficaz para abordar desafios sociais e ambientais.

Alguns palestrantes  enfatizaram  a relevância da  criação de economias de impacto que gerem resultados tangíveis, com exemplos de sucesso, como a Estratégia Nacional de Economia de Impacto do Brasil ( . A América Latina e a África foram reconhecidas como regiões importantes para abordar a desigualdade e a falta de oportunidades. A mobilização eficaz de capital para onde é mais necessário foi destacada, com histórias inspiradoras de organizações como o Grupo Gaia e o Fundo Estímulo. O evento global enfatizou a urgência de ação e colaboração para enfrentar desafios sociais e ambientais em todo o mundo.

GSG Global Impact Summit 2023/Málaga ES

As discussões destacaram a importância de direcionar mais recursos e investimentos para apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e enfatizaram a necessidade de acelerar as soluções disponíveis, envolvendo proprietários, financiadores e investidores na promoção de inovação e desenvolvimento de capital para atingir essas metas. Além disso, foi destacada a importância de utilizar instrumentos financeiros e aproveitar oportunidades nos mercados emergentes para impulsionar o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis.

Na continuação da discussão, foi abordada a necessidade de medir o impacto das ações financeiras de maneira mais sofisticada e como os governantes desempenham um papel crucial em mobilizar o capital e promover regulamentações que incentivem a sustentabilidade. Foi mencionada a importância da transparência  de impacto como um meio de orientar a ação, e a necessidade de criar um idioma comum global para facilitar a comunicação sobre o impacto. Além disso, houve destaque para a mudança do DNA do capitalismo, o desenvolvimento de informações para consumidores e cidadãos, e a importância de se concentrar não apenas em desafios ambientais, mas também em desafios sociais. A economia social e ambiental foi mencionada como uma contribuição para o desenvolvimento sustentável, ressaltando a resiliência das organizações de economia social durante a pandemia.

GSG Global Impact Summit 2023/Málaga ES

Destacou-se também a importância de trabalhar em conjunto( em cooperação)  para promover  uma economia de impacto. Enfatizou-se  a necessidade de inclusão, inovação, transparência e coragem na busca por soluções para desafios sociais e econômicos. 

Comentou-se também sobre a importância de usar a rede e a diversidade do grupo para promover o desenvolvimento sustentável e discutiu o papel do Global Summit for Impact (GST) nesse processo. 

Alguns  palestrantes expressaram a importância da liberdade de gasto em relação ao financiamento de renda e como ela é vista de forma semelhante em todo o mundo. No entanto, eles ressaltaram que a maioria dos governos não tem os recursos para financiamento de alta concessão e que essa concessão deve ser direcionada para abordar os problemas mais difíceis e ter um impacto significativo. Também foi mencionado que em muitos países, o financiamento de alta concessão é escasso, particularmente na África, onde a mobilização de recursos é um desafio. Enfatizou-se  a necessidade de abordar o financiamento de alta concessão de forma eficaz e garantir que ele seja direcionado para soluções que tenham um impacto real, especialmente em regiões desafiadoras do nosso planeta.

Muitos palestrantes abordaram o tema da transparência e do impacto.  Destacou-se  o progresso que a Coreia fez no relato de sustentabilidade e na conscientização sobre ESG (Ambiental, Social e Governança).  Mencionou-se  que a Coreia estava um pouco atrasada em comparação com outros países desenvolvidos nesse aspecto, mas havia progredido significativamente nos últimos anos. A Coreia agora tem um ecossistema robusto para relatórios de sustentabilidade, com a participação de grandes e pequenas empresas, bem como SMEs (pequenas e médias empresas). 

Falou-se também sobre a  importância de medir as emissões de carbono, gerenciá-las e reduzi-las foi enfatizada, e um programa de capacitação estava sendo implementado para ajudar as empresas a lidar com essa questão. O palestrante também observou a importância de construir processos sólidos nessa área e destacou o compromisso da Coreia com a transparência e a sustentabilidade. O discurso terminou com a menção de que o tema da transparência e do impacto foi central durante o summit.

