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Eliane Davila - Conteúdo | Inovação | Empreendedorismo

Metaverso – Tudo que você precisa saber sobre o tema

Ultimamente, muito se fala em metaverso e as mudanças que isso irá trazer. Mas afinal, você sabe o que é metaverso? Neste post eu explico com detalhes!

Metaverso - Tudo que você precisa saber sobre o tema
Metaverso – Tudo que você precisa saber sobre o tema

O mundo contemporâneo caminha para transformações revolucionárias que envolvem a digitalização e a tecnologia. Com uma geração cada vez mais imersa no meio digital, todas essas mudanças se tornam acontecimentos inevitáveis e naturais. Um novo mundo nos espera com o Metaverso.

Nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade, assim como a sociedade molda o comportamento online, pois são dois elementos que se complementam e que fazem parte de uma estrutura sociodigital.

A inteligência artificial é uma potente agente transformadora no mundo atual, pois além de ser uma inovação revolucionária, ela vem se desdobrando em inúmeros outros elementos e criando coisas muito diferentes do que tinhamos visto até então.

Dentre esse mundo de novas possibilidades, a inteligência artificial pode contribuir desde a interpretação da linguagem das baleias até a criação de um novo ecossistema e um novo universo digital.

O metaverso é um desses novos ecossistemas digitais que irá impactar todos os fatores da vida humana, principalmente as relações sociais e a comunicação.

Conhecido como a próxima etapa da rede mundial, o metaverso se tornou um dos temas mais populares e debatidos nos últimos dias, após um pronunciamento de Mark Zuckerberg sobre a mudança do nome do Facebook para Meta, dando a largada comercial para o metaverso.  

Mas afinal, o que é metaverso e o que ele impacta na sociedade? Pensando nisso, separamos algumas informações importantes sobre essa nova onda digital e o que ela promete para o futuro.

O que é Metaverso?

O metaverso é uma aposta capaz de proporcionar uma imersão completa das pessoas no espaço digital. 

Mais do que ter acesso ao digital e compartilhar das suas ferramentas, o metaverso busca estreitar ainda mais o mundo físico-digital e fazer com que as pessoas vivenciem de fato um mundo digital.

Ou seja, pessoas que trabalham de forma remota, poderão até mesmo caminhar pelo ambiente do escritório de forma totalmente digital, algo que poderá suprir a carência de relações interpessoais que é uma das principais queixas do trabalho remoto.

Nos filmes e obras de ficção científica o metaverso já era algo figurado, mesmo que de forma utópica, algo que pode se tornar possível agora com o avanço da tecnologia e da inteligência artificial.

O termo “metaverso” foi concebido pela primeira vez por Neal Stephenson, em sua obra denominada “Nevasca”, no ano de 1992. 

Na história, o metaverso era definido como um mundo 3D que habitava avatares semelhantes aos seres humanos, algo bem parecido com o conceito de hoje sobre o metaverso.

O metaverso nada mais é do que uma conjuntura de espaços virtuais, onde as pessoas podem vivenciar experiências digitais, consumir objetos, trabalhar, se relacionar, dentre várias outras vivências.

Entretanto, é preciso compreender o metaverso como um sintoma das big techs, que moldam nosso comportamento atual e determinam tendências não só de mercado, mas de vivências e formas de se comunicar no mundo como a moda digital e as criptoartes.

De forma mais ampla, é possível compreender o metaverso por meio de tendências que norteiam o futuro da sociedade. 

Essas tendências são vistas nos nativos digitais que já possuem parte de suas vidas completamente virtuais, as inúmeras atividades que podem ser monetizadas no ambiente digital sem necessariamente ter que estar presente, além da constante criação e inovação por todas as partes da web.

O metaverso é uma conjuntura de todos esses sintomas e tendências da sociedade, uma possibilidade completamente inovadora capaz de proporcionar a imersão de todos nossos sentidos no ambiente digital.

Como funciona o Metaverso?

O metaverso é capaz de recriar ambientes presenciais em ambientes completamente digitais, ou seja, por meio da tecnologia e da inteligência artificial será possível construir um ou mais avatares e presenciar espaços digitais com pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.

Com a realidade virtual e a realidade aumentada, os estímulos causados pelos espaços virtuais prometem uma vivência única e mais próxima do mundo físico possível. 

De acordo com Zuckerman, a previsão é entre 5 a 10 anos para que tudo isso se torne uma realidade viável em todo o mundo, porém as expectativas são altas na sociedade e na mídia.

Já imaginou poder trafegar por inúmeros lugares, conhecer pessoas de diversos cantos do mundo e se relacionar por meio de um universo completamente digital?

Ao contrário do que estamos acostumados no ambiente digital, onde já é possível se comunicar e se relacionar com outras pessoas de forma remota, o metaverso vem para interligar o mundo online e offline, proporcionando experiências únicas que não se limitam somente ao online ou offline.

A tecnologia e a construção de novos mundos

A ideia de novos mundos habitáveis para além do mundo físico pode causar receio e medo em algumas pessoas, além da insegurança. 

Porém, por mais desafiador que seja imaginar um mundo completamente digital, é preciso estar aberto a novas experiências e às inovações do mundo contemporâneo.

Até alguns anos atrás, a televisão era um dos elementos que sugavam pelo menos 25% do nosso tempo acordado, mas hoje em dia o grande responsável por sugar a atenção das pessoas são os smartphones, tomando pelo menos 50% do tempo acordado de cada um.

Mais do que entretenimento nas redes sociais, eles se tornaram ferramentas de trabalho de grande parcela da sociedade, visto que o ambiente digital também é um forte facilitador e agente econômico.

Tudo caminha para que a digitalização e a criação de novos mundos digitais aumentem e criem novas proporções, pois a tendência para o futuro dessa geração é que o ambiente digital valha mais do que a vida física em alguns anos.

Economia do metaverso

O metaverso pode trazer inúmeras oportunidades para profissionais do design, programação, sound design, ilustração e animação. Além disso, essa nova realidade promete ser um ambiente inclusivo, com espaço para aprimorar habilidades e trabalhar as potencialidades de cada um.

Além disso, essa tendência mundial ganhou um espaço expressivo na mira dos investidores após o pronunciamento de Mark Zuckerberg e a mudança do Facebook para o novo nome “Meta”.

As criptomoedas e os NFTs já fazem parte da agenda de inúmeros entusiastas tecnológicos e caracterizam um novo ecossistema digital, algo que será ampliado ainda mais com a economia do metaverso e que atrai cada vez investidores.

Sobretudo, é importante compreender o metaverso não só como um agente transformador da sociedade e uma nova programação social, mas também como um importante influenciador nas relações de consumo, que estabelecem a nova economia.

Conclusão

Ao contrário do que muitos imaginam, o metaverso não representa uma revolução necessária, assim como nenhuma revolução digital era considerada necessária alguns anos atrás.  Em contrapartida, quando as revoluções digitais acontecem, dificilmente é possível voltar e viver da mesma forma como antes. Falar sobre o metaverso é falar sobre uma nova realidade, inadiável e irreversível

O que é Metaverso?

O metaverso é uma aposta capaz de proporcionar uma imersão completa das pessoas no espaço digital. 

Quem concebeu o termo metaverso?

O termo “metaverso” foi concebido pela primeira vez por Neal Stephenson, em sua obra denominada “Nevasca”, no ano de 1992. 

Quais profissões podem ser beneficiadas?

O metaverso pode trazer inúmeras oportunidades para profissionais do design, programação, sound design, ilustração e animação.

Como o metaverso influencia a sociedade?

É importante compreender o metaverso não só como um agente transformador da sociedade e uma nova programação social, mas também como um importante influenciador nas relações de consumo, que estabelecem a nova economia.

