Enxergar em 360 graus. Isso é posssível?

Hoje me levantei me perguntando como ampliar minha capacidade de enxergar, com clareza, o mundo? Como pensar de forma mais clara sobre meus projetos? Como posso construir relacionamentos mais duradouros? Enfim, como encontrar as respostas que preciso para entender melhor o mundo em que eu vivo?

Dizem que você pode enxergar em 360 graus. Seria isso realmente possível?

Sim!!!! Vou contar como cheguei a esta conclusão.

Fiquei pensando…. como poderia eu enxergar em 360 graus se eu tenho apenas dois olhos? Claro que isso não seria possível se eu utilizasse apenas os olhos para enxergar.

Neste sentido, posso dizer que também enxergamos quando nós ouvimos e sentimos a energia do outro e em tantas outras formas de perceber que estão condensados no que chamo intuição.

O ser humano é complexo e completo! Que maravilha é esse nosso corpo e essa mente que nos dão a possibilidade de enxergar em tantas dimensões o nosso mundo.

Estar mais atento a si e ao outro não é coisa muito fácil. Hoje, posso dizer, sou uma pessoa mais madura, mais vivida e dar espaço às diversas manifestações do mundo me deu mais equilíbrio e discernimento. Assim, com essa maneira mais abrangente de enxergar, vamos nos construindo como seres humanos.

Enxergar, nesse sentido mais amplo, nos faz mais empáticos, principalmente quando sentimos a importância do outro e o seu ponto de vista. Em um mundo onde vejo as pessoas muito voltadas à competição, eu me pergunto, ” onde está a colaboração?

Onde eu posso mostrar meus talentos e realmente ser útil no que faço para melhorar o mundo e inspirar outras pessoas? Preste atenção aos sinais e permita-se enxergar em 360 graus. Isso lhe dará maior assertividade nos relacionamentos e em seus empreendimentos.

Seja inclusivo e respeite a diversidade humana no mundo.

#pensar #empreendedorismo #vida

Eliane Davila

PhD em Processos e Manifestações Culturais

Mentora de Negócios e Carreira

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Você faz o que ama?

A reflexão que deixo a vocês é um convite para repensar sobre sua vida. Se você não está feliz! Mude, ainda temos tempo!!

Se você está feliz com o que faz, está, com certeza no caminho certo. Talvez falte a você aprimoramento na atividade, conhecimento técnico e algumas habilidades a serem desenvolvidas, mas a sua alma estará em paz.

Posso dizer, por experiência própria, a diferença que isso faz na vida da gente!

Depois de algumas transições de carreira, me sinto mais livre, mas conectada com meu verdadeiro propósito. Desfrutar desse estado de flow, isto é, um estado mental que acontece realizamos uma atividade que nos sentimos totalmente potencializados de energia, prazer é gratificante.

Sou uma eterna aprendiz. Meus títulos conquistados com muita dedicação são importantes, mas não me definem na minha totalidade. Sou um ser humano que quer buscar coisas novas, repensar, resignificar e fazer o melhor, todos os dias.

Sou uma cidadã do mundo, sem medo de mudar, de trocar de opinião e de carreira de novo.

O que quero é seguir o fluxo, estar em movimento para poder desfrutar, junto das pessoas que amo, dessa linda jornada que é a vida. E você? Busque dentro de você suas respostas. Essa é a chave!

#mudança #novasoportunidades #abertoaonovo #inovar #criar #almaleve

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Por que empreendedores procuram mentoria de negócios?

O que é mentoria de negócios? Como eu posso me desenvolver na jornada empreendedora por meio da mentoria? Saiba tudo sobre esta atividade que valoriza a aprendizagem e a autonomia do(a) empreendeor(a). Saiba mais o porque os empreendedores deveriam procurar a mentoria de negócios.

Mentoria de Negócios - Eliane Davila
Mentoria de Negócios – Eliane Davila

A reflexão do primeiro texto de 2021 não poderia ser mais importante para quem empreende. Laçar-se ao mundo do empreendedorismo é sempre uma aventura maravilhosa, mas é um mundo de incertezas e de desafios.

Não é glamuroso, requer muito trabalho e tomada de decisões. Essa é a vida de quem empreende com negócio próprio ou quem atua no intraempreendedorismo!

No entanto, eu penso que a vida do ser humano pode ficar mais leve se tomamos decisões mais assertivas em nossa vida pessoal e empreendedora.

Por mais de 20 anos trabalhei como intraempreendedora em grandes instituições financeiras. Aprendi muito com essa área no que tange a criar bons relacionamentos com o cliente e auxiliá-los na missão de oferecer um produto financeiro mais adequado ao crescimento das suas empresas ou em projetos individuais.

No início de minha carreira, eu nem sabia exatamente que meu trabalho com meus clientes tinha muito do que hoje chamamos de Mentoria. Mas afinal, o que é mentoria?

1. O que é Mentoria de Negócios?

Os mentores, na realidade, são profissionais que já trilharam muitos caminhos e que podem nos auxiliar no conhecimento de alguns ou obstáculos e desafios que podem surgir ao longo da jornada empreendedora.

Os mentores ou as mentoras de negócios já viveram diversas experiências, acertaram e erraram, e com isso podem contribuir para nos mostrar os caminhos compartilhando seus conhecimentos.

Conforme a ABMENAssociação brasileira de mentores de negócios , a função dessa associação é “comunicar à sociedade o papel do mentor e sua influência para a maturidade dos negócios”.