GSG Global Impact Summit 2023/Málaga ES

Enfatizou-se  a importância de promover a inclusividade no processo de investimento de impacto. Argumentou-se que a conversa sobre investimento de impacto não deveria ser dominada apenas por economistas ricos, mas deveria incluir uma variedade de vozes e atores, incluindo pequenas e médias empresas (SMEs).

Anunciou-se que o governo britânico está apoiando iniciativas de inclusão e estão participando de um programa de financiamento para promover a inclusividade no investimento de impacto. Isso representa uma ponte interessante entre o impulso por impacto e transparência e a comunidade mais inclusivas , com o governo do Reino Unido incentivando essa colaboração. Em resumo, a mensagem é que a inclusão e diversidade são essenciais no campo do investimento de impacto, e o governo britânico está apoiando esforços nesse sentido.

Liderança Shakti

Liderança Shakti

Conheça o que é Liderança Shakti para saber como integrar as forças femininas e o masculinas na sua vida.

A proposta da Liderança Shakti, título do livro de Nilima Bhat e Raj Sisodia, traz à tona a importância da integração das forças femininas e masculinas que habitam em nós para uma maior consciência do ser humano. Por muito tempo, a história da nossa sociedade revelou um sistema patriarcal que enfraqueceu as forças femininas na sociedade. Agora, é necessário curar o feminino que ficou desintegrado dentro de nós para equilibrar as forças e transformar a sociedade.

Para iniciar a jornada heroica em busca da integração entre o feminino e o masculino, é preciso compreender que esta ainda é uma jornada do desconhecido, pois nossa sociedade ainda não tem um modelo social de equilíbrio para servir de parâmetro. A jornada heroica é buscar a evolução do ser humano, despertando nossas potências e encontrando nossas maiores sombras e medos. Normalmente, somos chamados à jornada por meio de uma crise ou um trauma, e é a partir daí que enfrentamos nossos medos e buscamos nossa luz para impactar o mundo de uma forma transformadora.

A jornada heroica proposta pelos autores da Liderança Shakti é baseada na teoria de Joseph Campbell, adaptada com as reflexões de Maureen Murdock para contemplar a cura do feminino que faltava na teoria de Campbell. Assim, a jornada heroica amplia o conceito para vivenciarmos uma jornada heroica mais consciente, na qual estamos em estado de presença e antecipamos a mudança antes de chegarmos em uma crise.

A jornada heroica consciente trará mais força, potência e integração às forças femininas e masculinas, ajudando a curar as crenças equivocadas sobre os “eus” e a inferioridade das forças femininas validadas pela sociedade por muito tempo. O resgate do poder que buscamos na jornada heroica consciente é a busca pela liberdade, e é necessário começar a transformação pessoal o mais perto possível, ou seja, em nós mesmos.

Portanto, aventure-se em sua jornada heroica consciente, buscando a integração das forças femininas e masculinas em busca da cura do feminino e da transformação da sociedade para cuidar do planeta.

Eliane Davila

Inspirando Líderes para uma nova Geração.

Capitalismo Consciente

Capitalismo Consciente
Capitalismo Consciente

O capitalismo consciente é uma filosofia econômica que busca combinar os princípios do capitalismo com valores éticos e sociais. Ele enfatiza a importância do lucro econômico, mas também inclui a responsabilidade social das empresas, a sustentabilidade ambiental e a justiça social. Isso inclui práticas como a responsabilidade social corporativa, a inclusão e a diversidade, bem como a criação de valor para todas as partes interessadas, não apenas os acionistas.

O capitalismo consciente é uma abordagem para a gestão de negócios e a economia que busca criar valor econômico, social e ambiental de forma equilibrada. Ele se concentra em encontrar maneiras de maximizar o sucesso econômico, enquanto simultaneamente promove o bem-estar social e protege o meio ambiente.

Uma das principais características do capitalismo consciente é a responsabilidade social corporativa (RSC), ou seja, a prática de que as empresas devem ser socialmente responsáveis e contribuir para a sociedade e meio ambiente. Isso pode incluir ações como a implementação de práticas éticas de negócios, a criação de programas de diversidade e inclusão, e a redução do impacto ambiental das operações da empresa.