Ecossistema de inovação

Os ecossistemas de inovação são essenciais para a transformação do mundo. E isso se deve por conta da sua importância em mudar processos e criar soluções que podem mudar a estrutura de várias sociedades.

Ecossistema de inovação
Ecossistema de inovação

Um ecossistema é composto por uma conjuntura de comunidades e seres vivos incluídos em um mesmo ambiente e que interagem entre si. Quando falamos de inovação, estamos nos referindo a novas ideias, novas soluções e novas possibilidades de realizar processos e melhorar resultados.

O ecossistema de inovação une esses dois conceitos e estabelece uma nova forma de visualizar o empreendedorismo, com muito mais conhecimento, oportunidades e como um elemento transformador.

Esse conceito, difundido por diversos autores ao longo dos anos, pode ser caracterizado como ambientes repletos de relações e trocas, onde há criação, cooperação e principalmente desenvolvimento.

Muitas empresas buscam por um propósito de inovação em comum, porém nem todas possuem a oportunidade de um ecossistema de inovação.

O ecossistema de inovação é um grande diferencial na trajetória de pequenas, médias e grandes empresas, pois são ambientes que possibilitam conhecimento e aprendizados expressivos, influenciando em organizações transformadoras e autênticas no mercado.

Quer entender melhor como tudo isso funciona? Neste post irei abordar de forma aprofundada o conceito de inovação, como esse ecossistema impacta o mundo como um todo e quais suas principais características.

O que é um Ecossistema?

Um ecossistema, de acordo com a definição da biologia, é um conjunto de seres vivos que vivem em comunidades, interagindo entre si e com o ambiente em que estão inseridos.  

Dentro de um ecossistema, cada ser vivo desempenha um papel diferente, porém todos trabalham em cooperação. Ou seja, cada ser vivo depende um do outro, pois todo o funcionamento de um ecossistema depende da participação de cada elemento.

Por meio desse conceito, é possível traçar analogias que atravessam a nossa sociedade, os diversos espaços públicos e privados, as cidades, dentre vários outros ambientes que serão analisados no conceito do ecossistema de inovação.

O que é Inovação?

De forma geral, o conceito de inovação é baseado na criação de algo novo, inédito, que foge dos padrões anteriores. No contexto do mercado atual, a inovação ocupa um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento das empresas, pois se tornou a ferramenta primordial para as organizações e profissionais que buscam uma continuidade no mercado vem que atuam.

Hoje em dia podemos visualizar inúmeras startups se consolidando como grandes empresas e ultrapassando grandes organizações no mercado, pois possuem como grande diferencial a inovação, nos produtos, serviços e seus processos.

Contudo, comento que para que exista inovação propriamente dita, a ideia, produto ou serviço deve ser validada pelo cliente.

Mas afinal, quais são os fatores que influenciam para essa inovação? E qual o papel do ecossistema de inovação nesse processo? É sobre tudo isso que iremos falar agora.

O que é ecossistema de inovação?

Um ecossistema de inovação é justamente a junção entre os dois conceitos citados anteriormente, ecossistema e inovação.

Imagine uma cidade onde universidades, empresas, centros de pesquisa, o governo, startups, investidores, empreendedores e hubs de inovação interajam entre si, por meio de uma rede de relações e cooperações. Qual seria o nível de potencial desta rede?

Pois saiba que os ecossistemas de inovações são justamente sobre esse potencial e sobre essas relações, um ecossistema repleto de elementos potencializadores do conhecimento, inovação e desenvolvimento e que se interligam de forma ativa.

Os ecossistemas de inovação são sistemas de extrema importância no desenvolvimento de inovações e transformações no mundo. Tudo isso irá refletir, de forma positiva, no crescimento do ambiente como um todo, seja a cidade, Estado ou país no qual eles estão inseridos.

Contudo, é preciso que os diversos atores sociais, como as empresas, universidades, governo, a sociedade civil e o meio ambiente estejam conectados para que um ecossistema de inovação se estabeleça.

Além disso, é preciso também a integração de diversos setores, como o sistema local, regional e nacional de inovação. O que a cidade oferece para essa inovação? Quais apoios para inovação existem nesse estado? Quais políticas que fomentam a inovação no país? Tudo isso é fundamental para que ecossistemas de inovação aconteçam. 

Muitas inovações ocorrem em função de ideias e soluções dentro da própria cidade, o ambiente onde o indivíduo vive e está inserido e as organizações que operam naquele lugar, pois é preciso enxergar as cidades como laboratório.

A hélice quíntupla de inovação

A hélice quíntupla é a associação de diversos elementos e atores que compõem os ecossistemas de inovação e exercem papel fundamental na transformação. Dentre os atores que a compõem, estão:

  • academia
  • governo
  • empresa
  • sociedade
  • e o ambiente.

A academia está relacionada ao conhecimento, à formação de pessoas por meio do aprendizado, realização de pesquisas e é o elemento que detém o saber.

O governo, por outro lado, atua promovendo o desenvolvimento por meio de políticas e fomentando os atores que geram conhecimento científico, criando oportunidades para que a formação aconteça.

A empresa ou a indústria atua na comercialização da inovação, ou seja, é onde podemos visualizar os processos de inovação e transformação na prática, transformando o conhecimento em riqueza.

Posteriormente, a sociedade civil se estabelece como outro ator importante neste eixo de inovação, por meio da mídia, a arte, cultura, os estilos de vida da sociedade, dentre vários outros elementos que atuam demandando problemas e soluções.

Por fim, o ambiente se integra e complementa a quíntupla hélice de inovação com uma perspectiva sustentável, pois irá demandar soluções para os problemas ecológicos e os impactos ambientais. 

Qual a importância do ecossistema de inovação?

Os ecossistemas de inovação são grandes elementos ativos na evolução e na transformação do mundo. É preciso compreender os atores que o compõem, alicerçar todos esses contratos, essas parcerias e efetivar essa conexão entre seus diversos elementos.

O potencial de um ecossistema de inovação é muito amplo e significativo, pois vai desde o impulsionamento de empresas, o desenvolvimento de habilidades até questões sociais e ambientais como a demanda sustentável.

Com novos sistemas econômicos, novas perspectivas de mercado e um mundo completamente imerso em uma transformação que engloba as demandas sustentáveis, os ecossistemas de inovação se tornam o grande motor essencial para mercados mais produtivos, sustentáveis e inclusivos.

Conclusão

Todos esses processos complexos, caracterizados como ecossistemas de inovação, são democráticos, abrangem a geração de ideias e os processos criativos inseridos em um eixo de inovação que deve estar conectado. Dessa forma, os ecossistemas de inovação são uma das principais ferramentas de transformação do mundo em sua totalidade. Bem vindo a uma nova economia!

O que é Nova Economia?

Neste novo post eu falou sobre o que é e quais são os atributos da Nova Economia que tem como um dos principais pilares a criação de negócios com propósito. Saiba mais no meu blog

O que é Nova Economia?
O que é Nova Economia?

No mundo contemporâneo ocorreram diversas transformações no meio digital, tecnológico, comportamental e principalmente econômico. A forma como as pessoas vivenciam a economia atual traz novos modelos, novas características e tipos de negócios cada vez mais inovadores.

Seria este movimento um reflexo das novas gerações, que prezam pela experiência do usuário, pela sustentabilidade, causas sociais e diversos outros fatores que fazem parte da demanda da atualidade?

A nova economia é baseada em modelos de negócios mais flexíveis, aliados à tecnologia e centrado em solucionar problemas dos indivíduos, muito mais do que vender produtos. Com isso, o consumidor passa, cada vez mais, a fazer parte da atenção central das empresas.

Diferente da “velha economia” onde os modelos de negócios eram rígidos, com foco centralizado no produto e perspectivas de venda tradicionais, a nova economia acompanha as mudanças da sociedade, as transformações digitais e tudo o que essas relações implicam.

