Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura terá painel na Summit Mulheres nas Profissões

Empreendedorismo feminino no Brasil bate recorde e debate no Summit Mulheres nas Profissões 2026 destaca como transformar pequenos negócios em empresas de alto crescimento

O empreendedorismo feminino no Brasil alcançou um marco histórico e passa por uma nova fase. Depois do recorde na abertura de empresas lideradas por mulheres, o principal desafio deixou de ser apenas incentivar a criação de novos negócios. Agora, especialistas defendem que é preciso acelerar o crescimento das empresas femininas, ampliar o acesso ao crédito para mulheres empreendedoras, fortalecer redes de networking e criar oportunidades para que esses negócios ganhem escala e competitividade.

Esse será um dos principais temas do painel “Quando empreender deixa de ser apenas sobreviver”, com a participação de Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC Mulher (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura), durante o Summit Mulheres nas Profissões 2026, evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Trajano. Para conhecer a programação completa, palestrantes e destaques do evento, leia também o artigo sobre o Summit Mulheres nas Profissões 2026: https://www.elianedavila.com/summit-mulheres-nas-profissoes-2026/

O programa “As Pessoas Inspiram” estará gravando um episódio especial no evento.

Key Takeaways

  • Painel: Quando empreender deixa de ser apenas sobreviver
  • Evento: Summit Mulheres nas Profissões 2026
  • Data: 4 de agosto de 2026
  • Local: Expo Center Norte
  • Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo (SP)
  • Participantes: Ana Claudia Badra Cotait, Rejane Santos e Juliana Farah
  • Mediação: Georgia Nunes (Sebrae Nacional)

Painel reúne lideranças nacionais em empreendedorismo feminino

Além de Ana Claudia Badra Cotait, o painel contará com:

  • Rejane Santos, liderança comunitária em Paraisópolis e referência em empregabilidade e inclusão produtiva;
  • Juliana Farah, produtora rural com atuação em São Paulo e Mato Grosso e integrante do movimento Semeadoras do Agro.

A mediação será conduzida por Georgia Nunes, gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional.

O debate pretende mostrar como políticas de incentivo, acesso ao crédito, educação empreendedora, inovação e construção de redes de relacionamento podem acelerar o crescimento das empresas lideradas por mulheres.

CMEC Mulher fortalece o empreendedorismo feminino em todo o Brasil

Um dos destaques apresentados durante o painel será a atuação do CMEC Mulher, considerado uma das maiores redes de fortalecimento do empreendedorismo feminino do país.

A entidade reúne mais de 950 Conselhos da Mulher Empreendedora, atua em mais de 1.000 municípios brasileiros, está presente em todos os estados e no Distrito Federal e promove aproximadamente 1.500 eventos anuais voltados para capacitação empresarial, networking, liderança feminina, inovação, acesso a mercados e desenvolvimento de novos negócios.

Ao longo de sua atuação, o CMEC já impactou mais de 100 mil empresárias, oferecendo programas de desenvolvimento executivo, fortalecimento institucional e geração de oportunidades de negócios, contribuindo para beneficiar mais de 1 milhão de famílias brasileiras.

Recorde de mulheres empreendendo no Brasil muda o foco do debate

Segundo levantamento do Sebrae, baseado em dados da Receita Federal, mais de 2 milhões de pequenos negócios foram abertos por mulheres em 2025, representando aproximadamente 42% de todas as novas empresas formalizadas no país. O resultado representa um crescimento expressivo em relação ao ano anterior e reforça o avanço da participação feminina no empreendedorismo brasileiro.

Pela primeira vez, a indústria registrou a maior presença feminina entre os novos empreendimentos, com cerca de 45% das empresas abertas no setor sendo lideradas por mulheres, demonstrando que a atuação feminina vem expandindo para segmentos historicamente dominados por homens.

Como fazer empresas lideradas por mulheres crescerem?

Com o aumento da participação feminina na economia, especialistas discutem agora quais são os principais desafios para transformar micro e pequenas empresas em negócios sustentáveis, inovadores e preparados para crescer.

Durante o Summit Mulheres nas Profissões 2026, lideranças nacionais irão debater temas como:

  • acesso ao crédito para mulheres empreendedoras;
  • financiamento para pequenas empresas;
  • capacitação executiva;
  • empreendedorismo feminino de alto impacto;
  • networking para empresárias;
  • acesso a novos mercados;
  • inovação e transformação digital;
  • liderança feminina nos negócios.

Entre as participantes do painel está Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC Mulher (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura), entidade vinculada à CACB, Facesp e Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo Ana Claudia, o cenário mudou significativamente nos últimos anos.

“Durante muitos anos, o maior desafio era incentivar as mulheres a empreender. Hoje precisamos criar condições para que essas empresas cresçam, inovem, gerem empregos e tenham acesso a crédito, informação estratégica e mercados.”

Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC Mulher (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura)Foto: Cesar Bruneli / ACSP

Brasil está entre os países mais empreendedores do mundo

O cenário também é confirmado pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM Brasil 2024), que coloca o Brasil entre as economias com maior taxa de empreendedorismo do planeta.

Embora o número de empresas abertas continue crescendo, especialistas alertam que o próximo passo é aumentar a sobrevivência dos negócios e apoiar sua expansão por meio de políticas públicas, qualificação empresarial, inovação e fortalecimento das conexões entre empreendedoras.

Para Ana Claudia, fortalecer o empreendedorismo feminino representa não apenas uma pauta de igualdade de oportunidades, mas também uma estratégia de desenvolvimento econômico nacional.

“Precisamos garantir que empresas lideradas por mulheres tenham condições de competir em igualdade, crescer, gerar empregos e contribuir ainda mais para a economia brasileira.”

Autor: Alexandre

Especialista em tecnologia da informação