Outra característica importante é a criação de valor para todas as partes interessadas, não apenas os acionistas. Isso significa levar em consideração os interesses de todos os grupos afetados pela empresa, incluindo funcionários, clientes, comunidades locais e meio ambiente.

Além disso, o capitalismo consciente também enfatiza a importância da sustentabilidade ambiental e a busca de soluções econômicas que sejam benéficas tanto para as empresas quanto para o meio ambiente. Isso pode incluir práticas como a eficiência energética, a geração de energia renovável e a redução do uso de recursos naturais.

No geral, o capitalismo consciente é uma abordagem holística para a economia e os negócios que busca equilibrar o sucesso econômico com a responsabilidade social e ambiental.

Algumas práticas adicionais que podem ser usadas para implementar o capitalismo consciente incluem:

  1. Investimento socialmente responsável: Isso envolve fazer investimentos em empresas que atendem a critérios éticos e sociais específicos, como as que têm práticas de diversidade e inclusão, ou as que têm um impacto ambiental positivo.
  2. Comércio justo: É uma abordagem para o comércio global que busca garantir que os trabalhadores estejam recebendo um salário justo e trabalhando em condições seguras e éticas.
  3. Economia circular: É uma abordagem para a economia que busca minimizar o desperdício e maximizar o uso dos recursos. Isso pode incluir práticas como o reaproveitamento de materiais, a reciclagem e o compartilhamento de recursos.
  4. Empreendedorismo social: É a prática de usar os princípios do empreendedorismo para resolver problemas sociais e ambientais, como a pobreza e a falta de acesso à educação e saúde.
  5. Responsabilidade fiscal: Isso inclui a prática de garantir que as empresas paguem sua cota justa de impostos e contribuam para o financiamento de programas sociais e ambientais.
  6. Transparência: Isso envolve a prática de fornecer informações claras e precisas sobre as operações da empresa e suas práticas éticas e ambientais para os stakeholders.

Essas são apenas algumas das práticas que podem ser usadas para implementar o capitalismo consciente, mas existem muitas outras maneiras de incorporar esses valores e princípios em sua empresa ou organização.

Além das práticas mencionadas anteriormente, o capitalismo consciente também pode ser implementado de outras maneiras, como:

  1. Incentivos à inovação: Isso pode incluir programas de incentivo para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e práticas mais sustentáveis, ou para a criação de novos modelos de negócios mais éticos e socialmente responsáveis.
  2. Colaboração: Uma das principais características do capitalismo consciente é a colaboração entre as empresas, governos, organizações sem fins lucrativos e outras partes interessadas para resolver problemas sociais e ambientais.
  3. Educação e capacitação: É importante fornecer aos funcionários e outras partes interessadas as ferramentas e conhecimentos necessários para compreender e implementar práticas éticas e socialmente responsáveis.
  4. Integração de valores: Incorporar valores éticos e sociais em todas as decisões e operações da empresa, desde a contratação de funcionários até a seleção de fornecedores e a implementação de políticas ambientais.
  5. Comunicação e transparência: Comunicando aos stakeholders sobre as iniciativas e resultados de responsabilidade social e sustentabilidade, e mantendo uma comunicação aberta e transparente para permitir que todos os stakeholders possam compreender e contribuir para esses esforços.
  6. Responsabilidade individual: O capitalismo consciente também se baseia na responsabilidade individual, ou seja, cada individuo tem o dever de agir de acordo com princípios éticos e sociais, e de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Em resumo, o capitalismo consciente é uma filosofia econômica que busca equilibrar o sucesso econômico com a responsabilidade social e ambiental, e pode ser implementado de várias maneiras, incluindo práticas de responsabilidade social corporativa, investimento socialmente responsável, comércio justo, economia circular, empreendedorismo social, transparência, colaboração, educação e capacitação, integração de valores e responsabilidade individual.

Texto By Eliane Davila PhD em Cultura e Colider da Filial Regional do Instituto Capitalismo Consciente no RS

Mentoria e Educação: uma abordagem de ensino

Hoje eu quero conversar com vocês sobre um assunto um pouco diferente do que tenho trazido aqui no Blog , mas que ainda está interligado.