Para entender melhor de que forma todos esses elementos funcionam é preciso se aprofundar na história da nova economia e como ela foi elaborada ao longo do tempo.

Neste post você irá compreender como tudo isso se deu e de que forma a nova economia influencia nas empresas, promovendo tipos de negócios inovadores e observando o novo perfil de consumidor.

História da Nova Economia

O termo “The New Economy” traduzido para o português como “Nova Economia” foi citado pela primeira vez em 1983, pelo jornalista Charles P. Alexander. Em 1996, Michael J. Mandel, importante economista americano, passou a debater sobre o conceito inserido no contexto do mercado.

Dessa forma, pode-se dizer que esse novo modelo está presente desde o final dos anos 90, em contextos e proporções diferentes. Na época, o termo era citado em referência a organizações que estavam inovando na forma de realizar negócios e ultrapassando as empresas tradicionais.

Desde então, a tecnologia e a globalização passaram a protagonizar o mercado de forma expressiva, fortalecendo o conceito da nova economia e contribuindo para a elaboração de uma nova era no mundo do empreendedorismo.

Os princípios da Nova Economia

A nova economia veio para romper com modelos antigos e valores ultrapassados da velha economia, onde era o consumidor que se moldava e adaptada ao mundo e ao mercado.

Com o crescimento da internet, empresas menores adentrando o mercado e concorrendo diretamente com grandes empresas por meio das inovações tecnológicas, mídias e uma nova perspectiva do cliente, empresas tradicionais tiveram que se adaptar à nova realidade.

Dessa forma, os princípios da nova economia passaram a ser elaborados à luz do próprio consumidor, que se torna o elemento principal nesse novo modelo econômico. 

Há pelo menos 7 princípios que norteiam a nova economia. Conheça quais são eles a seguir.

Propósito

Na velha economia, o capital era super valorizado, ou seja, o lucro era o grande propósito das grandes empresas. Quando adentramos à nova economia, esses ideais passam a ser limitantes e ultrapassados, pois o conceito de sucesso passa por uma transformação e é atrelado ao propósito da organização.

Sendo assim, é necessário um propósito maior do que a lucratividade, algo que motive a criação de negócios que causem impactos positivos na sociedade atual e esteja alinhado aos propósitos do novo consumidor, que é cada vez mais consciente.

Foco no consumidor

Conhecer o cliente e investir em sua experiência é também um dos fatores essenciais na nova economia, pois muito além de vender bons produtos e oferecer serviços satisfatórios, é preciso que tudo isso solucione os reais problemas dos clientes.

Ou seja, investir na experiência do cliente é essencial para fortalecer o relacionamento da empresa com seu público e se aprimorar no mercado, visto que a nova economia possui o cliente como foco central de todo o negócio.

Criação de novas demandas

A nova economia está aberta a novas possibilidades, sem se limitar a solucionar apenas um problema.

Ou seja, por meio do desenvolvimento de um produto ou serviço, podem surgir novos desejos e demandas dos consumidores, as quais podem ser analisadas e solucionadas na nova economia.

Erros e flexibilidade

Os erros são elementos que podem ocorrer com frequência na nova economia, a qual está imersa em ferramentas digitais, em processos de criação e inovação que podem falhar em algum momento.

A flexibilidade é um dos princípios mais presentes nesse novo cenário, pois é preciso estar em constante adaptação e aberto a novas possibilidades, elaborando até mesmo novas oportunidades diante dos imprevistos.

Incertezas

A nova economia é flexível também para as transformações constantes às quais a sociedade está sujeita, principalmente no mundo contemporâneo onde as mudanças acontecem com frequência e há sempre novas formas de se aprimorar.

As empresas atuais procuram lidar com essas incertezas buscando sempre um acompanhamento do seu consumidor e analisando seus valores e preferências, alinhando sempre esses fatores a melhorias na empresa.

Criação de novas oportunidades

É em meio a conflitos e crises que surgem as maiores oportunidades no mercado, pois induz as empresas a transformar possibilidades e criar novas alternativas que podem surpreender positivamente.

Inovação para continuar

No mundo atual, as transformações ocorrem em uma velocidade máxima, o que cobra das empresas uma constante inovação para permanecer no mercado.

Ou seja, é preciso estar sempre atento às tendências e inovações no mercado e movimentar os negócios em busca de adaptação.

Novo perfil de consumidor

A nova economia fortalece ambientes corporativos horizontais, que são dinâmicos e flexíveis. Tudo isso está alinhado ao novo perfil de consumidor, que busca por experiências e não coisas, possui propósitos mais amplos e preza pelo consumo consciente.

Negócios criativos e pautados nas demandas sociais se destacam nesse novo cenário, alcançando públicos cada vez mais atuais e ativos no mercado.

A tecnologia alinhada ao conhecimento fortaleceu não só o consumidor no seu processo de decisão, mas a nova economia como um todo.

Conclusão

Investir no bem-estar, na experiência do cliente e nas inovações tecnológicas são os primeiros passos de empresas de sucesso na nova economia.

Empresas como AirBnB e Nubank são exemplos práticos das transformações na nova economia, pois são empresas escaláveis e eficientes com potencial de crescimento expressivo.

Nesta nova realidade os negócios disruptivos, sejam eles escaláveis, sociais, inovadores ou criativos ocupam o lugar central no mercado atual.

Contudo, é preciso se aprofundar nas transformações da sociedade, nas novas demandas dos indivíduos e as questões que permeiam as tomadas de decisões e a jornada do cliente. A nova economia está alinhada a todos esses elementos e busca contemplar essa nova realidade de forma flexível e inovadora.


Qual o futuro das Artes?

Tudo está mudando e se transformando digitalmente. E a arte também acompanha essa mudança. Um exemplo disso os NFT’s que estão revolucionando o conceito de propriedade e de direito autoral pelo mundo todo.

Qual o futuro das Artes?
Qual o futuro das Artes?

Ao longo da história, as artes passaram por transformações significativas quanto às possibilidades e ferramentas de expressão. Ou seja, na medida com que novas ferramentas vão surgindo, novas formas de produzir e consumir a arte também são elaboradas.

Hoje em dia, a tecnologia ocupa um papel crucial na evolução e no futuro das artes, pois se tornou uma fonte importante facilitadora para seu desenvolvimento e sua projeção no futuro. 

Dentre as inúmeras formas de manifestação da arte, o digital e as tecnologias se destacam como grande tendência para o futuro. Além disso, as mudanças da sociedade e do mundo contemporâneo também levam a uma nova perspectiva das artes, com novas demandas e pautas que influenciam diretamente no futuro.

A contemporaneidade traz novos moldes e novos mundos artísticos, o que faz com que os artistas, a mídia, as indústrias e todo um mercado específico olhe para o futuro como um novo cenário para as artes digitais e os NFTs.

Quer se aprofundar no futuro das artes e compreender de que forma tudo isso está conectado? Neste post iremos abordar os diversos tipos de artes, as suas relações com a contemporaneidade e como a tecnologia é uma importante protagonista no cenário artístico do futuro.

Os diversos tipos de artes

A arte se manifesta de inúmeras formas, por meio de ferramentas distintas e processos singulares. Delimitá-la e defini-la de forma segregada é limitar as possibilidades de criatividade e manifestação artística no mundo.

A música, dança, teatro, pintura, fotografia, cinema e literatura são as manifestações artísticas clássicas e tradicionais que predominam no meio artístico por todo o mundo. Em contrapartida, novas vertentes são criadas sob a perspectiva de novos tempos, como é o caso das artes digitais e os NFTs.

Muitos intelectuais da área possuem teorias a respeito do que é arte e quais são os tipos de artes, porém, as ideias variam de acordo com cada teórico, o que não se pode ser analisado de forma rígida e implacável, visto que a arte é justamente expressões flexíveis, subjetivas e versáteis.