Assim, como membra de associados dessa instituição, corroboro com essa ideia de que a mentoria pode ser um divisor de águas na maturação dos nossos empreendimentos.

É importante deixar claro que o mentor de negócios é orientado para provocar melhorias no negócio que o empreendedor ou empreendedora desenvolve. A mentoria também pode ser para o ser humano que empreende, que nós chamamos de mentoria pessoal.

Além disso, um mentor de negócios não é um coach e nem um consultor, pois diferente nessas profissões, a mentoria de negócios procura provocar respostas no próprio empreendedor/a, ou seja, o mentor de negócios não trará as respostas para o empreendedor/a, fará provocações e auxiliará na busca da melhor alternativa para o seu negócio.

Contudo, o mentor/a não dará as respostas para o empreendedor/a. A busca da melhor decisão virá do empreendedor/a com perguntas provocativas do mentor. A ideia aqui é tornar o empreendedor/a mais autonômo/a e empoderado/a para exercer suas atividades profissionais.

2.Por que é tão importante ter mentoria para negócios?

Quando penso na importância de se ter um mentor ou mentora de negócios, logo me vem à cabeça a questão de pensar que outra pessoa pode me ajudar a ver o mundo sobre outras lentes. Isso é ótimo!

Posso comentar com vocês que estar aberto ao novo e às novas perspectivas de entender e agir neste mundo é o primeiro passo. Aqui a questão não é de estarmos com os olhos fechados ao que nos rodeia, mas estarmos, muitas vezes, não enxergando, com toda a clareza, as oportunidades e as limitações que são impostas aos nossos empreendimentos.

Além disso, a experiência do/a mentor/a pode trazer novas perspectivas e novas conexões que o farão repensar o seu negócio ou realmente tornar mais claro a sua escolha. As minhas experiências como mentora podem ser compartilhadas e, dessa forma, servir para que o meu mentorado ou minha mentorada tome a decisão mais assertiva possível.

Lembro quando eu comecei a trabalhar, aos 17 anos, eu já tinha pessoas que me auxiliavam na tomada de decisão e essa prática foi fazendo parte da minha carreira profissional.

Com meus clientes, eu acabava reproduzindo o serviço que recebia dos meus mentores pessoais , mas que de alguma forma, eu adaptava para auxiliar meus clientes.

Na verdade, naquele tempo, eu era gerente de relacionamento de clientes, mas a mentoria acabava se misturando às práticas de atendimento ao cliente e nas possíveis ofertas de produtos .

Acredito que quanto mais a gente se conhecer melhor e aproveitar as oportunidades de se conhecer, mais próximos estaremos de nós mesmos. Aqui sugiro outro texto que escrevi que fala de conhecer a nós mesmos. Leia o post “A busca de si na jornada empreendedora (https://www.elianedavila.com/a-busca-de-si-na-jornada-empreendedora/).

3. Como funciona o kick off da mentoria?

Mentoria de Negócios: abordagem socrática para o  desenvolvimento dos negócios
Mentoria de Negócios: abordagem socrática para o desenvolvimento dos negócios

Olha só, devo dizer que, como um médico ou uma médica, o primeiro passo é ouvir o cliente, pois ele tem alguns sintomas que o aflige, mas muitas vezes não sabe a causa desses sintomas.

Dessa forma, por exemplo, um cliente pode ter uma dúvida ou um problema a resolver, mas não saber exatamente o que originou essa prática e nem as oportunidades para solucioná-lo.

Chamados isso de anamnese em medicina, mas, em realidade, a analogia serve muito bem para nosso trabalho de mentoria. O profissional de mentoria de negócios tem uma missão de descobrir o que pode estar acontecendo e provocar as reflexões adequadas para que o mentorado encontre suas próprias escolhas.

É importante destacar que o Mentor ou a Mentora de Negócios que, assim como eu, são associados à ABMEN, possuem um método a ser seguido durante a seção de mentoria, com início, meio e fim. Assim, você que contrata um profissional de mentoria, tenha sempre em mente que existem diversos profissionais no mercado e buscar um profissional qualificado é sempre a primeira coisa a ser feita. Busque um profissional certificado para lhe ajudar na jornada empreendedora.

O principal método disponibilizados pela ABMEN sugere uma mentoria socrática, fudamentada na filosofia de Sócrates, que inspira o mentorado a encontrar suas próprias respostas. O mentor ou a mentora está à serviço do mentorado, facilitando o processo de encontro dessas respostas.

4. Quem é o mentor ou a mentora de negócios?

Como já comentei antes, o mentor ou a mentora é aquele que inquieta o mentorado, ou seja, aquele o que faz pensar e encontrar soluções diferentes e novas oportunidades, assim como, proporciona conexões e interações com o ecossistema que o empreendedor ou empreendedora está inserido/a.

Além de ter um bom método de trabalho, o mentor ou a mentora deve ter um networking bem amplo para poder apresentar novas conexões ao mentorado/a no que tange a parcerias e oportunidades no ecossistema.

Além disso, o/a mentora de negócios deve ser aquele profissional que tem experiência de mercado e que pode trazer, por meio de exemplos já vivenciados, algumas reflexões importantes para que o emprenededor/a possa tomar a decisão mais assertiva no seu negócio. Saliento que a tomada de decisão é do/a mentorado/a mesmo! Mentores não tem fórmulas prontas e não decidem pelo/a mentorado/a. A proposta é trazer aos mentorados uma visão de fora, uma forma de enxergar seu negócio sob outro ângulo.

