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Eliane Davila - Conteúdo | Inovação | Empreendedorismo

Cadê o S do ESG?

Eu já quero começar esse artigo com uma pergunta: você se sente bem e feliz no seu trabalho hoje? 
Acho importante a gente começar pensando sobre isso, no bem-estar das pessoas, que muitas vezes acaba ficando de lado nas organizações.  O ESG, neste caso vem como uma estratégia para trazer o social para dentro das organização e trazendo felicidade para o mundo coorporativo.

Cadê o S do ESG?
Cadê o S do ESG?

Eu trago aqui mais um vídeo sobre ESG, que é um aspecto muito importante para as empresas se tornam mais sustentáveis e assumirem seu papel de responsabilidade social. 

Como expliquei nos vídeos anteriores, ESG é a sigla para 1. Envoirnmental, ou Meio Ambiente, Social e Governance, ou Governança.  Ou seja, empresas ESG englobam esses três pilares em sua política para serem mais sustentáveis em todos os sentidos. 

Mas se fizermos uma pesquisa rápida no Google, vemos que ESG tem evidenciado muito mais as questões ambientais. Muitas iniciativas privadas e públicas estão voltadas para a sustentabilidade ambiental, como o controle de emissão de carbono e emissão de CO2 e o desmatamento, por exemplo.

Isso é ótimo e extremamente importante, mas tem aí um desequilíbrio quando não vemos tal esforço voltado para iniciativas sociais.

E por que será que isso acontece?

Eu exergo dois motivos. 

>> O é a nossa falta de conhecimento sobre o aspecto humano. Ainda falamos pouco sobre saúde mental e bem-estar no trabalho. Nos últimos anos a pandemia fomentou essas discussões, o que tem aos poucos mudado essa realidade. 

Por exemplo, agora a OMS já reconhece oficialmente a existência da “Síndrome de Burnout” como um extresse crônico de trabalho, sendo enquadrado como doença ocupacional mesmo. 

São essas mudanças e o avanço dessas discussões no senso comum que impulsionam as transformações dentro das orgnizações também. Mas isso ainda precisa evoluir.

>> O motivo que vejo para ainda ter esse descuido com o aspecto social do ESG é a dificuldade de colocar em métricas o componente social.

  • Como medir num relatório a saúde mental dos colaboradores?
  • Como metrificar a diversidade e inclusão dentro da empresa? 

Se você assistiu meus vídeos anteriores já sabe que ESG tem ganhado cada vez mais peso na balança dos investidores e dos consumidores. A  própria Bolsa de Valores Brasileira, a B3, tem um índie específico para classificar as empresas no ESG, é o ISE-Índice de Sustentabilidade

A maneira de mostrar o desenvolvimento da empresa no ESG é por meio dos relatórios, só que é difícil resumir o aspecto humano em números, mas não é impossível. 

Falta dentro do ambiente corporativo essa evolução em termos de métricas voltadas para esse fim. 

Projetos como o L I P H (Long-term Investors in People’s Health) estão trabalhando nessa direção. São especialistas que produzem métricas e otimizam dados com novos objetivos-chave, ou KPI’s

Algumas empresas já aplicam em sua rotina pesquisas internas para acompanhar o bem-estar e a satisfação de seus colaboradores. Mas eles precisam se sentir confortáveis para responder com sinceridade, sem medo de ter sua posição dentro da empresa seja prejudicada quando se sentem sobrecarregados ou insatisfeitos com o trabalho. 

É por isso, gente, que o ESG precisa fazer parte da cultura mesmo. Não são ações isoladas, mas sim todo um sistema de que integra valores – iniciativas – postura ética- humanização – acompanhamento – direitos humanos – valorização do trabalhador com salários justos. 

Mas não podemos esquecer que Social não é só saúde, é inclusão, diversidade, contribuições para a comunidade, investimento em educação, enfim, é tudo que torna a vida das pessoas mais feliz e sustentável, dentro e fora da organização. 

Isso pode trazer mais eficiência e lucro para a empresa, com certeza, quando bem aplicado. Mas além disso gente, isso é importante porque é o certo a fazer.

Precisamos deixar um pouco de lado esse pensamento tão centralizado no eu e voltarmos para o nós. Somos seres sociáveis, não é da nossa natureza o individualismo, então vamos trazer isso para nosso trabalho e nossas empresas também, está bem?

Assim encerro essa reflexão e eu espero que ela tenha te ajudado de alguma forma. Vou deixar na descrição algumas referências sobre isso pra você se aprofundar se quiser. 

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Capitalismo Consciente - Eliane Davila