A linguagem com que é feita a comunicação na arte pode variar em diferentes níveis, formas e modelos, o que não interfere na mensagem e no sentimento que carrega cada manifestação artística. 

A arte e a contemporaneidade

O mundo contemporâneo trouxe para a arte um desejo de explorar novas possibilidades, de inovações, novas invenções e experimentações. De modo geral, a contemporaneidade oferece novas formas de interação com a arte e o artista, abrindo espaço para diferentes estímulos artísticos.

A pós-modernidade carrega novas narrativas, tanto na sociedade como nas expressões culturais e artísticas. A arte digital é um grande exemplo sobre a arte na contemporaneidade, pois desmistifica a ideia da arte como algo inflexível e mistura diversas ferramentas.

As diferentes linguagens são comumente utilizadas em conjunto no processo da arte contemporânea, causando no espectador uma conjuntura de sensações e interpretações subjetivas. 

A influência da tecnologia nas artes

Ao longo da história, a máquina ocupa um papel transformador nas sociedades e nas dinâmicas do ser humano, incluindo os processos artísticos. A tecnologia passa então, a ocupar o papel de ferramenta artística, possibilitando novas alternativas para a arte.

A interação entre a arte e a tecnologia é algo visível no mundo contemporâneo, com maior intensidade nos últimos anos. A cada nova invenção tecnológica e solução digital, a arte se potencializa e se adapta de acordo com novos mundos e novas realidades.

A tecnologia hoje faz parte do futuro das artes e desempenha um papel crucial no mundo contemporâneo. As artes digitais e NFTs são exemplos de artes do futuro que já adentraram as principais galerias pelo mundo, como a Art Basel na Suíça e a Hamptons Fine Art Fair em Nova Iorque.

Além das galerias, o museu Hermitage, conhecido como um dos maiores museus do mundo, também adentrou no mundo dos NFTs, mostrando como a tecnologia pode ser transformadora até mesmo em espaços conservadores.

O que são NFTS?

O NFT significa “non-fungible tokens” que traduzido para o português significa token-não-fungível, ou seja, são itens únicos e que não podem ser substituídos. Os NFTs funcionam basicamente como um selo de autenticidade de algum item, uma escritura de algo único e exclusivo.

Hoje ele é utilizado para músicas, jogos e principalmente artes digitais. Os NFTs permitem concretizar trabalhos artísticos no mundo virtual, por meio do universo blockchain. O blockchain é semelhante a uma cadeia de blocos, um banco de dados com fragmentos de informações e uma tecnologia que não pode ser violada.

Para entender melhor, imagine que exista uma grande biblioteca, a qual possui uma infinidade de livros e documentos exclusivos, o blockchain se assemelha à biblioteca e os livros e documentos são análogos aos NFTs.

Ao contrário do que muitos imaginam, os NFTs têm ganhado proporções expressivas no mundo todo, conquistando espaços em diversas feiras e eventos artísticos pelo mundo. No Brasil, o ArtRio, famosa feira de arte da América Latina, irá garantir espaços destinados exclusivamente às artes digitais em NFTs.

Na prática, os NFTs são importantes soluções tecnológicas para artistas do mundo inteiro, principalmente pela preservação da exclusividade de suas obras.

À medida que a arte se torna mais acessível, os números de plágios e cópias aumentam gradativamente, pois a tecnologia também possibilita com que artistas publicam suas obras com maior facilidade e logo, gerando maiores possibilidades de réplicas.

Além disso, os NFTs podem gerar retornos ainda mais significativos para as artes digitais, principalmente pela sensação de exclusividade que eles causam, fatores que influenciam os sujeitos a se sentirem especiais e importantes.

Conclusão

A tecnologia vem mudando as expressões artísticas em uma perspectiva global, com isso, as artes digitais e os NFTs representarão uma nova realidade artística, reflexo de novos tempos e de novas sociedades.

As artes do futuro irão movimentar uma nova realidade, a qual condiz com as novas demandas da sociedade, seus problemas e soluções. É preciso estar atento a essas transformações e compreender as artes digitais e artes criptografadas como protagonismo de uma nova

O que as artes querem dizer?

As artes são manifestações das pessoas na sociedade.

O que são NFTs?

São selos de autenticidade de um item. São “non-fungible tokens” .

Como a tecnologia influencia nas artes ?

A tecnologia é uma aliada das artes e ai temos um dos melhores exemplos que são as artes em NFTs.

A arte é o reflexo da nossa sociedade?

Sim! A arte é ifluenciada pela sociedade, mas também influencia a sociedade.


O que é Moda Digital? Conheça essa opção Sustentável

As roupas digitais viraram uma grande tendência contemporânea ao unir a moda e tecnologia. A possibilidade de você ter uma peça de roupa digital vem ao encontro da sustentabilidade que é um grande desafio para a indústria têxtil. A moda digital se encaixa bem no termo “fast fashion” que popularizou a ideia de que estilo está diretamente ligado a uma grande coleção de roupas. Nas redes sociais, um terço das pessoas considera uma peça de roupa velha, após utilizar por duas vezes. Ainda, a grande maioria diz que não irá postar fotos nas redes sociais com a roupa que já está publicada.

O processo de criação e produção elimina os disperdícios de materiais e a emissão de gases em um processo sustentável.

A moda digital pode ser um bom avanço em termos de sustentabilidade suprindo a demanda de um guarda roupa enorme, além de prejudicar o meio-ambiente. O guarda roupa virtual é composto por roupas digitais e vem ganhando popularidade nas diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, sua coleção de roupas pode ser minimalista enquanto seu guarda-roupas virtual pode conter centenas de peças de roupas digitais.

Em 2018, a marca Carlings foi a primeira a lançar uma coleção 100% digital. As peças custaram entre U$15 e U$400. Nessa ocasião, os clientes enviavam suas fotos e a equipe de designers da marca faziam a edição da imagem, vestindo a roupa digital no cliente. A marca iniciou o projeto com o objetivo de democratizar a indústria da moda.

Devido ao sucesso, o grupo repetiu o projeto em 2019 mas dessa vez utilizando a tecnologia de realidade aumentada. Os clientes usam seus celulares e postam suas fotos diretamente no Instagram ou Facebook como se fossem filtros.

A moda digital iniciou na indústria dos video games onde os jogadores compravam skins para seus personagens. A Louis Vitton, por exemplo, desenvolveu roupas para um video game e também lançou a versão para o mundo real.

Usando a mesma tecnologia, o mundo da moda embarca com força total para oferecer uma solução mais sustentável para a fast fashion e permitir que você tenha um guarda-roupas com centenas de peças que não agridem o meio-ambiente.

Vestir Roupa Digital é Muito Simples!

A loja DressX, é uma das melhores lojas no momento. Eles oferecem roupas digitais feitas por vários estilistas. Os profissionais da moda enviam suas criações e os melhores são selecionados para vender no site.

Eles utilizam um processo simples, onde você escolhe a roupa que deseja comprar online e envia sua foto que deseja vestir a roupa.

Moda Digital - exemplo de roupa digital do site DressX
Moda Digital – exemplo de roupa digital do site DressX

A dinâmica para comprar uma roupa digital segue o mesmo principio de quando você visita uma loja física. Você navega pelo site até encontrar algo que lhe agrada. Caso desejar comprar uma peça, você deverá subir uma foto sua seguindo os critérios do site. Deve ser uma foto de corpo inteiro, bem centralizada e com boa iluminação.

Depois de subir sua foto, você pode colocar a peça desejada no carrinho de compras.

A foto que você enviou será vestida com sua roupa escolhida.

Você pode utilizar uma foto sua diferente para cada peça de roupa digital que comprar.

