A Liderança do “Nós” – Capitalismo Consciente

Quando fiz uma pós graduação sobre gestão de serviços, em 2001, meu professor, Kleber Nóbrega, dizia que o novo líder é uma pessoa que servia ao propósito da empresa e às pessoas que liderava. Eu me desenvolvi nessa escola da cultura do “Nós” à cultura do “Eu”.

Vivi muitas experiências profissionais. Reconheci muitos líderes que tinham essa filosofia na sua liderança. Ao mesmo tempo, durante este período de quase 20 anos, percebi que a maioria das empresas não tomou consciência da diferença que faz um líder ou uma líder com estes posicionamentos voltados ao “servir”.

O movimento do Capitalismo Consciente também valoriza as pessoas e sugere a evolução da cultura do “Eu” para a Cultura do “Nós”. Parece fácil falar, mas, na verdade, colocar em prática esse pensamento requer um nível de consciência da liderança organizacional que vai além da performance da empresa.

O propósito maior da empresa é incorporado pela cultura da organização, mas quem coloca este processo dinâmico em sinergia? As pessoas!! Tudo inicia na dimensão relacional nas organizações, afinal, como já havia comentado em outra reflexão: empresas são pessoas.

Assim, muitas lideranças organizacionais se deparam com diversas maneiras de liderar. Estamos em um momento de transição conceitual e estamos reinventando o que seja a verdadeira missão de uma liderança organizacional consciente.

O que deve ficar claro é que a definição de liderança não é mais aquela hierárquica onde encontramos alguém que manda e outro que obedece. A liderança é muito mais ampla e não pressupõe essas relações estruturais dentro das organizações. Liderar é a missão de todos dentro das empresas. Liderar é colocar o nosso protagonismo em ação em prol de um propósito comum.

Encontrei nas minhas visitas às empresas, muitas vezes, um certo êxtase, sobre as questões da tecnologia, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, etc. Acredito que a tecnologia é apenas mais um meio para que a sobrevivência da organização. A liderança organizacional deve sim dominar as ferramentas tecnológicas, mas é preciso que novas janelas se abram e novas formas de relacionamentos se concretizem para que a mudança de paradigma aconteça.

A visão de uma liderança consciente perpassa pelo conceito de servir! Sim! Servir às pessoas que se relacionam com nossas empresas, com nossos colaboradores e com a sociedade em que estamos inseridos. O que precisamos saber é que o reflexo de empresas mais conscientes é de lideranças mais conscientes. Dessa forma, penso que você esteja me perguntando sobre quais as competências que necessito ter para construir uma liderança mais consciente na minha empresa?

Não gosto muito de nomear padrões ou arquétipos preestabelecidos, mas algumas sugestões eu posso citar aqui para você no intuito de vivenciar uma liderança mais integral e consciente. Sabe-se que “Liderar envolve criar contextos para que as pessoas ampliem a sua compreensão sobre a realidade, permitindo que elas possam construir um futuro melhor. Liderar é criar novas realidades”. ( JOSEPH JAWORSKI)

Uma das competências que o capitalismo consciente sugere é a autoconsciência. Trata-se de compreender os valores, respeitar os limites com as pessoas, no intuito de cuidar da sua vida e da vida dos outros de forma criativa e não reativa. Outro ponto é a integridade, isto é, lideranças conscientes são atentas às palavras que proferem. Cuidam para que o seu discurso não seja incoerente com sua prática.

A competência da flexibilidade cognitiva pode contribuir para o domínio das próprias emoções e permite lidar com os conflitos com mais resiliência. Além disso, pode-se dizer que é importante que se tenha uma comunicação empática, construindo equipes que se comunicam com clareza em seus posicionamentos verbais e escritos, mantendo relações amistosas e equilibradas.

Uma competência valiosa é a inteligência relacional que traduz a possibilidade de navegar com respeito e compaixão pelos sentimentos pessoais de cada um. Construir relacionamentos de qualidade e de gerar espaços de presença genuína é fundamental para todos os que se aventuram pela liderança consciente.

A criatividade também é indispensável para a resolução de problemas complexos, acolhendo as pessoas e situações de forma empática.Além disso, a influência inspiradora é outra competência fundamental neste momento em que vivemos. A capacidade de liderar pelo exemplo gera profundo engajamento e que conectam as pessoas incentivando-as a serem suas melhores versões.

Saber compartilhar o propósito maior da organização, engajando o time com clareza e assertividade é outra competência fundamental, na minha opinião. Portanto, retomando o início desta reflexão, estamos na era do Servir, de reconhecer limites, de desenvolver as pessoas, congregando o negócio e todos os stakeholders em uma visão ampla e comum.

Liderar é uma arte! Eu sou apaixonada por essa temática e com essa inspiração, eu convido a todos e a todas para refletirem sobre como está o nível de consciência das lideranças em suas organizações. Acredito que estamos a caminho de vivenciar um novo modelo de liderança mais humanizada e que possa, efetivamente, colaborar para um mundo melhor e para a construção de empresas em meio a um novo modelo de capitalismo.

#capitalismoconsciente #liderançaconsciente #propositomaior #culturaconsciente #stakeholders #

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEM

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Transformar a cultura organizacional em uma potência da empresa. Isso é possível?

Primeiramente, gostaria de comentar que nossas empresas estão em plena transformação. O mundo está mudando e quando se fala em cultura organizacional o jeito de conectar nossos funcionários e shateholders também necessita novos olhares.

Essa “liga” que une as pessoas em um mesmo propósito chama-se Cultura Organizacional. Esse processo que acontece em cada interação com o outro, torna a cultura viva dentro dos espaços organizacionais. Como a autora, Marlene Marchiori, eu acredito muito na existências de várias culturas circulando dentro das organizações, unindo os objetivos pessoas de cada pessoa e o propósito maior neste processo de busca da essência da empresa. A cultura pode gerar longevidade, credibilidade e é o meio de incorporar o propósito maior “nos batimentos cardíacos das organizações”.

Qual empresa não pensa em ter seus funcionários engajados? Qual empresa não quer saber que sua marca é uma das preferidas no mercado? Pois é!! Isso é possível!