Eu te convido para parar por um momento agora e pensar como a está a educação no contexto de hoje. Cada um vai ter um contato diferente com a educação, mas existem alguns aspectos que são gerais relacionados ao essa área.

Por exemplo, no contexto de pandemia e até hoje, um dos grandes desafios é o ensino a distância. Não que ele seja bom ou ruim, mas é um formato de educar que a gente ainda tinha explorado pouco até então. O contato com o aluno é diferente e até a nossa forma tradicional de medir o ensino, como as famosas provas e avaliações diversas, acabam não se adequando a esse formato online. 

Falando em online, toda nossa forma de consumir conteúdo mudou. Hoje podemos aprender coisas acompanhando pessoas nas redes sociais. No ensino acadêmico, muitas coisas evoluíram com a facilidade de acessar materiais e fazer pesquisas, e muitas outras coisas foram repensadas também.

Diante de tudo isso, nosso mundo como um todo se tornou muito complexo, incluindo nossa forma de ensinar e aprender. Vivemos hoje uma realidade completamente diferente de 20, 30, 40 anos atrás.

Antes, as práticas pedagógicas tinham uma visão muito fatiada do ensino. Isso no contexto atual perde o sentido e acaba afastando as pessoas da educação. Quando falo afastar não digo presencialmente, digo de interesse mesmo. Em uma sala de aula, presencial ou online, quantos alunos estão de fato presentes e conscientes do conteúdo estudado?

É a partir dessas reflexões que um estudo de Morris et. al, feito em 1981, com diretores de 16 escolas em Chicago, cunhou o termo Insubordinação Criativa. O estudo definiou objetivo do termpo como:

Porque, “é a ação de atrever-se a criar, a ousar, a questionar e buscar novas respostas, a partir de caminhos inusitados.” Chiquetti, Davila, Silva (2021)

A Insubordinação Criativa é isso, repensar nossos modelos de ensino a partir da criatividade e da inovação, respeitando a ética e o contexto em que a educação está sendo exercida. É sair do “lugar comum“.

Mas como os educadores podem fazer isso? Que caminho seguir? 

Eu e meus colegas…. estreamos a Insubordinare, um grupo de pessoas que aliam experiência, tradição e modernidade na hora de ensinar. Agora nós queremos dividir isso com outros educadores e difundir a Insubordinação Criativa.

Nós queremos abastecer a pratica de ensino dos educadores com abordagens pluridisciplinares e inovadoras. Assim, eles podem ensinar com responsabilidade e criatividade, trazendo soluções para os problemas atuais. 

A Insubordinare trabalha com formações, workshops e treinamentos e eu tenho um convite especial para você.

Acesse o LInk do Curso Mentoria e Educação: uma abordagem de ensino e desccubra como colocar a mentoria dentro das suas práticas pedagógicas insubordinando criativamente.

Mentoria e Educação: uma abordagem de ensino
Mentoria e Educação: uma abordagem de ensino

O Curso está com um custo promocional até 10.08.22 e queremos muito que vocês participe com a gente. Curso online assícrono.


O dia que troquei um cargo de liderança para fazer atendimento ao cliente

Em um certo momento da minha trajetória no mundo corporativo, eu ocupava um cargo de liderança geral de uma instituição financeira. Depois de um tempo nessa posição, senti necessidade de aprender algo diferente, ter novas experiências, buscar novos horizontes.

O dia que troquei um cargo de liderança para fazer atendimento ao cliente.
O dia que troquei um cargo de liderança para fazer atendimento ao cliente.

Conversando com a minha gestora sobre isso ela me disse que a oportunidade em aberto era para ser gerente pessoa jurídica de grandes empresas. A ideia me chamou muito a atenção, porque não havia trabalhado somente com empresas de grande porte até então, pois com o cargo de liderança geral eu lidava com situações de diversos clientes.

Impulsionada por essa energia de querer mudar, aceitei a oportunidade em aberto e sai da posição de gestão de pessoas para voltar a exercer um cargo de gerente de relacionamento. O que eu mais recebi dos meus colegas foram perguntas como “Eliane, tu está louca?””Tu vai largar teu cargo de liderança para voltar a ser gerente de relacionamento?”. E eu dizia “Sim”, muito certa da minha decisão e me desprendendo do título de um cargo. Lidar com novos desafios, enxergar as coisas por outro ângulo era o que importava pra mim.