Site DressX - envie sua foto para vestir sua nova roupa digital - Moda Digital
Site DressX – envie sua foto para vestir sua nova roupa digital

Um dos grandes desafios da área da moda digital, é fazer com que as roupas sejam vestidas automaticamente de forma perfeita. A tecnologia ainda não está acompanhando a demanda desse setor, mas está progredindo.

No momento, esse processo está automatizado mas precisa de ajustes manual. O processo de vestir a roupa digital é feito por softwares de edição de imagem com capacidade de trabalhar em 3D. O uso desse software permite pequenos ajustes para que a roupa vista perfeitamente bem no cliente.

Outro detalhe importante é fazer o software identificar o formato do corpo de forma automática. Muitas soluções, utilizando inteligência artificial, muito em breve, contribuirão paa o processo de vestir totalmente automatizado.

No momento, as empresas estão levando até 5 horas para vestir e fazer os ajustes necessários. Isso garante a perfeição do trabalho e é muito rápido se comparado com as primeiras roupas digitais vendidas, que tinham que ser editadas em todo o processo.

Moda Digital como NFT

A empresa The Fabricant (www.thefabricant.com) é especialista em desenvolver roupas digitais. A empresa foi a primeira a explorar o conceito de moda digital na Blockchain, vendendo uma peça de roupa digital em NFT. A empresa criou um design único que foi vendido por U$ 9,5000.

Da mesma forma que a arte em NFT, a moda digital se encaixa perfeitamente para ser vendida em Blockchain e pode deixar toda a experiência ainda mais interessante. Quando se fala em NFT, o conceito de um produto único e raro vêm a nossa mente. Com a moda digital em NFT, você pode ter roupas únicas que nenhuma outra pessoa no mundo possui.

Se você ainda não conhece esse conceito, visite meu post explicando o que é arte em NFT.

Tenho certeza que o mercado da moda digital vai explorar muito mais essa possibilidade de vendas em NFT (Blockchain), da mesma forma que está sendo feita com video games.

Roupa Digital da "The Fabricant" vendida por U$ 9,500 em NFT.
Roupa Digital da “The Fabricant” vendida por U$ 9,500 em NFT.

Um Incentivo para Testar

A empresa HOT:SECOND (a-hot-second.com) fez uma campanha bem interessante com o intuíto dos para clientes testarem roupas digitais pela primeira vez. As pessoas que fossem até a loja para doar roupas que não querem mais, iriam receber uma roupa digital em troca. As roupas doadas foram para caridade e os clientes literalmente as trocaram por roupas digitais.

Site da HOT:SECOND - moda digital
Site da HOT:SECOND – moda digital

Por que Moda Digital?

Existem vários fatores que ajudam a moda digital se projetar em todo o mundo. Quando falamos de sustentabilidade e o conceito de “fast fashion”, entendemos o motivo que as roupas digitais estão ganhando popularidade em grandes proporções.

Sustentabilidade

A moda digital é a melhor solução para a sustentabilidade para o conceito de fast fashion. A indústria da moda é um grande responsável por emissões de gás de efeito estufa. As roupas descartadas sempre acabam queimadas ou chegadas em um aterro.

A moda digital permite a seus clientes se beneficiarem do conceito fast fashion sem causar danos ao meio-ambiente.

Ao comprar uma roupa digital, você reduz o impacto causado por essa única peça e também elimina o desperdício de materiais gerado durante o processo de criação e produção.

Até mesmo os grandes fabricantes podem utilizar a moda digital, sem precisar mudar suas ofertas.

A empresa PUMA criou um produto com baixo impacto ambiental e utilizou o conceito de moda digital para eliminar desperdícios causados com amostras e todo o resto que envolve o processo de criação. Eles iniciaram a produção somente depois que o projeto estava totalmente testado e aprovado utilizando a tecnologia.

Redução de Custo

Com esse processo, a empresa PUMA mostrou uma boa redução no consumo de água, tempo de produção e custo.

Inclusivo

Um tamanho veste todos – tamanho único. As peças de roupas digitais são criadas de forma única e vestem todas as pessoas, independente da forma do seu corpo.

Site da DressX - Roupas digitais para vender.
Site da DressX – Roupas digitais para vender.

Criatividade

As roupas digitais apresentam criatividade ilimitada permitindo que os designers façam experimentos que na vida real são impossíveis.

A empresa The Fabricant falou que por meio da moda digital, os designers podem literalmente viajar e colocar tudo em prática. Um vestido feito de água, luzes na peça, alterar o tipo de textura, presonalizar de acordo com seu gosto, por exemplo, gerando mais possibilidades para a sua expressão nas redes sociais.

Enquanto a criatividade não tem limite, a tecnologia impõe algumas barreiras como cometei interiormente.

Alguns serviços são feitos de forma manual, enquanto outros utilizam realidade aumentada para vestir seus clientes.

Em muitos casos, o cliente precisa enviar sua foto e aguardar a empresa retornar com a edição.

O processo automático utiliza software 3D para vestir a roupa digital no cliente. A grande barreira, no entanto, é o software reconhecer o formato do corpo para deixar todas as etapas de forma automática. As aplicações em realidade aumentada e inteligência artificial ajudam, mas alguns casos ainda precisam de ajustes manuais.

A medida que a tecnologia avança e novas versões dos softwares são lançadas, novas possibilidades estarão disponíveis até chegar o dia em que você poderá fazer uma transmissão de video usando uma roupa digital.

Quanto Custa uma Roupa Digital?

O preço de uma roupa digital não é barato. Normalmente pensamos várias vezes antes de comprar uma roupa cara para usar no mundo real, imagine ao se tratar de algo digital? As pessoas tendem a não valorizar os ítens digitais. Os valores que as pessoas se disponibilizam a pagar por ítens digitais é muito abaixo da realidade.

Por exemplo, muitos preferem pagar U$ 15 por um livro físico do que U$ 5 em sua versão digital.

O preço de uma roupa digital podem variar muito de acordo com o tipo. Pesquisando o site DressX, as camisetas custam U$ 30, moletons e calças U$ 40, tênis U$ 40.

A Moda Digital iniciou nos Video Games

Exatamente! Mas não pense que esse conceito é novo. Roupas digitais já vem sendo utilizadas (e muito) no mercado dos video games de uma forma muito séria e profissional. Por exemplo, a Louis Vitton desenvolveu uma coleção de roupas para o jogo League of Legends. Seguindo o sucesso do lançamento digital, a marca decidiu também lançar as roupas no mundo real.

Os video games utilizam a muitos anos o conceito de vender “skins” para seus jogadores. Essa prática simplesmente muda o visual do jogador, e nada afeta em suas habilidades. Assim, vimos que a moda digital iniciou com os video games, e para quem acha isso uma bobagem, analistas preveem que o mercado de moda digital (skins) nos video games irá valer U$ 50 bilhões de dólares em 2026.

A presença da mentalidade desse estilo também é presente nas redes sociais, quando as pessoas fazem sua própria curadoria de como desejam aparecer no Instagram, Facebook ou no Linkedin para algo mais profissional. Vamos acompanhando esta pauta das rpupas digitais, pois acredito que, em breve teremos novidades neste sentido.

O que é moda digital?

Moda digital são roupas virtuais que você pode utilizar e contribuem muito para a sustentabilidade do planeta.

O mercado da moda digital em NFT está em ascensão?

Sim. A moda digital é uma área muito promissora para quem está interessado em NFT.

Quanto custa uma roupa digital?

Existem muitos tipos e versões de roupas digitais, mas em média é bem barata.

Como surgiu a ideia de fazer roupas digitais?

Adeia surgiu do Video Games e muitas marcas famosas iniciaram nesta área de roupas digitais para jogos como a Louis Vitton.