A compreensão e incorporação da cultura organizacional, de forma mais profunda, pode influenciar o comportamento dos colaboradores e moldar a imagem corporativa que apresentamos ao público, o que impacta na aceitação e consumo dos nossos produtos e serviços entre outros aspectos.

Além disso, uma cultura do bem, a valorização das pessoas e práticas e estratégias coerente podem elevar o nível de satisfação e bem estar dos funcionários e dos stakeholders. Sabe-se que um ambiente que oportuniza a cura, o amor e o respeito pode elevar o nível de produtividade das organizações.

Outro ponto importante é a questão do engajamento de todas as pessoas em prol do propósito da empresa. Qual empresa não busca ter seus funcionários e parceiros juntos na construção de um objetivo comum? A cultura organizacional é esse elo que pode unir a todos em um bem comum.

Além disso, quando se pensa em construir uma cultura organizacional sólida e do bem, automaticamente teremos maior retenção de profissionais capacitados trabalhando em nossas empresas.

Outro ponto, é a seleção de talentos que também deve estar conectado com a cultura. Existem soluções de mercado,bem interessantes, como por exemplo, a empresa Solucione RH, que criou uma forma de selecionar os talentos das empresas levando em consideração o DNA, a essência da empresas. “Não podemos mais contratar pessoas apenas pelo currículo e uma entrevista padronizada. Afinal, são essas pessoas que vão fazer o seu negócio crescer e prosperar. Com o Solucione RH é possível recrutar e selecionar pessoas através do propósito e da cultura da sua empresa, além de poder criar desafios práticos” ( SOLUCIONE RH, 2020).

A cultura é a base para nossa empresa e agregar mais pessoas e talentos em nossas organizações, isto é, pessoas que se identifiquem com o nosso propósito é fundamental. O mundo mudou e é fundamental que possamos evoluir nas formas de selecionar as pessoas e minimizar o turnover de talentos, aumentando a assertividade na contratação, por meio de comportamentos , valores e atitudes do candidato.

Além dos aspectos que já levantamos nesta reflexão, como todos os benefícios trazidos por uma cultura organizacional positiva e a construção de uma imagem sólida, a cultura é fator essencial para o crescimento estruturado da empresa.

Quando conseguimos incorporar o propósito maior da organização na cultura, criamos grupos mais coesos e que compartilham seus objetivos individuais e constroem juntos o objetivo coletivo da empresa.

Eu percebo um mundo mais humanizado a partir dessa cultura do bem, do cuidado e do respeito às pessoas. Espero que esta reflexão tenha sido positiva para você repensar suas atitudes, seus processos e estratégias empresariais para a construção de um novo modelo organizacional baseado na colaboração, no bem estar e que realizem impactos positivos no mundo.

Eliane Davila

PhD. em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente no Brasil

Empreendedorismo feminino: protagonismo da mulher no mundo contemporâneo

Ser empreendedor/a significa ser um/a realizador/a, que produz novas ideias através da congruência entre criatividade e imaginação.” diz o SEBRAE. Mas o empreendedorismo feminino vai além dessa afirmativa, sinalizando uma quebra de paradigmas quanto à capacidade de liderança da mulher.

Penso também que empreender não é somente ter uma empresa, mas lançar-se ao novo, às descobertas e a buscar seus sonhos, potencializando o que cada um tem de melhor. Fico sensibilizada quando ainda vejo mulheres que sofrem abusos de todos os tipos. Fico preocupada em ver que, ainda no século XXI, as lacunas de gêneros são, muitas vezes, pautas discursivas nas corporações, mas nas pautas estratégicas, elas ainda estão muito distantes de serem executadas.

O empreendedorismo feminino tem minha paixão pela possibilidade que dá, à mulher, uma alternativa de viver o sonho da liberdade. A tão sonhada possibilidade de poder escolher a vida que quer levar.

Vivemos em um modelo patriarcal que deixou a todos intoxicados pelo exagero das forças masculinas em nós. Tanto homens, como mulheres, sofrem a consequência de um desequilíbrio interior que deixou marcas nas pessoas, na sociedade e no planeta.

Na minha trajetória de vida, encontrei muitas mulheres, muitas singularidades e muitas narrativas difíceis de compreender. Confesso que ainda existe, uma percepção do papel da mulher na sociedade, muito “limitada”. Parece que algumas empresas deixam suas crenças de um mundo mais inclusivo apenas no nível discursivo. As ações corporativas de inclusão da mulher nos espaços de trabalho não são incorporadas pela cultura da empresa e nem estão conectadas com as estratégias da organização.

A sensação que eu tenho é que as empreendedoras, muitas vezes, saem de seus mundos corporativos, muito pela falta de empatia dos líderes da organização em acolhê-las em suas reais necessidades.

Empreender não é a salvação para as mulheres, mas é, talvez, uma das formas para sua autonomia. Cabe lembrar que o glamour de uma vida empreendedora não tem nada a ver com o que passam na mídia. O esforço pessoal é dobrado. Seu projeto é seu filho/a. Você vai ter que amá-lo e estar presente o tempo todo, principalmente, nas fases iniciais do projeto. Os projetos exigem da gente este afeto. Em contrapartida, podemos decidir e administrar o nosso tempo.

A mulher, na contemporaneidade, ainda sofre no mercado de trabalho com as diferenças salariais, com a falta de oportunidades, com o assédio, com a jornada tripla e com o famoso teto de vidro, isto é, a impossibilidade da mulher chegar às altas lideranças. Além disso, com a pandemia, as lacunas de gênero no mundo corporativo, vão se evidenciar ainda mais.

O empreendedorismo feminino auxilia na construção de uma sociedade mais sustentável originando oportunidades de liderança para as mulheres. Embora elas correspondam a 52% da população do Brasil, só ocupam posições de de liderança em 13% das 500 maiores empresas no país.

Criar seu próprio projeto é empoderar-se. É construir uma história de protagonismo e transformar cenários, mudando a vida das mulheres e das pessoas que vivem ao seu entorno. Mulheres empreendedoras são fundamentais para que ocorram as mudanças sociais que queremos ver no mundo. A presença feminina ainda contribuir para a inovação dos projetos, pois elas vêm com uma maneira própria de realizar negócios e de servir ao mundo.

Além disso, incentivar o empreendedorismo feminino faz com que nossa economia cresça. Não são poucos os exemplos de mulheres que se destacaram com seus projetos, gerando renda e empregos locais, fazendo crescer a economia de sua cidade e país.