Outro ponto que eu gostaria de destacar é a importância de utilizar ferramentas disponíveis no mercado para, por exemplo, descobrir o modelo de negócio do/a mentoriado/a. Existem diversas ferramentas, técnicas, procedimentos, metodologia, oportunidades para sermos mais criativos e escolhermos nossa melhor trilha no nosso negócios.

Dessa forma, ao contratar um profissional de mentoria de negócios, verifique se ele/a é qualificado/a, certificado/a nas áreas que você precisa de alguma mentoria. Aqui também sugiro o portfólio da ABMEN Academy para quem quer se especializar em mentoria.

Além disso, acredito que a empatia com o mentorado ou mentorada é fator decisivo para que a seção flua de forma mais produtiva e assertiva.

A mentoria de negócios auxilia no desenvolvimento humano e na construção de empreendimentos mais sustentáveis.
A mentoria de negócios auxilia no desenvolvimento humano e na construção de empreendimentos mais sustentáveis.

5. Conclusão

O/ A empreendedor/a busca a resolução de algum problema no seu negócio na mentoria. Busca uma visão diferente para complementar seu pensamento.. A jornada empreendedora não é solitária, como muitos pensam. Contratar um mentor ou uma mentora pode tornar mais leve essa trilha em busca de melhorias nos seus negócios.

Normalmente, o mentorado ou mentorada acredita que poderá sair de uma seção de mentoria com a solução para os seus problemas, mas nem sempre isso acontece. A mentoria não é receber as respostas prontas. Confesso que, muitas vezes, nas minhas seções de mentoria, eu saia cheia de ideias, mas sem ter tomado a decisão final. Isso é super normal mesmo porque o mentor ou mentora vai fazer perguntas provocativas que vão fazer com que muitas ideias venham à sua mente. Muitos insigths , refexões e muito conhecimento são gerados a partir de uma seção de mentoria. qualificada. Os mentores, de forma geral acabam sendo pessoas inspiradoras para os mentorados.

Conforme a ABMEN, na mentoria de negócios os “profissionais de mentoria somam suas experiências e competências colaborando positivamente para o desenvolvimento sustentável do ambiente de empreendedorismo e para a economia como um todo“.

O empreendedor ou a empreendedora, pode ter certeza, de que procurar uma mentoria de negócios para trazer atalhos para sua jornada empreendedora irá agregar muito no processo de aprendizagem.

Todos nós, empreendedores sabemos do desafio grandioso que é estar empreendendo é , muitas vezes, seguir em uma estrada obscura e, dessa forma, a mentoria pode auxiliar o empreendedor ou a empreendedora a se preparar para essa caminhada, tomando as decisões mais assertivas para o seu negócio. Em cada seção, o empreendedor ou empreendedora deve sair com um plano de ação orientada para a busca de melhorias no seu negócio.

O caminho do desenvolvimento é árduo, mas com a mentoria ele pode ficar mais leve. Caso tenha gostado da ideia de realizar uma seção de mentoria, não deixe de me contatar. Eu ficaria muito feliz em poder agregar valor a você e ao seu negócio.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

#mentoria #mentor #mentora #empreendedor #empreendedora #empreendedorismo #decisão #autoconhecimento


A busca de si na jornada empreendedora

Hoje acordei com vontade de escrever! Olha que coisa mais linda! Uma experiência que me deixa muito feliz por saber que posso impactar alguém com minhas palavras.
Sou estudiosa do empreendedorismo! Sou pesquisadora do empreendedorismo feminino e tenho muito orgulho de já ter estudado, por muitos anos, essa temática fascinante.Assim, tenho privilégio de compartilhar com vocês meus pensamentos e ideias.
Eu penso que essa reflexão conecta a jornada do Eu empreendedor/a e a jornada empreendedora. É pouco incomum falar assim, de um assunto que vai além da atividade profissional. O que quero compartilhar é que a jornada empreendedora inicia com a busca da nossa identidade.
Digo isso porque falar sobre identidade é falar sobre fonte de significados, de crenças e valores que construimos ao longo do tempo.
Todos nós almejamos o encontro conosco mesmos e isso faz parte da jornada humana de alinhamento com nossa essência.Mas não é tão simples assim, esse tal encontro com nossas fraquezas e sombras, além das nossas potencialidade.
Dar luz às nossas potencialidades é muito fácil, mas reconhecer que somos imperfeitos e temos fraquezas. A vulnerabilidade, como diz, Brené Brown, não é sinônimo de fraqueza, mas de autenticidade, conexão e coragem.
O mais lindo de tudo isso é a busca de nós mesmos!
Empreender tem tudo a ver com esse pensamento, pois nos lançamos aos nossos sonhos e, neste processo, nesta jornada, nos expomos , erramos, acertamos e vamos buscando nossa essência como ser humano.
Que linda travessia estamos realizando na jornada empreendedora. Cada um de nós, a sua maneira, vai encontrando, nesta travessia, um sentido para empreender.
Isso também tem a ver com nossa busca pela felicidade, tem a ver com nossa fome por conhecimento, autoconhecimento e criatividade.
Tenho a mania de conectar muitos assuntos quando falo em empreender, mas na realidade, o empreendedorismo não é uma disciplina, mas um campo de conhecimento que se abre para diversos saberes e ligações.
Ao conectar muitos conhecimentos, muitos conceitos de empreendedorismo aparecem. É isso mesmo! Porém, empreender, na minha opinião é bem simples: colocar uma ideia em ação.!!! E com essa ideia, venho me descobrindo como ser humano.
Lindamente, a travessia pelo empreendedorismo vai dando visibilidade à pessoa que empreende! Vai revelando seus dons e suas potências. Me orgulho muito por sempre buscar mostrar este lado humano do empreendedorismo.
A inovação é importante,mas quando percebemos que as empresas são pessoas, nada melhor que se abrir abri para este caminho de autoconhecimento.
Sou entusiasta da humanização das empresas e considero o empreendedor e a empreendedora como agentes de transformação e que impactam o seu entorno.
Tenho vivido algumas experiências, escutando histórias de empreendedores,nesta pandemia, e posso dizer que se o ser humano que empreende não estiver bem, seus negócios não irão bem também.
É como aquela ideia de que em caso de despressurização, máscaras cairão na sua cabeça e você deve colocá-las primeiro em você e depois nos outros. Siga sua jornada e cresça como ser humano.