Essa troca de rota foi muito legal para a minha caminhada, pude ver a instituição por outro prisma.
E sabe o que aconteceu depois que comecei nessa nova posição? Recebi muitos convites de colegas querendo conversar comigo para saber como tinha sido minha troca de cargo. Não só isso, alguns deles acabaram fazendo o mesmo movimento que eu, mudando de posição para aprender coisas novas.

Somos seres em movimento. Evoluímos e encontramos novos propósitos. Se nos prendermos a cargos e títulos, só vamos interromper esse fluxo tão bonito que é a vida. Somos tão acostumados com o modelo vertical de pensar que esquecemos que a vida é horizontal, é vai e vem, cai e levanta.

Espero que esse texto inspire você também, assim como inspirou meus queridos colegas na época!

#inspiração#mudancas#novoshorizontes#novosdesafios

Felicidade nas organizações: isso é possível?

Compartilhei aqui recentemente um texto contando sobre quando eu deixei um cargo de liderança para atuar em atendimento ao cliente, dentro da mesma instituição. Acontece que a minha decisão não foi baseada em plano de carreira ou na busca por um salário superior, eu procurava mais felicidade no trabalho. Precisava de desafios, e fui em busca deles.

Felicidade nas empresas
Felicidade nas empresas

Talvez por isso a minha decisão tenha espantado meus colegas, porquê achamos normal abdicarmos nossa felicidade e bem-estar em nome de um cargo maior. Mas, assim como eu, muitas pessoas estão se movimentando em busca dessa felicidade corporativa.

A pandemia trouxe essa sentimento, de urgência em ser feliz, fez as pessoas perceberem o quanto seu trabalho estava ligado a sua felicidade. É também por isso que esse tema começou a ser levantado nas empresas, existe até um cargo voltado para isso agora, o Chief Happiness Officer (CHO).

Isso mostra que estamos no caminho mas, por outro lado, os altos indicadores em doenças mentais como burnout, ansiedade e depressão revelam que temos uma jornada longa pela frente. Ainda banalizamos a ansiedade, o estresse e a falta de segurança psicológica, normalizando ambientes tóxicos e infelizes.

Uma pesquisa do McKinsey Insights de setembro de 2020, mostrou que 70% das pessoas encontram seu propósito por meio do trabalho. E é isso que as empresas e os líderes precisam entender, enxergar o trabalho como algo muito maior do que só o ganha pão, ou com o único objetivo de maximizar o lucro e retorno aos acionistas.

O que é a felicidade no trabalho, afinal? Ela vai muito além dos ambientes coloridos, das festas, dos benefícios e das mesas de sinuca. É sair do que é tangível para fazer os colaboradores sentirem, podendo serem quem são.

Com certeza, é uma desafio, pois cada indivíduo é único e se sentirá feliz de maneiras diferentes. Por isso, é preciso começar focando no trabalho de cada um e também em suas relações. Descubra quais são os valores do seu colaborador.

De uma maneira geral, existem fundamentos que trazem mais felicidade para o trabalho, como: salários justos; oportunidade de desenvolvimento; segurança psicológica; senso de pertencimento; afeto e gratidão por parte dos líderes.

Uma pesquisa da Harvard Business Review mostrou que funcionários infelizes têm 18% menos produtividade, geram 16% menos lucro, provocam um aumento de 49% nos acidentes no trabalho e aumentam em 37% os índices de absenteísmo. Investir em felicidade corporativa não é só o certo a se fazer, mas o que vai gerar a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

E lembra da história que contei no início do texto? Depois de mim, muitas pessoas da instituição que eu trabalhei também trocaram seus cargos em busca de novos desafios, é porquê a felicidade é contagiante.

#felicidadenotrabalho#empresahumanizada

Cadê o S do ESG?

Eu já quero começar esse artigo com uma pergunta: você se sente bem e feliz no seu trabalho hoje? 
Acho importante a gente começar pensando sobre isso, no bem-estar das pessoas, que muitas vezes acaba ficando de lado nas organizações.  O ESG, neste caso vem como uma estratégia para trazer o social para dentro das organização e trazendo felicidade para o mundo coorporativo.