Termino esta reflexão dizendo que o empreendedorismo feminino, embora todos os desafios que existam na sociedade e no mundo corporativo, está trazendo mudanças ao mundo com projetos que impactam socialmente e economicamente nosso país.

Posso dizer que o movimento do Capitalismo Consciente também está associado a busca de maior diversidade e inovação nas empresas e o movimento empreendedor feminino é um dos caminhos para que possamos valorizar as pessoas e buscar a diversidade e inovação que tanto queremos vivenciar neste século.

Valorize os projetos femininos! Compre, divulgue e invista em negócios gerenciados por mulheres. O protagonismo feminino é uma das formas para que possamos diminuir a diversidade de gênero no mundo.

Eliane Davila dos Santos

Embaixadora Certificada do Movimento Capitalismo Consciente no Brasil

PhD em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

O despertar de uma nova empresa: uma proposta do Capitalismo Consciente

Fiquei pensando sobre como iniciar este diálogo com você.  Fiquei pensando em como encontrar as melhores palavras, as melhores abordagens para inspirar você a olhar o mundo de maneira diferente.

O mundo mudou!

Nós mudamos nossas percepções e nossas maneiras de agir. Complexidades, incertezas e a impossibilidade de realizarmos planejamentos a longo prazo, impactaram nossa maneira de compreender e a entender a economia mundial.

Penso que hoje a sociedade está mais atenta às atitudes das empresas e como elas se relacionam com toda as pessoas que se relacionam com seu negócio.

A perspectiva mais humanizada de uma nova economia passa por um novo jeito de se relacionar no mundo. A jornada das empresas nessa economia mais conscientizada com o próximo, com a sustentabilidade e com seus clientes, colaboradores e fornecedores está mudando. A mentalidade do Capitalismo Consciente está chegando às empresas de forma prática.

As lideranças organizacionais, que se preocupam com as pessoas, permitem um fluxo de interação empresarial que traz transparência, confiança e pertencimento. Uma cultura que deixa fluir o propósito maior do negócio, incorporando todas as crenças e valores que vão muito além do lucro, vão construindo as novas premissas econômicas da atualidade. Não há mais espaço para empresas que apenas querem ganhar dinheiro. Isso me leva a crer em uma economia que realmente faça conexões profundas entre todos os stakeholders, propondo realmente uma transformação no modo de agir nas organizações. Nessa proposta, a empresa que se relaciona deve tomar decisões alinhadas com esses stakeholders, promovendo um ganha-ganha para todos os envolvidos.

Percebo que a ciência economia, além de analisar a produção, distribuição e consumo de bens e serviços, deve voltar-se às relações em que essas práticas ocorrem nas empresas. As pessoas são a potência de qualquer organização e é, a partir delas, que as transformações ocorrem. O nível de consciência de cada empresa dependerá do nível de consciência que cada organização.

As empresas que superarem o paradigma de apenas ganhar dinheiro, proporcionarão grandes revoluções internas e externas. O que quero dizer é que estas organizações estarão em sinergia com a sociedade e com o planeta. Os clientes e fornecedores perceberão em cada colaborador, o verdadeiro propósito da empresa.  Essa mentalidade trará maior credibilidade às empresas e maior interação social. Penso que as empresas são espaços de desenvolvimento e o trabalho pode ser a chave para mudanças incríveis. A articulação de todas as partes fará total diferença para a construção de um ecossistema voltado ao coletivo, e com isso, as empresas serão também protagonistas de transformações econômicas e sociais, alinhadas às premissas de sustentabilidade, amor e rentabilidade como consequência de tudo isso.

Ajustar a rota, eu diria, é despertar para um novo começo onde veremos as formas de se relacionar com as pessoas e com o planeta serem ressignificadas pelas próprias empresas. A ideia aqui é que este despertar comece primeiro dentro das organizações, buscando incorporar, na prática, as premissas de um trabalho mais humanizado.

Dizer-se ser uma empresa que despertou para o humano é congregar com as competências de autoconsciência,  integridade, flexibilidade cognitiva, comunidade empática, inteligência relacional, criatividade, influência inspiradora, valor compartilhado e  amor por servir.

Venha fazer parte dessa comunidade que está libertando o capitalismo. Nosso papel é reduzir as lacunas da desigualdade que este sistema deixou, durante anos no mundo. Agora é a hora de sermos protagonistas desse despertar para o mundo dos negócios.

#capitalismoconsciente #novaempresa #mudança #mundodosnegocios #proposito #integridade #empatia #pessoas

Eliane Davila

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos

Pesquisadora da ARF Média e da Coffee and Work.

PhD em Processos e Manifestações Culturais

Conhece-te a ti mesmo

O impacto do COVID-19 interrompeu os padrões normais de trabalho, modos de comunicação e dinâmica da equipe. Fragmentações, polarizações e muitas mudanças estão acontecendo. Além disso a crise econômica realmente nos traz desafios, mas as oportunidades estão ai para buscarmos o desenvolvimento, autoconhecimento e superação.

Vejo que o autoconhecimento, para as pessoas e para as instituições, é condição sine qua non quando se fala em gestão de alta performance. Pessoas que possuem autoconhecimento dispõem de maior habilidade de tomar decisões rápidas em situações complexas. O autoconhecimento é um diferencial maravilhoso que deve ser introduzido no mundo dos negócios.

O autoconhecimento permite que você descubra suas qualidades, capacidades, bem como seus pontos que devem ser melhorados. Investir em autoconhecimento é designar esforços para entender a si mesmo em todos os âmbitos. Além disso, se você quiser realmente colocar em prática a filosofia do capitalismo consciente em seus negócios e projetos, a ideia é partir do autoconhecimento para poder compreender, mais profundamente os stakerholders. Clientes, fornecedores, colaboradores, sociedade e planeta são as pessoas impactadas pelo seu negócio e por isso, uma escuta ativa das partes interessadas, contribui para que você possa revolucionar o mundo dos negócios.

O autoconhecimento auxilia no controle das emoções e proporciona um equilíbrio interno , buscando um melhor bem-estar mental no trabalho e nas relações que construimos no dia a dia. Lideres que possuem autoconhecimento dispõem de um resposta mais equilibrada e consciente no trabalho.