#capitalismoconsciente #pessoas #humano #humanidade #transformação #mudança

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Sustentabilidade e empreendedorismo: quebrando paradigmas

Hoje a reflexão parte do princípio de que estamos desconectados com a natureza. A sustentabilidade tem relação com a manutenção da vida humana no planeta. Digo que estamos desconectados porque vivemos em um mundo ainda com tantas desigualdades sociais e falta de cuidado com o planeta. Muitas pessoas que se dedicam ao empreendedorismo não levam em conta a sustentabilidade em suas condutas. Parece que a racionalidade humana deixou as pessoas distantes do que as constitui. Vivemos em um turbilhão de fragmentações: eu e os outros, eu e o planeta, eu…, eu… e mais eu.

Pensar que sustentabilidade tem a ver com a manutenção da vida no planeta requer a quebra de paradigmas. O comportamento do ser humano levou a humanidade à destruição, à morte, às guerras, às desigualdades e ao pensamento individualista. Nossa falta de conexão com a natureza e com o pensar sustentável, levou mais crianças a citarem tipos de Pokémons a nomearem as principais espécies de animais existentes no planeta terra.

Curiosamente, com este distanciamento da natureza, há um distanciamento de si, ou seja, cada vez mais estamos mais racionais e menos sintonizados com o nosso sistema biológico. Distanciar-se do que nos torna mais vivo é o que acontece na maioria das sociedades e isso contribui para que o ser humano se distancie da sua própria essência.

Dessa forma, o pensar racional que não considera as diversas dimensões humanas nos afasta do conceito da sustentabilidade . A sustentabilidade inicia com o olhar interno, identificando o tipo de mindset que temos frente ao mundo. É interessante, que observando a humanidade, ao longo do tempo, as pessoas amadureceram, cresceram, evoluíram, desconectaram-se e adoeceram.

Estamos em um momento que necessitamos fazer a jornada de cura interna para que nossas ações empreendedoras estejam conectadas com a sustentabilidade.

Perceber que o pensar sustentável no empreendedorismo inicia, dessa forma, com a jornada interna, do empreendedor e da empreendedora, na quebra de seus próprios paradigmas. Enquanto não houver conexão com nós mesmos, a sustentabilidade, em nossos projetos e empresa, estará no campo discursivo. A prática da sustentabilidade dentro de nossos negócios é uma consequência das nossas visões de mundo e de nossas atitudes. As ações sustentáveis no empreendedorismo sugerem que essa perspectiva faça parte das estratégias das empresas, assim como estejam incorporadas na cultura organizacional.

Pensar a sustentabilidade como um sistema orgânico, que conecta as pessoas à vida e à resignifição dos nossos posicionamentos, no empreendedorismo, é acreditar que a sustentabilidade relaciona-se com o princípio do equilíbrio que gera qualidade de vida para as pessoas e para todos os que se relacionam com nossas empresas. A sustentabilidade e o empreendedorismo devem estar conectados.

Termino esta reflexão dizendo que a quebra de paradigma para o desenvolvimento sustentável, nos nossos projetos, parte do nosso protagonismo em equilibrar nosso olhar empreendedor, frente ao desenvolvimento socioeconômico, político e cultural ligado à preservação do meio ambiente, no intuito de construir um mundo melhor para todos nós. Desenvolver a sustentabilidade nos leva a satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer as gerações futuras.

O empreendedorismo, a partir dessa reflexão, pode ser aplicado para definir projetos que combinam a geração de riquezas com o desenvolvimento consciente do meio social e ambiental. Pense nisso e ótimos negócios!

#sustentabilidade #empreendedorismo #paradigma #capitalismoconsciente

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Dimensão humana nas organizações: reflexões sobre pessoas e empresas

Essa última semana eu fiz um post nas redes sociais que falava sobre a indissociabilidade da pessoa que empreende e do seu empreendimento.

Isso mesmo! No mundo corporativo existe humanidade. Existem sentimentos, afetos e emoções. O que ocorre é que, a maioria dos empresários, não considera todas as dimensões humanas dentro das organizações. É muito incoerente isso: fragmentar o ser humano como se pudéssemos separar a persona profissional da pessoal.

Eu lembro, lá nos anos 90, quando iniciei minha carreira profissional, em um dos primeiros trabalhos que realizei, meu líder me disse: “Eliane, aqui você deve “vestir a camiseta” e seus problemas pessoais devem ficar em casa”. Ouvi essa frase e pensei: como vou realizar essa demanda de me fragmentar em profissional e pessoal? Como eu faço isso?