Sustentabilidade e empreendedorismo: quebrando paradigmas

Hoje a reflexão parte do princípio de que estamos desconectados com a natureza. A sustentabilidade tem relação com a manutenção da vida humana no planeta. Digo que estamos desconectados porque vivemos em um mundo ainda com tantas desigualdades sociais e falta de cuidado com o planeta. Muitas pessoas que se dedicam ao empreendedorismo não levam em conta a sustentabilidade em suas condutas. Parece que a racionalidade humana deixou as pessoas distantes do que as constitui. Vivemos em um turbilhão de fragmentações: eu e os outros, eu e o planeta, eu…, eu… e mais eu.

Pensar que sustentabilidade tem a ver com a manutenção da vida no planeta requer a quebra de paradigmas. O comportamento do ser humano levou a humanidade à destruição, à morte, às guerras, às desigualdades e ao pensamento individualista. Nossa falta de conexão com a natureza e com o pensar sustentável, levou mais crianças a citarem tipos de Pokémons a nomearem as principais espécies de animais existentes no planeta terra.

Curiosamente, com este distanciamento da natureza, há um distanciamento de si, ou seja, cada vez mais estamos mais racionais e menos sintonizados com o nosso sistema biológico. Distanciar-se do que nos torna mais vivo é o que acontece na maioria das sociedades e isso contribui para que o ser humano se distancie da sua própria essência.

Dessa forma, o pensar racional que não considera as diversas dimensões humanas nos afasta do conceito da sustentabilidade . A sustentabilidade inicia com o olhar interno, identificando o tipo de mindset que temos frente ao mundo. É interessante, que observando a humanidade, ao longo do tempo, as pessoas amadureceram, cresceram, evoluíram, desconectaram-se e adoeceram.

Estamos em um momento que necessitamos fazer a jornada de cura interna para que nossas ações empreendedoras estejam conectadas com a sustentabilidade.

Perceber que o pensar sustentável no empreendedorismo inicia, dessa forma, com a jornada interna, do empreendedor e da empreendedora, na quebra de seus próprios paradigmas. Enquanto não houver conexão com nós mesmos, a sustentabilidade, em nossos projetos e empresa, estará no campo discursivo. A prática da sustentabilidade dentro de nossos negócios é uma consequência das nossas visões de mundo e de nossas atitudes. As ações sustentáveis no empreendedorismo sugerem que essa perspectiva faça parte das estratégias das empresas, assim como estejam incorporadas na cultura organizacional.

Pensar a sustentabilidade como um sistema orgânico, que conecta as pessoas à vida e à resignifição dos nossos posicionamentos, no empreendedorismo, é acreditar que a sustentabilidade relaciona-se com o princípio do equilíbrio que gera qualidade de vida para as pessoas e para todos os que se relacionam com nossas empresas. A sustentabilidade e o empreendedorismo devem estar conectados.

Termino esta reflexão dizendo que a quebra de paradigma para o desenvolvimento sustentável, nos nossos projetos, parte do nosso protagonismo em equilibrar nosso olhar empreendedor, frente ao desenvolvimento socioeconômico, político e cultural ligado à preservação do meio ambiente, no intuito de construir um mundo melhor para todos nós. Desenvolver a sustentabilidade nos leva a satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer as gerações futuras.

O empreendedorismo, a partir dessa reflexão, pode ser aplicado para definir projetos que combinam a geração de riquezas com o desenvolvimento consciente do meio social e ambiental. Pense nisso e ótimos negócios!

#sustentabilidade #empreendedorismo #paradigma #capitalismoconsciente

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Dimensão humana nas organizações: reflexões sobre pessoas e empresas

Essa última semana eu fiz um post nas redes sociais que falava sobre a indissociabilidade da pessoa que empreende e do seu empreendimento.

Isso mesmo! No mundo corporativo existe humanidade. Existem sentimentos, afetos e emoções. O que ocorre é que, a maioria dos empresários, não considera todas as dimensões humanas dentro das organizações. É muito incoerente isso: fragmentar o ser humano como se pudéssemos separar a persona profissional da pessoal.

Eu lembro, lá nos anos 90, quando iniciei minha carreira profissional, em um dos primeiros trabalhos que realizei, meu líder me disse: “Eliane, aqui você deve “vestir a camiseta” e seus problemas pessoais devem ficar em casa”. Ouvi essa frase e pensei: como vou realizar essa demanda de me fragmentar em profissional e pessoal? Como eu faço isso?

Essa frase seguiu comigo desafiando minhas crenças e me instigando a repensar sobre os modelos de gestão tão cruéis com os colaboradores. Na verdade, estas reflexões são fundamentais para qualquer empresas ou empresário/a. Não é possível adiar mais esta pauta! É agora!

1.1 Começando a mudar

Lendo o livro Empresas que Curam, de Raj Sisodia & Michael Gelb, me levou a reavivar esta conversa com você, caro/a leitor/a. O livro traz uma série de histórias de empresas que inspiram e que estão tornando possíveis feitos maravilhosos no mundo corporativo. Como já falei em outras reflexões, o protagonismo das instituições é fundamental para vermos as mudanças acontecerem, na prática.

A história do capitalismo não foi a coisa mais linda de se ver. Muitas ações foram realizadas em prol do desenvolvimento econômico e social , mas entendo que, entre tantas coisas, a visão mais humanizada nas organizações ficou negligenciada, trazendo influências marcadas pela violência, imposição, poder, competição e egoísmo.

As influências tóxicas do meio corporativo deixaram marcas e sofrimento nas pessoas”.

O ethos da maioria das instituições mostram empresas que correm muito atrás do lucro e desconsideram as outras relações possíveis dentro desses ambientes. Este é o mundo que você quer deixar para a prosperidade?Qual o legado de sua empresa? Ganhar dinheiro?

1.2 Elevando a consciência

Será que não temos outra maneira de nos relacionar nas organizações? Será que pessoas e organizações não são a mesma coisa? Claro que sim! Não tenha dúvida!

Empresas são pessoas, clientes são pessoas, stakholders são pessoas e a comunidade são pessoas. Esta é a chave para a elevação da consciência. A dimensão humana, por muito tempo esquecida, está retornando, aos poucos, para a relevância necessária dentro das empresas.

Percorrendo algumas literaturas sobre os negócios e lideranças, como comentam Sisódia e Gelb, existem livros que reforçam a sociopatia nos negócios. Uma sociopatia que considera a empresa sem as pessoas. Uma ideologia que torna o ambiente corporativo repleto de competição, guerras de poder e vaidades. Neste tipo de ambiente fica difícil valorizar as pessoas. Falta confiança e respeito mútuos.

Um líder lidera pelo exemplo e não pela força . Essa é a minha perspectiva também. Líderes tomam decisões difíceis, mas as tomam de forma consciente , com benevolência e gentileza em um equilíbrio entre a tenacidade e a sagacidade diz Sisodia e Gelb.

“É preciso entender que é possível promover crescimento nos negócios e servir à sociedade e ao planeta. Isso é recuperar a sanidade no mundo corporativo”.

A elevação da consciência está em acreditar firmemente que se melhorarmos a vida das pessoas que trabalham com a gente e focarmos na busca de melhorias para a nossa comunidade, encontrando soluções sustentáveis, estaremos em sinergia com nossos consumidores, sociedade e funcionários, nosso acionista vai ter resultados consistentes nas nossas empresas.

1.3 Empoderando pessoas

A missão da empresa também deve ser empoderar as pessoas. Essa atitude também as fará gerar lucro!! As empresas devem ter responsabilidade moral com cada indivíduo. Hoje, sabe-se que este posicionamento de gerar riqueza e beneficiar a todos que são impactados pelas nossas organizações. Isso é possível!