O primeiro passo para quem deseja buscar autoconhecimento é olhar para dentro de si e buscar a aceitação de suas limitações e valorizar suas potências. É o exercício da compaixão consigo mesmo. Entender que estamos em uma jornada de descobertas e de aprendizagem na vida.

O passo seguinte é aprender no encontro do outro. É estar preparado para o diálogo, para a colaboração, para a empatia. A escuta ativa é fundamental nesse caso para que possamos compreender o outro na sua plenitude, sem julgamento, com o propósito de promover as trocas de ideias e de perspectivas.

Seguindo a jornada, o próximo passo é expor-se, desafiar-se e deixar-se vulnerável. Quanto mais a vulnerabilidade estiver presente em sua vida, fazendo-o refletir sobre a incompletude do ser humano, mais fácil será a sua conectividade com os outros. Penso que esta perspectiva pode, de alguma maneira criar espaços de cura dentro das organizações.

O autoconhecimento é um convite para expor nossas experiências, nossas dificuldades. É ter a mente aberta para mudanças. Seja a mudança que você quer ver no mundo.

O novo jeito de lidar com nossas instituições , proposto pelo capitalismo consciente, tem origem em uma mudança de hábito em nós mesmos. Tudo começa com a gente! A essência do ser humano, o propósito, nossos valores e crenças estão dentro da gente. Trazer esta pauta do autoconhecimento para as organizações é quebrar barreiras, enxergando o ser humano em todas as nossas dimensões.

Somos seres humanos íntegros em todas as dimensões da vida ! As organizações são pessoas lidando com pessoas. Pense nisso e construa organizações melhores para todos em seu entorno!

#capitalismoconsciente #brasil #autoconhecimento #identidade #bemestar #proposito #paradigma

Eliane Davila

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente no Brasil

O equilíbrio das forças femininas e masculinas no ser humano

Guia de conteúdo:

  1. Introdução
  2. Elementos da liderança Shakti
  3. Elementos práticos na tese de doutorado
  4. Conclusão
  1. Introdução

Iniciar este texto me deixa tão inspirada porque o que vou contar aqui possui relação profunda com minha narrativa de vida a partir dos meus valores e crenças pensando no que seja a potência das formas femininas nos negócios.

Quando defendi minha tese de doutorado, eu não tinha conhecimento sobre a Liderança Shakti, dos autores Nilima Bhat & Raj Sisodia. Meus achados na pesquisa me conduziram para a tese de que as mulheres empreendedoras, sócias de empresas, localizadas dentro do ecossistema empreendedor de Parques Científicos e Tecnológicos, eram propulsoras de transformações socioprofissionais. Elas elevavam a representatividade feminina dentro desses ambientes, por meio das práticas discursivas, a dimensão subjetiva e singular do fazer laboral. Elas eram protagonistas, realçando os preceitos de equidade, na construção de sociedades mais sustentáveis.

Foi uma tese maravilhosa onde pude entrevistar mulheres do Brasil e da Espanha e compreender que estamos em um período de renascimento das empresas e que as forças femininas podem alterar a forma de lidar com o empreendedorismo e de como tornar-se um líder mais consciente nas empresas.

O que eu não sabia era que o modelo apresentado pela Nilima e o Raj poderiam ter sido utilizados para meu embasamento teórico também. A proposta do modelo apresenta a necessidade de um equilíbrio entre as forças femininas e as masculinas. Um mundo começava a fazer sentido.

2. Elementos da Liderança Shakti

A proposta da Liderança Shakti parte da importância de uma maior consciência do ser humano, ou seja, um equilíbrio entre as forças femininas e masculinas dentro si. Parece um tanto complexo pensar em forças femininas e masculinas atuando dentro do ser humano, mas é isso que a liderança Shakti quer mostrar aos líderes, empreendedores , a toda a sociedade e às organizações.

Existem muitos livros que falam sobre a importância de se pensar em liderança nas organizações, mas este modelo Shakti propõe regenerar as organizações e com um jeito mais humanizado de se relacionar consigo, com a sociedade, com o planeta.

Vivemos em um mundo que ainda possui empresas onde as lideranças ainda são muito hierarquizadas e repletas de pessoas que não encontraram seus propósitos de vida e nem possuem orgulho em pertencer aos ambientes que trabalham. O que está faltando? Que tipo de liderança poderia provocar mudanças profundas na maneira de inspirar pessoas a darem o seu melhor nas empresas?

A proposta é entender que o paradigma da escassez deve ficar para traz, isto é, devemos estabelecer pontes que nos aproximam e promovem a revolução na forma de liderar criando sentido nas nossas ações e promovendo o autoconhecimento, o amor e cura nas empresas. Parece muito estranho trazer o autoconhecimento, o amor e cura para dentro das organizações, mas se quisermos desenvolver o ser humano de forma integral e oferecer um ambiente que seja nutrido de aprendizagem, engajamento e bem estar, necessitamos alinhar o que está em desequilíbrio.

A liderança Shakti parte do princípio de Carl G. Jung do feminino (yin) e do masculino (yang). O que significa isso? Significa dizer que cada um de nós possui forças femininas e forças masculinas como potência interior e que o equilíbrio dessas forças pode trazer a tona nossa forma mais humanizada de liderar. A energia feminina, neste caso, independe do gênero da pessoa.

Quando não há integração das forças, pode resultar em uma anima negativa (que poderá reprimir as suas ações, sentimentos e a sexualidade); assim como ao ignorar a sabedoria da sua intuição, bem como um animus negativo poderá tornar o ser humano moralizador, cheio de dogmas e inflexível às opiniões alheias, às vezes, podendo ser agressivo e prisioneiro das suas próprias crenças e julgamentos. Dessa forma, o modelo Shakti revela-se significativo para o exercício da liderança equilibrada, onde a nossa energia é colocada em ação, não em uma proposta que vivencia as forças como polaridades distintas, mas em uma proposta de poder “com” e não um poder “sobre” o outro.