Essa frase seguiu comigo desafiando minhas crenças e me instigando a repensar sobre os modelos de gestão tão cruéis com os colaboradores. Na verdade, estas reflexões são fundamentais para qualquer empresas ou empresário/a. Não é possível adiar mais esta pauta! É agora!

1.1 Começando a mudar

Lendo o livro Empresas que Curam, de Raj Sisodia & Michael Gelb, me levou a reavivar esta conversa com você, caro/a leitor/a. O livro traz uma série de histórias de empresas que inspiram e que estão tornando possíveis feitos maravilhosos no mundo corporativo. Como já falei em outras reflexões, o protagonismo das instituições é fundamental para vermos as mudanças acontecerem, na prática.

A história do capitalismo não foi a coisa mais linda de se ver. Muitas ações foram realizadas em prol do desenvolvimento econômico e social , mas entendo que, entre tantas coisas, a visão mais humanizada nas organizações ficou negligenciada, trazendo influências marcadas pela violência, imposição, poder, competição e egoísmo.

As influências tóxicas do meio corporativo deixaram marcas e sofrimento nas pessoas”.

O ethos da maioria das instituições mostram empresas que correm muito atrás do lucro e desconsideram as outras relações possíveis dentro desses ambientes. Este é o mundo que você quer deixar para a prosperidade?Qual o legado de sua empresa? Ganhar dinheiro?

1.2 Elevando a consciência

Será que não temos outra maneira de nos relacionar nas organizações? Será que pessoas e organizações não são a mesma coisa? Claro que sim! Não tenha dúvida!

Empresas são pessoas, clientes são pessoas, stakholders são pessoas e a comunidade são pessoas. Esta é a chave para a elevação da consciência. A dimensão humana, por muito tempo esquecida, está retornando, aos poucos, para a relevância necessária dentro das empresas.

Percorrendo algumas literaturas sobre os negócios e lideranças, como comentam Sisódia e Gelb, existem livros que reforçam a sociopatia nos negócios. Uma sociopatia que considera a empresa sem as pessoas. Uma ideologia que torna o ambiente corporativo repleto de competição, guerras de poder e vaidades. Neste tipo de ambiente fica difícil valorizar as pessoas. Falta confiança e respeito mútuos.

Um líder lidera pelo exemplo e não pela força . Essa é a minha perspectiva também. Líderes tomam decisões difíceis, mas as tomam de forma consciente , com benevolência e gentileza em um equilíbrio entre a tenacidade e a sagacidade diz Sisodia e Gelb.

“É preciso entender que é possível promover crescimento nos negócios e servir à sociedade e ao planeta. Isso é recuperar a sanidade no mundo corporativo”.

A elevação da consciência está em acreditar firmemente que se melhorarmos a vida das pessoas que trabalham com a gente e focarmos na busca de melhorias para a nossa comunidade, encontrando soluções sustentáveis, estaremos em sinergia com nossos consumidores, sociedade e funcionários, nosso acionista vai ter resultados consistentes nas nossas empresas.

1.3 Empoderando pessoas

A missão da empresa também deve ser empoderar as pessoas. Essa atitude também as fará gerar lucro!! As empresas devem ter responsabilidade moral com cada indivíduo. Hoje, sabe-se que este posicionamento de gerar riqueza e beneficiar a todos que são impactados pelas nossas organizações. Isso é possível!

Uma liderança realmente humana é medida pela forma como curamos e empoderamos as pessoas. Tudo que acontece no mundo é responsabilidade nossa. Todo o desrespeito com o meio ambiente, com as desigualdades sociais e de gênero originaram-se da lacuna de humanidade cada ser humano.

As organizações podem fazer algo diferente! As empresas podem ser protagonistas de uma transformação social”.

O mesmo olhar que temos para geração de lucros, é o mesmo olhar que precisamos ter com as pessoas. Sabemos que o que precisamos é o equilíbrio. Sabemos que esse olhar para as pessoas reduzirá o sofrimento humano, pois em grande parte das empresas, vemos a doença, o stress e a falta de qualidade de vida.

Empoderar pessoas é construir caminhos possíveis para que ela se desenvolva“.

É pelo trabalho que desenvolvemos nossa identidade e nos tornamos capazes de exercer nossa autonomia em uma perspectiva biosocioantropológica do ser humano.

É hora de favorecer nossa vida e a da vida das pessoas que trabalham com a gente. É hora de acreditar que nossas empresas são pessoas e que elas precisam estar bem para apoiar nosso propósito maior, em uma cultura mais consciente e com líderes mais humanizados. A sociedade, os stakeholders e o nosso planeta precisam de nós, empresas que tornar a transformação mundial possível.

#capitalismoconsciente #pessoas #humano #humanidade #transformação #mudança

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

O que é Estado de Presença na liderança organizacional?

Começo esta reflexão dizendo que a liderança organizacional é uma das temáticas que vem me acompanhando na minha trajetória profissional desde que iniciei no mundo corporativo e na minha carreira acadêmica.

Sempre gostei de buscar nas lideranças que trabalharam comigo, atitudes e comportamentos que eu pudesse me inspirar. A inspiração é uma forma amorosa de trazer amor. Uma liderança inspiradora precisa ser construída em uma base forte. Precisa estar conectada com o momento presente.

Assim, hoje vamos falar sobre o estado de presença. O que é este conceito e como ele pode ser vinculado às lideranças organizacionais?