Uma liderança realmente humana é medida pela forma como curamos e empoderamos as pessoas. Tudo que acontece no mundo é responsabilidade nossa. Todo o desrespeito com o meio ambiente, com as desigualdades sociais e de gênero originaram-se da lacuna de humanidade cada ser humano.

As organizações podem fazer algo diferente! As empresas podem ser protagonistas de uma transformação social”.

O mesmo olhar que temos para geração de lucros, é o mesmo olhar que precisamos ter com as pessoas. Sabemos que o que precisamos é o equilíbrio. Sabemos que esse olhar para as pessoas reduzirá o sofrimento humano, pois em grande parte das empresas, vemos a doença, o stress e a falta de qualidade de vida.

Empoderar pessoas é construir caminhos possíveis para que ela se desenvolva“.

É pelo trabalho que desenvolvemos nossa identidade e nos tornamos capazes de exercer nossa autonomia em uma perspectiva biosocioantropológica do ser humano.

É hora de favorecer nossa vida e a da vida das pessoas que trabalham com a gente. É hora de acreditar que nossas empresas são pessoas e que elas precisam estar bem para apoiar nosso propósito maior, em uma cultura mais consciente e com líderes mais humanizados. A sociedade, os stakeholders e o nosso planeta precisam de nós, empresas que tornar a transformação mundial possível.

#capitalismoconsciente #pessoas #humano #humanidade #transformação #mudança

É possível pensar nossas empresas para além do lucro?

Sim. Empresas do futuro se preocupam com o lucro , com as pessoas e com o planeta.

Por onde eu começo a mudar?

O começo de tudo acontece dentro da gente, com uma ampliação de consciência de que estamos todos conectados no mundo e que empresas são pessoas.

Por que a liderança dentro das organizações é tão importante?

Porque é ela que inspira as mudanças de cultura, de estratégia e pensamento organizacional. Todos nós somos líderes dentro das organizações. Todos nós somos influenciadores nas nossas empresas.

Por que as empresas são tão importantes para a transformação do mundo?

As empresas podem acelerar as transformações socias, econômicas e trazer um novo jeito de investir e fazer negócios mais conscientes no Brasil e no mundo.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

O que é Estado de Presença na liderança organizacional?

Começo esta reflexão dizendo que a liderança organizacional é uma das temáticas que vem me acompanhando na minha trajetória profissional desde que iniciei no mundo corporativo e na minha carreira acadêmica.

Sempre gostei de buscar nas lideranças que trabalharam comigo, atitudes e comportamentos que eu pudesse me inspirar. A inspiração é uma forma amorosa de trazer amor. Uma liderança inspiradora precisa ser construída em uma base forte. Precisa estar conectada com o momento presente.

Assim, hoje vamos falar sobre o estado de presença. O que é este conceito e como ele pode ser vinculado às lideranças organizacionais?

Partindo da perspectiva do Livro, Liderança Shakti, o estado de presença é definido como um estado de consciência do momento presente. É um estado de “flow” onde acessamos o equilíbrio, completude, conexão interna e externa com o nosso entorno. É uma interconexão que vai além do nosso mundo, indicando uma ligação com nossa essência interior. Em estado de presença estamos plenos, flexíveis e congruentes.

Estar em estado de presença nos direciona à pensar que as lideranças, estão em plena disponibilidade para seus colaboradores, além disso, o conceito também permeia a ideia que você, como gestor/a, não tem nada a temer, nada a defender e nada a promover. É só você em estado de presença!

Uma das observações mais relevantes para mim, na leitura do Livro Liderança Shakti, foi entender que este estado de presença nos leva à unicidade, ou seja, no estado de presença eu sou eu mesma. Este é o estado natural, onde posso estar alegre porque posso ser o que realmente devo ser no mundo.

Os líderes conscientes são responsáveis por servir ao propósito da organização criando valor para todos os seus stakeholders e cultivando uma Cultura Consciente de confiança e cuidado. Os aspectos relevantes para essa competência incluem a confiança, o equilíbrio e determinação. O cultivo da presença possibilita o desenvolvimento de líderes mais carismáticos, que possuem um magnetismo singular e que possuem influencia sobre os outros. Em estado de presença, o líder encontra clareza e energia em uma linguagem corporal e verbal inspiradora.

As organizações desejam líderes para que tenham o estado de presença desenvolvido. Os líderes devem ser capazes de projetar confiança carismática, mas esta competência deve estar intrinsecamente ligada ao estado de presença.

Posicionamentos genuínos, na liderança organizacional, devem estar conectados com nosso Eu interior. Caso contrário, estaremos usando as máscaras que as influências externas nos disponibilizam para construção de uma persona que não é realmente quem somos.

Dessa forma, o líder deve ser exatamente a pessoa que ele é . Esta é a chave para a construção de lideranças mais conscientes nas organizações.

Percebemos o quão difícil é estar nesse estado de presença. Somos, a cada minuto, chamados a estamos em piloto automático. Realizamos as atividades, conversamos com as pessoas, mas na verdade, não as sentimos e nem as escutamos de forma genuína. A busca pelo estado de presença requer uma vigília constante.

O desenvolvimento do estado de presença requer um cultivo desta vigília e a prática diária do restabelecimento do equilíbrio interior. Uma das práticas mais eficazes para cultivarmos a presença é colocarmos limites adequados às nossas relações. Normalmente, as tendências femininas do ser humano, e aqui lembramos que, não estamos falando de gênero, deixam as pessoas mais abertas aos relacionamentos e com isso, estão mais expostas à dependência. Por isso reforço a importância da vigília constante.

Como um elefante que sempre esteve preso em uma corrente, quando o soltam, a tendência é ficar condicionado a estar no mesmo espaço. Assim, nós humanos, também podemos correr o risco de aceitar que nossas limitações, nossa liberdade e nosso potencial somente existam em nossas mentes. Somente quando estamos realmente presentes é que podemos transcender essas restrições pessoais e ir em busca da felicidade e das realizações que desejamos.

O estado de presença leva você à consciência. Um lugar que não é estático, mas uma dinâmica criativa que cria, preserva, destrói e recria. Nossas chances de acertar, em atitudes e comportamentos, no processo de liderança são muito maiores se estivermos neste estado de consciência pleno.

É preciso honrar quem você verdadeiramente é . É preciso prazer em tudo que se faz. Agir com a alma, este é o chamado do estado de presença a todas as lideranças organizacionais.

#liderança #liderançashakti #liderar #presença #pilares #alma #organização

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

Elevação da Consciência Empresarial: orientação para stakeholders

Vivemos, todos nós, em uma época diferente. Vivemos em um momento histórico onde se faz um esforço para pensar em reflexão, em ressignificação e em construir um nosso sistema econômico mundial.

A ideia deste pensar nos leva a crer que a jornada do capitalismo até aqui nos trouxe mais problemas do que soluções. Houve um certo descuidado com o ser humano, com a sustentabilidade e com planeta.

É fato que precisamos redesenhar nossas relações empresariais com nossos funcionários, clientes, fornecedores, comunidade e todos aqueles que se relacionam com o nosso negócio.

Outro dia me perguntaram, mas Eliane, como é possível, em meio a uma crise pandêmica, pensar ou ajustar essas relações? Como posso pensar em elevar a consciência empresarial neste momento em que muitas empresas estão apenas sobrevivendo?

Gostaria de comentar que são, nos momentos de crise, que as oportunidades de mudanças surgem. Sabemos que nem todas as pessoas e empresas estão em um nível de consciência semelhante e com isso, posso dizer que mudanças são processuais e exigem um certo tempo de maturação e respeito às pessoas e às organizações. A mudança e a elevação de consciência vão acontecer no tempo de cada ser humano e no momento do despertar empresarial. O meu papel e e todos que queiram elevar a consciência das corporações, é de fornecer subsídios para a redefinição do propósito maior que valorize a ética, o amor e que proporcione maior resiliência às organizações.