Trabalhar com esta perspectiva holística e de autoconhecimento, faz com que tenhamos que acessar nossas profundezas interiores. Acessar a integralidade e todas as suas dimensões humanas. Com essa perspectiva, observa-se que algumas coisas devem morrer dentro de nós e outras vão renascer. A jornada da liderança Shakti prevê estarmos por inteiro em tudo que realizamos, pois a ação é no aqui e no agora. Prevê reconhecer que a força feminina e a força masculina dentro de nós, quando equilibradas, podem potencializar nossas missão de agentes transformadores no mundo. Acreditar que não exista polaridades entre o feminino e o masculino, nos leva a entender o quão importante é encontrar nosso propósito pessoal e o quão importante é estarmos conectados ao ambiente, às pessoas e ao planeta.

Portanto, a liderança Shakti possibilita a mudança de consciência humana. Perceber que o seu trabalho gerou impacto positivo é muito engrandecedor, além disso, ao tomar consciência de que a pessoa que você é o líder que você se torna é fundamental para as transformações que você deseja ver no mundo.

Não é a toa que ouvimos falar que este século é feminino. Dizer isso pressupõe acreditar que as forças femininas devem aparecer mais nos negócios. Eu sou de um tempo que falar em vida familiar e amor dentro das organizações era considerado errado. Lembro do meu primeiro emprego, onde meu líder me disse que ali dentro da empresa eu deveria “apenas vestir a camiseta” e que meu problemas familiares deveriam ficar distantes do meu trabalho. É estranho ouvir isso, mas é a pura verdade.

Principalmente para nós mulheres, a vida tende a ser mais tensa porque as forças masculinas sempre regeram o mundo corporativo. A força, a coragem, a assertividade, o foco, a direção, a ordem, estrutura e discernimento são consideradas forças masculinas. Elas não são ruins, pois nos movem à ação, mas quando não estão em equilíbrio, podem se tornar o mundo muito agressivo, arrogante, insensível, sem espiritualidade e violento.

As forças femininas como o cuidado a empatia, gentileza, inclusão, abertura, compaixão, confiança e vulnerabilidade ficaram a parte do mundo corporativo. Sabemos também que o excesso das formas femininas podem também tornar o ser humano mais sentimental, carente, sem foco. O que se sabe é que as forças femininas que, principalmente, as mulheres possuem em abundância, ficaram esquecidas por muito tempo no mundo corporativo.

Esse desequilíbrio gerou empresas que se preocupam muito com o lucro, em uma lógica de comando e controle, deixando de lado todo o potencial inspirador de transformação da união das formas femininas e masculinas.

Acredito que neste momento em que vivemos, essas reflexões começam a fazer sentido e algumas empresas estão tomando consciência que um nível maior de autoconhecimento e equilíbrio entre o nosso lado yin e yang, pode fazer toda a diferença nos negócios. Lideres mais conscientes libertam as pessoas de uma mentalidade predadora e competitiva nos negócios, sendo um papel de transcendência mercantil para um visão de geração de impacto positivos aos negócios e a todo o ecossistema do qual fazem parte.

Acredito que as empresas transformam o país e os líderes são essenciais para realizar esta transformação e curar as empresas de uma visão limitada e mercantilista. Saindo da teoria e indo para a prática, no próximo item apresentarei algumas experiências que tive entrevistando mulheres empreendedoras, dentro de parques tecnológicos do Brasil e da Espanha que corroboram para uma visão prática do modelo Shakti.

3. Elementos práticos na tese de doutorado

Defendi a tese em 2019 e entrevistei mulheres no Brasil e na Espanha. O recorte da pesquisa abarcou, mulheres empreendedoras, de quatro parques científicos do Brasil e da Espanha. A ideia era entender um pouco mais quem eram essas mulheres que decidiam criar suas empresas em ambientes de inovação e empreendedorismo.

O embasamento teórico da tese não foi o modelo Shakti, mas tomando contato com a teoria de Nilima e Raj eu consegui criar conexões importantes com relação aos meus achados de pesquisa.

As entrevistas que realizei com as mulheres demonstraram que, nas pequenas empresas, as mulheres líderes já começaram a revolução de consciência interior. O que pude notar que as mulheres, pelas narrativas discursivas, relataram que querem construir algo maior em suas empresas. Muitas delas, têm o propósito de ajudar também a sociedade, os stakeholders e seus colaboradores. Elas percebem que um sistema de liderança de controle opressivo pode levar as pessoas às doenças e ao stress elevado. Além disso, todas elas querem seguir seus propósitos de vida e impactar a vida de outras pessoas.

Estas pequenas empresas, pela adaptabilidade, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão podem contribuir para a mudança do paradigma de entender o mundo dos negócios para além das forças masculinas, tão cristalizadas em nossa sociedade.

A partir da perspectiva de um equilíbrio ente o feminino e o masculino na liderança organizacional, a mulher também pode estar representada nos espaços de gestão, embora saiba-se que essa representação ainda é muito baixa, principalmente quando se fala em ambientes de inovação. O fato é que, as mulheres do Brasil, quanto da Espanha, elegeram compreender a si mesmas, por meio do equilíbrio das energias internas para que pudessem realizar suas atividades mesmo em ambientes de estruturas e paradigmas masculinos.

O desequilíbrio das forças internas favorece a desordem e o caos. Mesmo em um mundo onde acontecem revoluções tecnológicas e econômicas, esse desequilíbrio gera impactos sociais severos e pode impactar negativamente a sustentabilidade do planeta. Estes olhares nos permitem reflexionar sobre nossa liderança organizacional.

A consciência que o modelo Shakti traz às lideranças organizacionais foi validado na minha pesquisa. As mulheres ao se lançarem ao empreendedorismo e à constituição de suas empresas, adquirem essa consciência no fazer laboral, isto é, realizando as atividades com maior amorosidade e generosidade, interagindo com os stakeholders e ressignificando suas próprias histórias além de gerar significado para elas e para suas empresas e sociedade.

4. Conclusão

O realinhamento e o equilíbrio das forças do humano, enquanto processo, tem como meta o desenvolvimento profundo de cada líder, proporcionando o acolhimento de aspectos fundamentais da essência humana. A liderança Shakti trata de um movimento de transformação ao longo da vida, tornando-se melhor e mais próximo da sua natureza e da sua alma. Shakti, neste caso, consiste nesta liberdade que nos torna mais vulneráveis e autênticos em prol da ética individual e coletiva.