Partindo da perspectiva do Livro, Liderança Shakti, o estado de presença é definido como um estado de consciência do momento presente. É um estado de “flow” onde acessamos o equilíbrio, completude, conexão interna e externa com o nosso entorno. É uma interconexão que vai além do nosso mundo, indicando uma ligação com nossa essência interior. Em estado de presença estamos plenos, flexíveis e congruentes.

Estar em estado de presença nos direciona à pensar que as lideranças, estão em plena disponibilidade para seus colaboradores, além disso, o conceito também permeia a ideia que você, como gestor/a, não tem nada a temer, nada a defender e nada a promover. É só você em estado de presença!

Uma das observações mais relevantes para mim, na leitura do Livro Liderança Shakti, foi entender que este estado de presença nos leva à unicidade, ou seja, no estado de presença eu sou eu mesma. Este é o estado natural, onde posso estar alegre porque posso ser o que realmente devo ser no mundo.

Os líderes conscientes são responsáveis por servir ao propósito da organização criando valor para todos os seus stakeholders e cultivando uma Cultura Consciente de confiança e cuidado. Os aspectos relevantes para essa competência incluem a confiança, o equilíbrio e determinação. O cultivo da presença possibilita o desenvolvimento de líderes mais carismáticos, que possuem um magnetismo singular e que possuem influencia sobre os outros. Em estado de presença, o líder encontra clareza e energia em uma linguagem corporal e verbal inspiradora.

As organizações desejam líderes para que tenham o estado de presença desenvolvido. Os líderes devem ser capazes de projetar confiança carismática, mas esta competência deve estar intrinsecamente ligada ao estado de presença.

Posicionamentos genuínos, na liderança organizacional, devem estar conectados com nosso Eu interior. Caso contrário, estaremos usando as máscaras que as influências externas nos disponibilizam para construção de uma persona que não é realmente quem somos.

Dessa forma, o líder deve ser exatamente a pessoa que ele é . Esta é a chave para a construção de lideranças mais conscientes nas organizações.

Percebemos o quão difícil é estar nesse estado de presença. Somos, a cada minuto, chamados a estamos em piloto automático. Realizamos as atividades, conversamos com as pessoas, mas na verdade, não as sentimos e nem as escutamos de forma genuína. A busca pelo estado de presença requer uma vigília constante.

O desenvolvimento do estado de presença requer um cultivo desta vigília e a prática diária do restabelecimento do equilíbrio interior. Uma das práticas mais eficazes para cultivarmos a presença é colocarmos limites adequados às nossas relações. Normalmente, as tendências femininas do ser humano, e aqui lembramos que, não estamos falando de gênero, deixam as pessoas mais abertas aos relacionamentos e com isso, estão mais expostas à dependência. Por isso reforço a importância da vigília constante.

Como um elefante que sempre esteve preso em uma corrente, quando o soltam, a tendência é ficar condicionado a estar no mesmo espaço. Assim, nós humanos, também podemos correr o risco de aceitar que nossas limitações, nossa liberdade e nosso potencial somente existam em nossas mentes. Somente quando estamos realmente presentes é que podemos transcender essas restrições pessoais e ir em busca da felicidade e das realizações que desejamos.

O estado de presença leva você à consciência. Um lugar que não é estático, mas uma dinâmica criativa que cria, preserva, destrói e recria. Nossas chances de acertar, em atitudes e comportamentos, no processo de liderança são muito maiores se estivermos neste estado de consciência pleno.

É preciso honrar quem você verdadeiramente é . É preciso prazer em tudo que se faz. Agir com a alma, este é o chamado do estado de presença a todas as lideranças organizacionais.

#liderança #liderançashakti #liderar #presença #pilares #alma #organização

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Elevação da Consciência Empresarial: orientação para stakeholders

Vivemos, todos nós, em uma época diferente. Vivemos em um momento histórico onde se faz um esforço para pensar em reflexão, em ressignificação e em construir um nosso sistema econômico mundial.

A ideia deste pensar nos leva a crer que a jornada do capitalismo até aqui nos trouxe mais problemas do que soluções. Houve um certo descuidado com o ser humano, com a sustentabilidade e com planeta.

É fato que precisamos redesenhar nossas relações empresariais com nossos funcionários, clientes, fornecedores, comunidade e todos aqueles que se relacionam com o nosso negócio.

Outro dia me perguntaram, mas Eliane, como é possível, em meio a uma crise pandêmica, pensar ou ajustar essas relações? Como posso pensar em elevar a consciência empresarial neste momento em que muitas empresas estão apenas sobrevivendo?

Gostaria de comentar que são, nos momentos de crise, que as oportunidades de mudanças surgem. Sabemos que nem todas as pessoas e empresas estão em um nível de consciência semelhante e com isso, posso dizer que mudanças são processuais e exigem um certo tempo de maturação e respeito às pessoas e às organizações. A mudança e a elevação de consciência vão acontecer no tempo de cada ser humano e no momento do despertar empresarial. O meu papel e e todos que queiram elevar a consciência das corporações, é de fornecer subsídios para a redefinição do propósito maior que valorize a ética, o amor e que proporcione maior resiliência às organizações.

O pensamento do acionista deve ir ao encontro de estratégias mais sustentáveis e da longevidade empresarial, com um cunho de responsabilidade social.