O pensamento do acionista deve ir ao encontro de estratégias mais sustentáveis e da longevidade empresarial, com um cunho de responsabilidade social.

As empresas são pessoas e as relações com nossos funcionários devem ser revisitadas diariamente. O nosso cliente é o que proporciona o existir empresarial, gerando receita e mantendo a empresa viva. Assim, um olhar mais atento aos funcionários, automaticamente reflete no melhor atendimento do nosso cliente.

É o momento de pensar em sustentabilidade nos nossos negócios e quando em falo em sustentabilidade, o conceito vai muito além do meio ambiente. As nossas relações no mundo corporativo devem favorecer o desenvolvimento humano, ou seja, o desenvolvimento e a manutenção da vida humana no planeta. Penso que nossas atitudes devem seguir os preceitos de satisfazer as necessidades de hoje e não impactar a geração futura, para que haja realmente a manutenção da vida.

Assim, acredito que reflexões sobre um novo modelo econômico saudável deve permear as dimensões econômicas, sociais e ambientais, culturais territoriais e políticas. Milton Friedman, a mais de meio século, dizia que as empresas deveriam fornecer lucro ao acionista. O conceito por si só não está errado, porém esse conceito não se mostrou muito eficaz, pois não contemplou o olhar sistêmico e sustentável da vida humana. Funcionários, fornecedores, comunidade e o planeta ficam, na maioria dos casos, em segundo plano, o que causou injustiças e escassez de recursos na natureza.

A orientação ao stakeholders como uma possível estratégia de gestão empresarial, requer ações que impactem o meio ambiente, a sociedade e que sejam legitimadas por uma governança corporativa. Estamos vivendo uma “crise de uma humanidade que não consegue se tornar humana, diz Edgar Morin.

Na verdade, este movimento todo que está surgindo, com maior intensidade, neste ano de 2020, sugere um pensar distinto sobre todos nós, como atores responsáveis pela transformação interna de nós mesmo e das empresas às quais pertencemos. É preciso reconectar o humano nesta nova maneira de gerir nossas empresas. É preciso, de fato, elevar a consciência empresarial para a construção de um modelo de capitalismo que desenvolva as pessoas e transforme nossas empresas em espaços de (re)conexão com a vida e com todas as dimensões do ser humano.

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Pesquisadora do Empreendedorismo Feminino

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEN

Presidente da Associação de Administradores do Vale do Sinos – AVS

A Liderança do “Nós” – Capitalismo Consciente

Quando fiz uma pós graduação sobre gestão de serviços, em 2001, meu professor, Kleber Nóbrega, dizia que o novo líder é uma pessoa que servia ao propósito da empresa e às pessoas que liderava. Eu me desenvolvi nessa escola da cultura do “Nós” à cultura do “Eu”.

Vivi muitas experiências profissionais. Reconheci muitos líderes que tinham essa filosofia na sua liderança. Ao mesmo tempo, durante este período de quase 20 anos, percebi que a maioria das empresas não tomou consciência da diferença que faz um líder ou uma líder com estes posicionamentos voltados ao “servir”.

O movimento do Capitalismo Consciente também valoriza as pessoas e sugere a evolução da cultura do “Eu” para a Cultura do “Nós”. Parece fácil falar, mas, na verdade, colocar em prática esse pensamento requer um nível de consciência da liderança organizacional que vai além da performance da empresa.

O propósito maior da empresa é incorporado pela cultura da organização, mas quem coloca este processo dinâmico em sinergia? As pessoas!! Tudo inicia na dimensão relacional nas organizações, afinal, como já havia comentado em outra reflexão: empresas são pessoas.

Assim, muitas lideranças organizacionais se deparam com diversas maneiras de liderar. Estamos em um momento de transição conceitual e estamos reinventando o que seja a verdadeira missão de uma liderança organizacional consciente.

O que deve ficar claro é que a definição de liderança não é mais aquela hierárquica onde encontramos alguém que manda e outro que obedece. A liderança é muito mais ampla e não pressupõe essas relações estruturais dentro das organizações. Liderar é a missão de todos dentro das empresas. Liderar é colocar o nosso protagonismo em ação em prol de um propósito comum.

Encontrei nas minhas visitas às empresas, muitas vezes, um certo êxtase, sobre as questões da tecnologia, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, etc. Acredito que a tecnologia é apenas mais um meio para que a sobrevivência da organização. A liderança organizacional deve sim dominar as ferramentas tecnológicas, mas é preciso que novas janelas se abram e novas formas de relacionamentos se concretizem para que a mudança de paradigma aconteça.

A visão de uma liderança consciente perpassa pelo conceito de servir! Sim! Servir às pessoas que se relacionam com nossas empresas, com nossos colaboradores e com a sociedade em que estamos inseridos. O que precisamos saber é que o reflexo de empresas mais conscientes é de lideranças mais conscientes. Dessa forma, penso que você esteja me perguntando sobre quais as competências que necessito ter para construir uma liderança mais consciente na minha empresa?

Não gosto muito de nomear padrões ou arquétipos preestabelecidos, mas algumas sugestões eu posso citar aqui para você no intuito de vivenciar uma liderança mais integral e consciente. Sabe-se que “Liderar envolve criar contextos para que as pessoas ampliem a sua compreensão sobre a realidade, permitindo que elas possam construir um futuro melhor. Liderar é criar novas realidades”. ( JOSEPH JAWORSKI)

Uma das competências que o capitalismo consciente sugere é a autoconsciência. Trata-se de compreender os valores, respeitar os limites com as pessoas, no intuito de cuidar da sua vida e da vida dos outros de forma criativa e não reativa. Outro ponto é a integridade, isto é, lideranças conscientes são atentas às palavras que proferem. Cuidam para que o seu discurso não seja incoerente com sua prática.

A competência da flexibilidade cognitiva pode contribuir para o domínio das próprias emoções e permite lidar com os conflitos com mais resiliência. Além disso, pode-se dizer que é importante que se tenha uma comunicação empática, construindo equipes que se comunicam com clareza em seus posicionamentos verbais e escritos, mantendo relações amistosas e equilibradas.

Uma competência valiosa é a inteligência relacional que traduz a possibilidade de navegar com respeito e compaixão pelos sentimentos pessoais de cada um. Construir relacionamentos de qualidade e de gerar espaços de presença genuína é fundamental para todos os que se aventuram pela liderança consciente.

A criatividade também é indispensável para a resolução de problemas complexos, acolhendo as pessoas e situações de forma empática.Além disso, a influência inspiradora é outra competência fundamental neste momento em que vivemos. A capacidade de liderar pelo exemplo gera profundo engajamento e que conectam as pessoas incentivando-as a serem suas melhores versões.

Saber compartilhar o propósito maior da organização, engajando o time com clareza e assertividade é outra competência fundamental, na minha opinião. Portanto, retomando o início desta reflexão, estamos na era do Servir, de reconhecer limites, de desenvolver as pessoas, congregando o negócio e todos os stakeholders em uma visão ampla e comum.

Liderar é uma arte! Eu sou apaixonada por essa temática e com essa inspiração, eu convido a todos e a todas para refletirem sobre como está o nível de consciência das lideranças em suas organizações. Acredito que estamos a caminho de vivenciar um novo modelo de liderança mais humanizada e que possa, efetivamente, colaborar para um mundo melhor e para a construção de empresas em meio a um novo modelo de capitalismo.

#capitalismoconsciente #liderançaconsciente #propositomaior #culturaconsciente #stakeholders #

Eliane Davila

Ph.D em Processos e Manifestações Culturais

Embaixadora Certificada do Capitalismo Consciente

Mentora de Negócios da ABMEM

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Capitalismo Consciente - Eliane Davila