Precisamos encontrar no feminino o cuidado com a vida, com as outras pessoas e com o planeta. Shakti é impulsionar cada pessoa a encontrar o seu autoconhecimento, proporcionando seu desenvolvimento e evolução. Os líderes precisam entender que é preciso tocar outras áreas do nosso ser, romper com racional que nos torna tão incompletos. O jardim organizacional está a nossa espera. Quando somente nosso racional fala perdemos o encanto pela vida e por nós mesmos. Cultivemos Shakti em nossos corações e nossas empresas germinarão por meio do Capitalismo Consciente.

Dra Eliane Davila

Embaixadora do Capitalismo Consciente no Brasil

#shakti #liderança #mudança #forçasfemininas #forçasmasculinas #equilibrio #forçasinteriores #consciencia #humanização

Fonte: Liderança Shakti. O Equilíbrio do Poder Feminino e Masculino nos Negócios. Starlin Alta Editora Consultores Eireli. 2019

O que é Capitalismo Consciente?

Neste texto você vai encontrar informações sintetizadas do Movimento do Capitalismo Consciente. Falarei sobre a origem, os pilares principais, sobre informações sobre o manifesto, sobre minhas percepções sobre o movimento e como você pode se associar no Brasil.

“Imagine todas as pessoas
  Vivendo a vida em paz
  Você pode dizer
  Que sou um sonhador
  Mas não sou o único Tenho a esperança de que um dia
  Você se juntará a nós
  E o mundo será como um só” (Imagine, John Lennon)

Capitalismo Consciente Brasil
Capitalismo Consciente Brasil – Fonte: https://www.ccbrasil.cc

Introdução

Iniciar um texto com um trecho da letra da música Imagine parece um tanto incomum quando se fala em organizações.

Vivemos em um mundo de transformação onde novas formas de relações humanas parecem trazem emoção e sensibilidade aos ambientes corporativos.

Imaginar uma forma mais humana de vivenciar o capitalismo criando ambientes mais solidários e inclusivos, além de buscar o bem-estar de todos e contribuir, de forma sustentável, para sociedade e o planeta já é uma realidade.

 Depois de mais de 20 anos no mundo corporativo, minha passagem pelo mundo acadêmico e minhas pesquisas no doutorado, contribuíram para que eu  buscasse alternativas para a construção de ambientes organizacionais mais humanizados. Isso para mim sempre muito importante em toda a minha trajetória profissional.

Percebi, ao longo da jornada da vida que estamos sempre em movimento e que estar aberto ao novo pensar pode ser transformador e ao mesmo tempo, libertador.  

Rotulada, muitas vezes, por ser sonhadora e acreditar em valores que iam além do lucro, segui em frente, mesmo sabendo que as rotas eram repletas de obstáculos. Toda a jornada me fez mais forte, não tenha dúvida!

Assim, como um fluxo de um rio, vamos deixando fluir nossa essência e nos aproximando de pessoas, criando comunidades unidas por valores e crenças comuns. Dento da riqueza da diversidade humana encontramos elos que nos aproximam uns dos outros, o que chamo aqui de amor pela vida.

Assim, eu inicio a contextualização sobre o que é o Capitalismo Consciente!   

1. O que é Capitalismo Consciente?

O Capitalismo Consciente é uma forma de praticar uma condução prática às organizações que gera, simultaneamente, diferentes valores para os  stakeholders, tais como o financeiro, ecológico, social, cultural, emocional, ético e espiritual. É uma visão mais ampla da responsabilidade das organizações para transformar o mundo. Estamos vivendo um mundo de desigualdades e precisamos assumir, como líderes conscientes, o protagonismo dessas transformações necessárias para diminuir as lacunas sociais que o capitalismo tradicional gerou, até então, no mundo.

2.   Qual a origem do Capitalismo Consciente?

O movimento global do Capitalismo Consciente surgiu nos Estados Unidos, a partir de estudos acadêmicos de Raj Sisodia, Jaf Shereth e David Wolf. A ideia inicial das pesquisas foi investigar como algumas empresas conseguiam manter a alta reputação e a fidelidade dos clientes sem grandes investimentos em marketing. Em 2007 com a contribuição de Mackey, o estudo evoluiu para o livro “Firms of Endearment”, traduzido no Brasil com o título de “Empresas Humanizadas”, onde a proposta central era mostras como as empresas lucram a partir de paixão e propósito.

Assim, iniciava-se o movimento como organização formal em 2010. No Brasil, em 2013, o Capitalismo Consciente tomou-se mais conhecido, pois alguns empresários perceberam a importância da transformação da cultura de seus negócios, aderindo às práticas relacionadas à sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Vivemos em um mundo tão acelerado que, às vezes não paramos para pensar em outras forma de imaginar a vida, retomando a letra da música de John Lenon, mas em vários locais do mundo, existem pessoas comprometidas com a transformação de pessoas e das organizações.  O capitalismo Consciente é uma filosofia de gestão de negócio pautado em 4 pilares:

3. Pilares do Capitalismo Consciente

Vou descrever um pouquinho cada um dos pilares para você entender melhor:

  • Propósito Maior: muito mais que gerar lucro, o propósito abarca questionamentos sobre a existência da empresa no mundo. Qual o legado que queremos construir em nossas organizações?

O propósito maior é a aglutinar que mantém a empresa unida, o líquido amniótico que nutre a vida de vida a força organizacional. O propósito também pode ser um ímã que atrai as pessoas para o negócio, mantenho-as alinhadas. A busca do propósito geralmente inicia desde a empresa nasce. O que acontece é que, muitas vezes, é difícil de tornar explícito, mas normalmente as empresas já possuem uma finalidade tácita a motivar a motivar a criação do empreendimento. Aos poucos, na jornada empreendedora, os fundadores vão tomando consciência da sua razão de ser.

Para que empresas e pessoas possam desfrutar de um maior senso de realização, a expressão de um propósito necessita constar não somente na mente, mas também no coração e, principalmente, nas decisões e ações implementadas dia a dia.

Um dado importante é percebermos que agir de acordo com um propósito exige responsabilidade , ousadia e mudança de hábitos. A jornada nos impulsiona a nos questionarmos sobre o que estamos fazendo e construindo.