As empresas são pessoas e as relações com nossos funcionários devem ser revisitadas diariamente. O nosso cliente é o que proporciona o existir empresarial, gerando receita e mantendo a empresa viva. Assim, um olhar mais atento aos funcionários, automaticamente reflete no melhor atendimento do nosso cliente.

É o momento de pensar em sustentabilidade nos nossos negócios e quando em falo em sustentabilidade, o conceito vai muito além do meio ambiente. As nossas relações no mundo corporativo devem favorecer o desenvolvimento humano, ou seja, o desenvolvimento e a manutenção da vida humana no planeta. Penso que nossas atitudes devem seguir os preceitos de satisfazer as necessidades de hoje e não impactar a geração futura, para que haja realmente a manutenção da vida.

Assim, acredito que reflexões sobre um novo modelo econômico saudável deve permear as dimensões econômicas, sociais e ambientais, culturais territoriais e políticas. Milton Friedman, a mais de meio século, dizia que as empresas deveriam fornecer lucro ao acionista. O conceito por si só não está errado, porém esse conceito não se mostrou muito eficaz, pois não contemplou o olhar sistêmico e sustentável da vida humana. Funcionários, fornecedores, comunidade e o planeta ficam, na maioria dos casos, em segundo plano, o que causou injustiças e escassez de recursos na natureza.

A orientação ao stakeholders como uma possível estratégia de gestão empresarial, requer ações que impactem o meio ambiente, a sociedade e que sejam legitimadas por uma governança corporativa. Estamos vivendo uma “crise de uma humanidade que não consegue se tornar humana, diz Edgar Morin.

Na verdade, este movimento todo que está surgindo, com maior intensidade, neste ano de 2020, sugere um pensar distinto sobre todos nós, como atores responsáveis pela transformação interna de nós mesmo e das empresas às quais pertencemos. É preciso reconectar o humano nesta nova maneira de gerir nossas empresas. É preciso, de fato, elevar a consciência empresarial para a construção de um modelo de capitalismo que desenvolva as pessoas e transforme nossas empresas em espaços de (re)conexão com a vida e com todas as dimensões do ser humano.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

A Liderança do “Nós” – Capitalismo Consciente

Quando fiz uma pós graduação sobre gestão de serviços, em 2001, meu professor, Kleber Nóbrega, dizia que o novo líder é uma pessoa que servia ao propósito da empresa e às pessoas que liderava. Eu me desenvolvi nessa escola da cultura do “Nós” à cultura do “Eu”.

Vivi muitas experiências profissionais. Reconheci muitos líderes que tinham essa filosofia na sua liderança. Ao mesmo tempo, durante este período de quase 20 anos, percebi que a maioria das empresas não tomou consciência da diferença que faz um líder ou uma líder com estes posicionamentos voltados ao “servir”.

O movimento do Capitalismo Consciente também valoriza as pessoas e diz não à cultura do “Eu”. Parece fácil falar, mas, na verdade, colocar em prática essa metodologia requer um nível de consciência da liderança organizacional que vai além da performance da empresa.

O propósito maior da empresa é incorporado pela cultura da organização, mas quem coloca este processo dinâmico em sinergia? As pessoas!! Tudo inicia na dimensão relacional nas organizações, afinal, como já havia comentado em outra reflexão: empresas são pessoas.

Assim, muitas lideranças organizacionais se deparam com diversas maneiras de liderar. Estamos em um momento de transição conceitual e estamos reinventando o que seja a verdadeira missão de uma liderança organizacional consciente.

O que deve ficar claro é que a definição de liderança não é mais aquela hierárquica onde encontramos alguém que manda e outro que obedece. A liderança é muito mais ampla e não pressupõe essas relações estruturais dentro das organizações. Liderar é a missão de todos dentro das empresas. Liderar é colocar o nosso protagonismo em ação em prol de um propósito comum.

Encontrei nas minhas visitas às empresas, muitas vezes, um certo êxtase, sobre as questões da tecnologia, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, etc. Acredito que a tecnologia é apenas mais um meio para que a sobrevivência da organização. A liderança organizacional deve sim dominar as ferramentas tecnológicas, mas é preciso que novas janelas se abram e novas formas de relacionamentos se concretizem para que a mudança de paradigma aconteça.

A visão de uma liderança consciente perpassa pelo conceito de servir! Sim! Servir às pessoas que se relacionam com nossas empresas, com nossos colaboradores e com a sociedade em que estamos inseridos. O que precisamos saber é que o reflexo de empresas mais conscientes é de lideranças mais conscientes. Dessa forma, penso que você esteja me perguntando sobre quais as competências que necessito ter para construir uma liderança mais consciente na minha empresa?

Não gosto muito de nomear padrões ou arquétipos preestabelecidos, mas algumas sugestões eu posso citar aqui para você no intuito de vivenciar uma liderança mais integral e consciente. Sabe-se que “Liderar envolve criar contextos para que as pessoas ampliem a sua compreensão sobre a realidade, permitindo que elas possam construir um futuro melhor. Liderar é criar novas realidades”. ( JOSEPH JAWORSKI)

Uma das competências que o capitalismo consciente sugere é a autoconsciência. Trata-se de compreender os valores, respeitar os limites com as pessoas, no intuito de cuidar da sua vida e da vida dos outros de forma criativa e não reativa. Outro ponto é a integridade, isto é, lideranças conscientes são atentas às palavras que proferem. Cuidam para que o seu discurso não seja incoerente com sua prática.