Cadê o S do ESG?
Cadê o S do ESG?

Eu trago aqui mais um vídeo sobre ESG, que é um aspecto muito importante para as empresas se tornam mais sustentáveis e assumirem seu papel de responsabilidade social. 

Como expliquei nos vídeos anteriores, ESG é a sigla para 1. Envoirnmental, ou Meio Ambiente, Social e Governance, ou Governança.  Ou seja, empresas ESG englobam esses três pilares em sua política para serem mais sustentáveis em todos os sentidos. 

Mas se fizermos uma pesquisa rápida no Google, vemos que ESG tem evidenciado muito mais as questões ambientais. Muitas iniciativas privadas e públicas estão voltadas para a sustentabilidade ambiental, como o controle de emissão de carbono e emissão de CO2 e o desmatamento, por exemplo.

Isso é ótimo e extremamente importante, mas tem aí um desequilíbrio quando não vemos tal esforço voltado para iniciativas sociais.

E por que será que isso acontece?

Eu exergo dois motivos. 

>> O é a nossa falta de conhecimento sobre o aspecto humano. Ainda falamos pouco sobre saúde mental e bem-estar no trabalho. Nos últimos anos a pandemia fomentou essas discussões, o que tem aos poucos mudado essa realidade. 

Por exemplo, agora a OMS já reconhece oficialmente a existência da “Síndrome de Burnout” como um extresse crônico de trabalho, sendo enquadrado como doença ocupacional mesmo. 

São essas mudanças e o avanço dessas discussões no senso comum que impulsionam as transformações dentro das orgnizações também. Mas isso ainda precisa evoluir.

>> O motivo que vejo para ainda ter esse descuido com o aspecto social do ESG é a dificuldade de colocar em métricas o componente social.

  • Como medir num relatório a saúde mental dos colaboradores?
  • Como metrificar a diversidade e inclusão dentro da empresa? 

Se você assistiu meus vídeos anteriores já sabe que ESG tem ganhado cada vez mais peso na balança dos investidores e dos consumidores. A  própria Bolsa de Valores Brasileira, a B3, tem um índie específico para classificar as empresas no ESG, é o ISE-Índice de Sustentabilidade

A maneira de mostrar o desenvolvimento da empresa no ESG é por meio dos relatórios, só que é difícil resumir o aspecto humano em números, mas não é impossível. 

Falta dentro do ambiente corporativo essa evolução em termos de métricas voltadas para esse fim. 

Projetos como o L I P H (Long-term Investors in People’s Health) estão trabalhando nessa direção. São especialistas que produzem métricas e otimizam dados com novos objetivos-chave, ou KPI’s

Algumas empresas já aplicam em sua rotina pesquisas internas para acompanhar o bem-estar e a satisfação de seus colaboradores. Mas eles precisam se sentir confortáveis para responder com sinceridade, sem medo de ter sua posição dentro da empresa seja prejudicada quando se sentem sobrecarregados ou insatisfeitos com o trabalho. 

É por isso, gente, que o ESG precisa fazer parte da cultura mesmo. Não são ações isoladas, mas sim todo um sistema de que integra valores – iniciativas – postura ética- humanização – acompanhamento – direitos humanos – valorização do trabalhador com salários justos. 

Mas não podemos esquecer que Social não é só saúde, é inclusão, diversidade, contribuições para a comunidade, investimento em educação, enfim, é tudo que torna a vida das pessoas mais feliz e sustentável, dentro e fora da organização. 

Isso pode trazer mais eficiência e lucro para a empresa, com certeza, quando bem aplicado. Mas além disso gente, isso é importante porque é o certo a fazer.

Precisamos deixar um pouco de lado esse pensamento tão centralizado no eu e voltarmos para o nós. Somos seres sociáveis, não é da nossa natureza o individualismo, então vamos trazer isso para nosso trabalho e nossas empresas também, está bem?

Assim encerro essa reflexão e eu espero que ela tenha te ajudado de alguma forma. Vou deixar na descrição algumas referências sobre isso pra você se aprofundar se quiser.