  • Cultura Consciente: é a incorporação de valores e práticas abarcadas pelas empresas e que conectam os stakeholders ao seu propósito, às pessoas e aos processos.

Acredita-se que a cultura representa o espaço onde reside a riqueza e a complexidade das pessoas e onde o aspecto humano tem infinita relevância. Dessa forma, pode-se dizer que a cultura é poderosa dentro de cada organização e, além disso, pode-se afirmar que não existe uma única cultura, mas uma mescla de culturas que se entrelaçam dentro da organização.

As culturas fortes dentro da organização apresentam senso de confiança, de responsabilidade, de cuidado, transparência, integridade, lealdade, igualdade.

As culturas organizacionais favorecem a descentralização, modificam o papel dos gestores, elevam a inteligência do grupo, gerando maior autonomia e inovação.

  • Liderança Consciente: lideranças que gostam de servir ao propósito da organização e criando uma cultura de confiança e cuidado entre os stakeholders, clientes e colaboradores.

A organização é um coletivo de pessoas que busca um objetivo comum para fazerem as transformações em si mesmos e contribuir para que o propósito comum permaneça vivo durante a jornada.

As lideranças são fundamentais neste sentido, entendendo, de forma mais abrangente que liderança é toda a pessoa que, independente do cargo que possui, influencia pessoas .

A liderança é muito mais que gestão, pois além da eficiência e implementação de ações, os líderes assumem um papel de agentes transformadores e com uma visão sistêmica ampliada do todo. O nível de uma liderança consciente tem estreita relação com a consciência individual de cada líder dentro da empresa.

Comenta-se também que para este líder mais consciente temos uma abordagem mais abrangente para o desenvolvimento das inteligências pessoais, tais como a inteligência emocional, espiritual, sistêmica e servidora. Sugere-se desenvolver uma capacidade de amar e cuidar, coisa que parecia muito distante do mundo trabalho.

  • Orientação para Stakeholders: negócios que geram valor para todas as partes interessadas (Stakeholders).

Trata-se de entender este novo modelo de relacionamento com os parceiros, clientes, investidores, fornecedores e todos os que se relacionam com seu negócio. Acredita-se que olhar as relações de negócio com o espírito de “ganha ganha” torna nossa empresa mais rentáveis e colaborativas.

A elevação do nível de consciência de cada empresa, leva à construção de ações voltadas ao social, ambiental e à comunidade local. A visão mais ampliada de desenvolvimento coletivo e de cuidado com as pessoas e com o planete m prol da redução das desigualdades.

4. Manifesto

Vou deixar aqui uma imagem que sintetiza, em um pequeno parágrafo, o manifesto desta filosofia apoiado nos pilares que vimos anteriormente. O manifesto está no site do Capitalismo Consciente Brasil.

capitalismo consciente: manifesto
capitalismo consciente: manifesto

5. Por que eu sou embaixadora do Capitalismo Consciente?

Pertencer ao movimento do capitalismo consciente é um orgulho para mim porque encontro nele uma perspectiva de desenvolvimento humano nas organizações.  Não é uma seita, uma religião, apenas uma comunidade que por meio de valores que primam por uma gestão mais humana, ética e sustentável para reduzir as desigualdades. É um movimento que evidencia uma nova forma de investir e fazer negócios no Brasil, gerando valor à empresa, à sociedade e ao planeta.

Diversos estudos e pesquisas vem demonstrando, com dados quantitativos que não estamos falando em utopia, mas uma realidade possível que traz prosperidade, engajamento e rentabilidade às empresas.

Junte-se a este movimento que conecta pessoas e organizações que buscam transformar nosso país em um lugar mais harmonioso e receptivo que valoriza o ser humano, as empresas, a sociedade e todo o planeta.

Finalizando este texto, convido a todos a compartilharem suas jornadas individuais e coletivas, ressignificando o modelo do capitalismo tradicional, onde impera apenas o lucro, em busca de um capitalismo mais humanizado. Junte-se a este movimento.

6. Como eu faço para ser associado do Capitalismo Consciente? Quais as vantagens de ser um associado(a)?

Associar-se é um movimento que você faz rumo à evolução da consciência humana. Você pode associar-se como pessoa física e também como pessoa jurídica. Existem diversas formas de estar em contato com o Instituto, visto que o trabalho principal do Movimento Capitalismo Consciente vem ao encontro de sensibilizar para a necessidade da nossa elevação de consciência humana para a geração do bem.

As organizações associadas ao Instituto se identificam, de forma voluntária ,com os pilares do Capitalismo Consciente e somam esforços em nossa comunidade para transformar o jeito de fazer investimentos e negócios no Brasil, para diminuir as desigualdades.

O Capitalismo Consciente não certifica empresas, mas busca sensibilizar e instrumentalizar as lideranças que tomam as decisões e efetivamente contribuem para uma prática de negócios mais consciente.

Dentre as prinicipais vantagens em associar-se estão:

Benefícios

  • Acesso ao selo para uso em assinaturas de e-mail e cartões de visita.
  • Conteúdo online quinzenal.
  • Descontos em livros livro.
  • Acesso ao drive do ICCB com apresentação institucional ( Emb. 3)
  • Acesso aos eventos mensais presenciais gratuitamente. ( Emb. 3)
  • Aplicação de logo em nosso quadro de associados. ( Empresas)
  • Acesso ao Fundo de incentivo e aceleração do ICCB. ( Empresas )

Associe-se!

7. Onde eu encontro os livros do Capitalismo Consciente?

Os livros do capitalismo consciente são opções para você entender um pouco mais sobre o movimento do capitalismo consciente de forma prazerosa por meio da leitura de uma abordagem inspirada nos pilares do movimento CC. Brasil. Para comprar os livros, você pode acessar este Link.

Minha biblioteca do Capitalismo Consciente
Minha biblioteca do Capitalismo Consciente

Caso você tenha interesse em saber mais sobre o CC Brasil, é só fazer contato comigo ou com o Instituto CC Brasil.

Conclusão

O movimento Consciente é, ao meu ver, uma forma de pensar e agir com espírito do bem. Estou aqui, escrevendo sobre esta comunidade que não acredita mais neste capitalismo selvagem que traz desigualdades. Estamos em comunidade justamente para fazer essa revolução acontecer. Acreditar em um mundo melhor, principalmente no Brasil, é o que precisamos para avançar em uma cultura mais humanizada e em ações econômicas que nos tragam resultados, mas acima de tudo, cultivem o amor e o propósito deste legado de ser agentes de transformação de nosso tempo. Nossas empresas são fundamentais para que possamos acelerar essa transformação e evolução de nossa sociedade.