A competência da flexibilidade cognitiva pode contribuir para o domínio das próprias emoções e permite lidar com os conflitos com mais resiliência. Além disso, pode-se dizer que é importante que se tenha uma comunicação empática, construindo equipes que se comunicam com clareza em seus posicionamentos verbais e escritos, mantendo relações amistosas e equilibradas.

Uma competência valiosa é a inteligência relacional que traduz a possibilidade de navegar com respeito e compaixão pelos sentimentos pessoais de cada um. Construir relacionamentos de qualidade e de gerar espaços de presença genuína é fundamental para todos os que se aventuram pela liderança consciente.

A criatividade também é indispensável para a resolução de problemas complexos, acolhendo as pessoas e situações de forma empática.Além disso, a influência inspiradora é outra competência fundamental neste momento em que vivemos. A capacidade de liderar pelo exemplo gera profundo engajamento e que conectam as pessoas incentivando-as a serem suas melhores versões.

Saber compartilhar o propósito maior da organização, engajando o time com clareza e assertividade é outra competência fundamental, na minha opinião. Portanto, retomando o início desta reflexão, estamos na era do Servir, de reconhecer limites, de desenvolver as pessoas, congregando o negócio e todos os stakeholders em uma visão ampla e comum.

Liderar é uma arte! Eu sou apaixonada por essa temática e com essa inspiração, eu convido a todos e a todas para refletirem sobre como está o nível de consciência das lideranças em suas organizações. Acredito que estamos a caminho de vivenciar um novo modelo de liderança mais humanizada e que possa, efetivamente, colaborar para um mundo melhor e para a construção de empresas em meio a um novo modelo de capitalismo.

#capitalismoconsciente #liderançaconsciente #propositomaior #culturaconsciente #stakeholders #

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEM

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Transformar a cultura organizacional em uma potência da empresa. Isso é possível?

Primeiramente, gostaria de comentar que nossas empresas estão em plena transformação. O mundo está mudando e quando se fala em cultura organizacional o jeito de conectar nossos funcionários e shateholders também necessita novos olhares.

Essa “liga” que une as pessoas em um mesmo propósito chama-se Cultura Organizacional. Esse processo que acontece em cada interação com o outro, torna a cultura viva dentro dos espaços organizacionais. Como a autora, Marlene Marchiori, eu acredito muito na existências de várias culturas circulando dentro das organizações, unindo os objetivos pessoas de cada pessoa e o propósito maior neste processo de busca da essência da empresa. A cultura pode gerar longevidade, credibilidade e é o meio de incorporar o propósito maior “nos batimentos cardíacos das organizações”.

Qual empresa não pensa em ter seus funcionários engajados? Qual empresa não quer saber que sua marca é uma das preferidas no mercado? Pois é!! Isso é possível!

A compreensão e incorporação da cultura organizacional, de forma mais profunda, pode influenciar o comportamento dos colaboradores e moldar a imagem corporativa que apresentamos ao público, o que impacta na aceitação e consumo dos nossos produtos e serviços entre outros aspectos.

Além disso, uma cultura do bem, a valorização das pessoas e práticas e estratégias coerente podem elevar o nível de satisfação e bem estar dos funcionários e dos stakeholders. Sabe-se que um ambiente que oportuniza a cura, o amor e o respeito pode elevar o nível de produtividade das organizações.

Outro ponto importante é a questão do engajamento de todas as pessoas em prol do propósito da empresa. Qual empresa não busca ter seus funcionários e parceiros juntos na construção de um objetivo comum? A cultura organizacional é esse elo que pode unir a todos em um bem comum.

Além disso, quando se pensa em construir uma cultura organizacional sólida e do bem, automaticamente teremos maior retenção de profissionais capacitados trabalhando em nossas empresas.

Outro ponto, é a seleção de talentos que também deve estar conectado com a cultura. Existem soluções de mercado,bem interessantes, como por exemplo, a empresa Solucione RH, que criou uma forma de selecionar os talentos das empresas levando em consideração o DNA, a essência da empresas. “Não podemos mais contratar pessoas apenas pelo currículo e uma entrevista padronizada. Afinal, são essas pessoas que vão fazer o seu negócio crescer e prosperar. Com o Solucione RH é possível recrutar e selecionar pessoas através do propósito e da cultura da sua empresa, além de poder criar desafios práticos” ( SOLUCIONE RH, 2020).

A cultura é a base para nossa empresa e agregar mais pessoas e talentos em nossas organizações, isto é, pessoas que se identifiquem com o nosso propósito é fundamental. O mundo mudou e é fundamental que possamos evoluir nas formas de selecionar as pessoas e minimizar o turnover de talentos, aumentando a assertividade na contratação, por meio de comportamentos , valores e atitudes do candidato.

Além dos aspectos que já levantamos nesta reflexão, como todos os benefícios trazidos por uma cultura organizacional positiva e a construção de uma imagem sólida, a cultura é fator essencial para o crescimento estruturado da empresa.

Quando conseguimos incorporar o propósito maior da organização na cultura, criamos grupos mais coesos e que compartilham seus objetivos individuais e constroem juntos o objetivo coletivo da empresa.

Eu percebo um mundo mais humanizado a partir dessa cultura do bem, do cuidado e do respeito às pessoas. Espero que esta reflexão tenha sido positiva para você repensar suas atitudes, seus processos e estratégias empresariais para a construção de um novo modelo organizacional baseado na colaboração, no bem estar e que realizem impactos positivos no mundo.

Eliane Davila

PhD. em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente no Brasil