Dra. Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consnciente Brasil.

Mentora de Negócios e Carreiras

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Fonte: https://www.ccbrasil.cc

A arte, identidade e empreendedorismo

O trabalho que realizamos é a expressão do nosso ser. Como uma obra de arte, vamos tornando nossos negócios, empresas e projetos em extensões de nós mesmos. É curioso pensar que a maioria das pessoas não consegue enxergar em seus projetos a estreita relação com a sua identidade.

Pensar que nossos empreendimentos são obras de arte que cultivamos e geramos para o mundo. É como se fosse um pedacinho da gente em forma de ideia, sonho e desejo. As empresas são humanas como a gente! Estão conectadas com o que as nutrimos, ou seja, não é por acaso que construímos os nossos projetos com a cultura que acreditamos, com os valores e crenças que elegemos para nossa vida.

Esta obra de arte é de Pablo Picasso e ele tem uma frase muito linda que compartilho com vocês agora: “Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando”.

A cada escolha, atitude e movimento que fazemos em nossas empresas, vamos encontrando nossa essência e vamos nos conectando com o nosso melhor. Tornar os ambientes corporativos mais amistosos e humanizados tem sido um dos meus maiores desejos. A arte tem me ajudado a entender quem sou e o que vim fazer neste mundo. Fica a dica!Qual é o legado que o seu negócio, sua empresa, seu projeto quer deixar? Pense nisso!

#humanização #respeito # identidade #legado #mundodosnegócios #transformação

Considerações sobre a Criatividade Humana

Quando falamos em criatividade existem muitas vertentes e formas de enxergar esse fenômeno humano. A criatividade pode ser entendida como a maneira de imaginar  e se conectar com o mundo para resolver algum problema ou, simplesmente, buscar qualidade de vida, tanto individualmente como coletivamente.

Parece meio complexo, mas, na verdade, todos nós podemos desenvolver a criatividade tanto em empreendimentos pessoais e ou profissionais. O conceito nos leva a pensar sobre a relação com a nossa consciência e com nossa paixão pela vida.

Depois de falar sobre um possível conceito de criatividade, comento os autores da  Teoria do investimento Criativo, Sternberg e Lubart, desde 1991, enfatizam que o conhecimento é importante para que possamos realizar nossas sinapses neurais. Este repertório de experiências, adquirido, de maneira  formal e ou informal, é considerado muito importante para que possamos desempenhar nossas atividades de forma mais criativa e singular.

Os autores da teoria também comentam que para desempenharmos nossas atividades diárias, em casa ou no trabalho, é recomendável, entretanto, libertar-se  de uma única visão, ou seja, é aconselhável  que se tenha conhecimento de outras áreas, preferencialmente se for uma área que não tem conexão com a sua atividade.  Uma visão interdisciplinar da vida, das pessoas e de nossos negócios poderiam permitir novas sinapses e novas ideias.

A partir desse pensamento é que as Lives do Projeto, As Pessoas Inspiram, foram idealizadas. Esse repertório de conhecimento diversificado, por meio de conversas interdisciplinares, pode contribuir para o desenvolvimento da criatividade humana.  

Minha formação doutoral também contribuiu para que eu pudesse, confirmar, na prática, o que é conviver com áreas tão abrangentes como comunicação, história, literatura, além de todo o aprendizado da minha carreira profissional que foram relevantes para formação da pessoa que me tornei hoje.

Assim, participe dessa comunidade que acredita no ser humano como agente criativo e transformador do mundo!

Isso faz sentido para você?

Escutar com toda potência interior

Escutar é como que encontrar sentido nas palavras. É mais profundo que ouvir. Ultimamente venho tentando escutar mais do que ouvir. Escutar é colocar-se em um movimento generoso com o outro e comigo mesmo.

Escutar é uma habilidade a ser desenvolvida pelo ser humano para o encontro da empatia. Sintonizar a frequência da escuta. Perceber que o processo de entender o outro e a você mesmo exige entrega. Noto que poucos dedicam tempo a entender os outros e a si mesmos. Noto que os valores que regem a conduta de alguns não tem nada a ver com a suas crenças e valores. Vivemos em um mundo onde todos gritam, chamando a atenção, buscando reconhecimento e cultivando o ego que as deixa mais confortáveis com seu mundo sem escuta.

Quando direcionamos nossa mente a entender o que se passa co m o outro e com a gente mesmo, um milagre acontece. É como se o espelho da vida revelasse nossos esconderijos mais secretos. Os outros não são mais os outros, pois fazem parte de mim também. É curioso, mas acredito que o fato de escutar com toda nossa potência, libera nossas forças femininas de compreender e de se colocar no lugar do outro, processo que acontece, independente do gênero.

É como que nossos ouvidos fossem nossas forças femininas e os olhos nossas formas masculinas. Inalar e exalar, eis que voltamos a um dos mais primitivos atos humanos, a respiração. Respirar é a primeiro ato que realizamos na vida e este ato nos acompanhará até nosso último suspiro. No entanto, a escuta é aprendida, é um hábito que vamos aperfeiçoando ao longo da vida.

A porta está aberta para aqueles que querem escutar e não apenas ouvir. Muitas pessoas têm medo de dar o primeiro passo, pois é um campo de incertezas ali. Não sabemos o que vamos encontrar, na verdade. O que sabemos é que esse processo mudará você. Sua identidade será transformada, sua forma de ver o mundo se alterará.

Sempre tive comigo que viver é ousar, é sair da zona de conforto, é evoluir como ser humano. Assim, o processo de escuta tornou-se uma forma de consciência, uma forma de ligação espiritual que está me conduzindo a lugares que nunca transitei, mas que estão promovendo uma revolução interior que está potencializando o que tenho de melhor em mim mesmo e me fazendo ver o brilho e sombra de cada pessoa, não com tom de julgamento, mas no intuito de compreender o ser humano de uma forma mais ampla.

E você, já vivenciou o processo de escuta em sua vida?